Revista Caatinga

A Revista Caatinga é uma publicação científica que apresenta periodicidade trimestral, publicada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA, desde 1976. O título abreviado da Revista Caatinga é Rev. Caatinga.

Atualmente, está indexada nas bases: 

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Objetiva proporcionar à comunidade científica publicações de alto nível nas áreas de Ciências Agrárias e Recursos Naturais, disponibilizando, integral e gratuitamente, resultados relevantes das pesquisas publicadas. 

Tem como missão:

  • Instigar profissionais e estudantes sobre temas científicos de interesse nas áreas de publicação da Revista Caatinga;
  • Promover interação entre a comunidade científica através da divulgação, integral e gratuita, dos seus periódicos;
  • Servir como importante meio de educação continuada e permanente que possibilita intercâmbio de informações entre Instituições de ensino, pesquisa e extensão, outros veículos de informação e toda a sociedade.

Imagem para capa da revista

ATENÇÃO! INFORMAMOS QUE A REVISTA CAATINGA ESTÁ ABERTA PARA NOVAS SUBMISSÕES DE ARTIGOS

Notícias

 

IV CONAC - SUBMISSÃO DE TRABALHOS APROVADOS

 
A Partir do dia 13 de junho do corrente ano, a Revista Caatinga estará aberta para as submissões de trabalhos provenientes de resumos aprovados no IV CONAC – Congresso Nacional de Feijão Caupi.  
Publicado: 2016-05-13 Mais...
 

Indexação da Revista Caatinga Coleção SciELO Brasil

 

É com satisfação que informamos que a Revista Caatinga acaba de ser indexada no portal de periódicos da coleção SciELO Brasil.

 
Publicado: 2016-03-04 Mais...
 

ABERTAS NOVAS SUBMISSÕES DE ARTIGOS

 
ESTÃO ABERTAS NOVAS SUBMISSÕES DE ARTIGOS  
Publicado: 2016-03-04 Mais...
 
Outras notícias...

v. 29, n. 3 (2016)

Sumário

Agronomia

PLANO AMOSTRAL PARA A AVALIAÇÃO DA SEVERIDADE DE PODRIDÃO-PARDA EM PÊSSEGOS SUBMETIDOS A DIFERENTES EXTRATOS VEGETAIS PDF (English)
Kelly Pazolini, Idalmir dos Santos, Idemir Citadin, Lindolfo Storck, Mariana Faber Flores 519-527
Resumo: Devido aos efeitos da utilização indiscriminada de fungicidas, diversos estudos vêm sendo desenvolvidos na busca por formas alternativas de controle da podridão-parda, causada por Monilinia fructicola, em pós-colheita de pêssego. O objetivo deste estudo foi estimar o tamanho ótimo de amostra para avaliar a média do tamanho da lesão pêssegos e a influência de diferentes extratos vegetais nos frutos sobre o tamanho de amostra. Foi conduzido um experimento de três formas de preparo (FPE) e outro experimento de sete formas de aplicação (FAE) de extratos de canola e mostarda sobre pêssegos, com posterior aplicação do inóculo do patógeno. Foram usados cinco frutos em cinco repetições por tratamento. As avaliações foram feitas através da medição da área da lesão nos frutos. Foi determinado o tamanho de amostra necessário para a estimacão da média para cada tratamento e cada experimento. Para a mensuração do tamanho da lesão, 99 frutos em FPE e 23 frutos em FAE são suficientes para a estimação da média com um erro de estimação de 10% da média. Usando um mesmo erro de estimação, o tamanho de amostra (número de frutos) depende dos extratos (canola e mostarda), lotes de frutos e formas de extração e de aplicação dos extratos nos frutos.
VARIABILIDADE GENOTÍPICA DE AMENDOIM EM RESPOSTA A ESTRESSE HÍDRICO BASEADA EM DESCRITORES BIOQUÍMICOS PDF (English)
Gerckson Maciel Rodrigues Alves, Jacqueline Wanessa de Lima Pereira, Lucas Nunes da Luz, Liziane Maria de Lima, Roseane Cavalcanti dos Santos 528-536
Resumo: Sete descritores bioquímicos foram utilizados para estimar a variabilidade genotípica de linhagens de amendoim submetidas a estresse hídrico moderado. Seis genótipos, sendo quatro linhagens e duas cultivares, foram cultivados em vasos, cada um contendo duas plantas e mantidas em casa de vegetação. Aos 15 dias após a emergência, procedeu-se a diferenciação dos tratamentos: Controle, as plantas mantidas com rega diariamente; Estresse, as plantas submetidas à suspensão total de rega durante 15 dias. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com esquema fatorial 6 x 2 (genótipos x tratamentos hídricos), com cinco repetições. As variáveis bioquímicas avaliadas foram: catalase (CAT), ascorbato peroxidase (APX), guaiacol peroxidase (GPX), prolina livre, carboidratos totais, proteínas solúveis e aminoácidos. Baseado nos resultados das análises bioquímicas e de estimativa da variabilidade genotípica, a prolina demonstrou ser o descritor mais adequado para seleção de genótipos tolerantes ao estresse hídrico, contribuindo para indicar as linhagens L81V e L108V como mais promissoras, para um programa de melhoramento visando tolerância à seca.
SISTEMAS DE MANEJO DO SOLO PARA CULTIVO SUSTENTÁVEL DO MELÃO NO VALE DO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO PDF (English)
Vanderlise Giongo, Alessandra Monteiro Salviano, Mônica da Silva Santana, Nivaldo Duarte Costa, Jony Eishi Yuri 537-547
Resumo: Mudanças nos sistemas de manejo de solos, incluindo adubação verde, podem aumentar a produtividade das culturas. O objetivo deste trabalho foi propor um sistema de manejo do solo com uso de adubação verde para melhorar o estado nutricional e a produtividade do melão no Vale do Submédio São Francisco. O experimento foi instalado em Argissolo Amarelo, em parcelas subdivididas, sendo as parcelas dois sistemas de preparo do solo, convencional (C) e plantio direto (PD), e as subparcelas três tipos de adubação verde (dois coquetéis vegetais: CV1- 75% leguminosas (L) + 25 % não-leguminosas (NL); CV2- 25% L + 75% NL e vegetação espontânea (VE)). Após 70 dias da semeadura os adubos verdes foram manejados. Foram avaliados a produção de fitomassa aérea e radicular, acúmulo de nutrientes e C dos adubos verdes e a produtividade meloeiro. Os dados foram submetidos à análise de variância ao nível de 5% de probabilidade e as médias dos tratamentos foram comparados pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. A produção de fitomassa da parte aérea e o acúmulo de carbono e nutrientes foram maiores nos coquetéis vegetais. O sistema radicular dos coquetéis vegetais adicionou maior quantidade de fitomassa e nutrientes no solo até 0,60 m, quando comparado com a vegetação espontânea. O cultivo de coquetéis vegetais, com incorporação da fitomassa, independentemente da sua composição, é uma alternativa viável para a adição de biomassa e nutrientes ao solo em condições semiáridas, proporcionando aumento de produtividade do meloeiro.
ACTINOBACTÉRIAS E ADUBOS ORGÂNICOS NO MANEJO DO NEMATÓIDE Scutellonema bradys EM PLANTAS DE INHAME PDF (English)
Juliana Fernandes dos Santos, Carla da Silva Sousa, Ana Cristina Fermino Soares, Francisco de Sousa Lima, Dimmy Herllen Silveira Gomes Barbosa 548-558
Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito nematicida in vitro de metabólitos produzidos por isolados de actinobactérias, extratos aquosos obtidos da biomassa fresca e seca de leguminosas (crotalária, guandu e gliricídia), resíduo líquido de sisal e manipueira sobre o nematóide Scutellonema bradys. Foram avaliados também isolados de actinobactérias e os adubos verdes de leguminosas (crotalária, guandu e gliricídia) no manejo de S. bradys em plantas de inhame. Os isolados AC-92, AC-12, AC-50 e AC-52, apresentaram efeito nematicida in vitro ao nematóide S. bradys. Os extratos aquosos obtidos da biomassa fresca de crotalária, gliricídia e guandu são mais eficientes do que os extratos aquosos da biomassa seca destas plantas no controle in vitro do nematóide S. bradys. O resíduo líquido de sisal e a manipueira apresentam efeito nematicida in vitro ao nematóide S. bradys em concentrações acima de 20%. Os adubos (crotalária, gliricídia e guandu) e as actinobactérias, combinados ou não, são eficientes no manejo do nematóide S. bradys na cultura do inhame.
CRESCIMENTO, FISIOLOGIA E PRODUTIVIDADE DO MAMOEIRO FORMOSA CULTIVADO SOB DIFERENTES DOSES DE UREIA PROTEGIDA E CONVENCIONAL PDF (English)
Gabriel Barbosa da Silva Júnior, Ítalo Herbert Lucena Cavalcante, Eduardo Monteiro Santos, Francisca Gislene Albano, Adriel Moura Silva 559-568
Resumo: O manejo da adubação mineral é uma das mais importantes técnicas agronômicas aplicadas no cultivo do mamoeiro, que de modo geral, extrai grandes quantidades de nutrientes no solo, com destaque para o nitrogênio. Objetivou-se avaliar os atributos fitotécnicos, fisiológicos e a produtividade do mamoeiro Formosa híbrido Caliman 01 em função de diferentes doses de ureia protegida e convencional na região de Bom Jesus-PI. Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial (2 x 4), distribuídos em blocos ao acaso, com 4 repetições, correspondentes a 2 fontes de nitrogênio (ureia protegida, 43% de N; e ureia convencional, 45% de N) e 4 doses de nitrogênio (350, 440, 530 e 620 g planta-1 de N). As doses de N utilizadas são correspondentes às percentagens de 80, 100, 120 e 140% da adubação nitrogenada. Utilizou-se 6 plantas por parcela, sendo duas bordaduras, totalizando 192 plantas cultivadas no campo. Avaliou-se a radiação fotossinteticamente ativa interceptada (RFAint.), eficiência de interceptação da radiação (Ef.RFA), índice de área foliar (IAF), altura de planta, diâmetro do caule e produtividade. A ureia protegida promove maior crescimento e produtividade do mamoeiro formosa em relação à ureia convencional. A aplicação de 1,0 g de N protegido promove a produção de 2,87 g de frutos por hectare enquanto que a aplicação de 1,0 g de N na fonte ureia convencional produz apenas 1,89 g de frutos por hectare, mostrando que a fonte de N polimerizada incrementa a eficiência de uso do N aplicado no solo.
POTENCIAL CONTAMINANTE DE ÍONS ESPECÍFICOS EM SOLOS TRATADOS COM REJEITO DE DESSALINIZADORES PDF (English)
Andler Milton Paiva de Oliveira, Cezar Augusto Medeiros Rebouças, Nildo da Silva Dias, Jeane Cruz Portela, Adriana Araújo Diniz 569-577
Resumo: As colunas de percolação, construídas em Laboratório, podem predizer o grau de contaminação nos solos receptores do rejeito da dessalinização da água, podendo ser uma ferramenta de prevenção a impactos ambientais. O presente trabalho objetivou avaliar a mobilização de íons presentes nos rejeitos salinos proveniente do processo de dessalinização das águas salobras. A mobilização dos íons contaminante no rejeito salino foi estudada em colunas de percolação construída de vidro, as quais foram preenchidas com solos de textura contrastante (CAMBISSOLO Eutrófico, LATOSSOLO Vermelho distrófico, NEOSSOLO Quartzarênico), com três repetições cada, sendo analisada as suas concentrações inicial e final dos íons contaminantes. Para a avaliação do potencial de poluição deste resíduo foi determinado o fator de retardamento e o coeficiente de difusão-dispersão dos íons K+, Cl- e Na+ para cada solo estudado. Houve diferença das curvas de deslocamento dos íons presentes no rejeito salino entre os tipos de solos. O Neossolo apresentou maior velocidade de avanço dos íons K+ e Cl-, ou seja, maior poder de contaminação em subsuperfície para estes íons. No Latossolo, os íons deslocam-se com maior facilidade e, portanto, maior facilidade de contaminação do lençol freático. No Cambissolo houve baixos valores de coeficiente de difusão-dispersão em todos os íons avaliados, ou seja, menor mobilidade dos íons, sendo diretamente influenciados pelos respectivos teores trocáveis.
FRAÇÕES HUMIFICADAS DA MATÉRIA ORGÂNICA EM FUNÇÃO DO CULTIVO DE COQUETÉIS VEGETAIS PDF (English)
Tony Jarbas Ferreira Cunha, Vanderlise Giongo, Alessandra Monteiro Salviano, Flávio Adriano Marques, Luciano Pasqualotto Canellas 578-586
Resumo: O objetivo desse trabalho foi avaliar as mudanças na quantidade e qualidade da matéria orgânica, particularmente da fração húmica, na camada superficial (0–20 cm) de um Argissolo Vermelho-Amarelo sob diferentes coquetéis vegetais usados como adubação verde da cultura da mangueira (Mangifera indica L.). Os coquetéis vegetais, semeados nas entrelinhas das mangueiras, foram formados por dois grupos de espécies leguminosas e não-leguminosas. As sementes, antes da semeadura, foram combinadas em diferentes composições e proporções que constituíram os tratamentos: 100% de espécies não-leguminosas (NL); 100% de espécies leguminosas (L); 75% L e 25% NL; 50% L e 50% NL; 25% L e 75% NL; e 100% vegetação espontânea, considerado como testemunha. Constatou-se que a aplicação de coquetéis vegetais na entrelinha da cultura da mangueira promoveu alterações na composição química da matéria orgânica do solo, com destaque para os tratamentos 50% L e 50% NL e 25% L e 75% NL que aumentaram o conteúdo de substâncias húmicas na matéria orgânica do solo. Não obstante, o tratamento 25% L e 75% NL foi o indicado para minimizar as perdas de carbono orgânico total do solo. Os ácidos húmicos estudados são de característica mais alifática apresentando grande quantidade de grupos carboxílicos e nitrogenados e sendo a maior parte do carbono orgânico do solo constituído por substâncias húmicas, tendo a fração ácidos fúlvicos como dominante entre as frações alcalino solúveis.
ÉPOCAS DE PLANTIO E ESPAÇAMENTOS ENTRE PLANTAS NA CULTURA DA CENOURA CULTIVADAS NO SUBMÉDIO DO VALE DO SÃO FRANCISCO PDF (English)
Geraldo Milanez de Resende, Jony Eishi Yuri, Nivaldo Duarte Costa 587-593
Resumo: As variações climáticas ao longo do ano e a densidade de plantas tendem a influenciar de forma acentuada o desempenho agronômico da cultura da cenoura. Com o objetivo de avaliar o desempenho produtivo da cultivar Brasília em cultivo sob temperaturas amenas (inverno) e mais elevadas (verão) conduziu-se um experimento no período de maio de 2011 a fevereiro de 2012. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, sendo os tratamentos dispostos em parcelas subdivididas, com três repetições. A parcela foi constituída pelas épocas de plantio (inverno e verão) e as subparcelas pelos espaçamentos entre plantas (4, 6, 8 e 10 cm), sendo utilizada a cultivar Brasília. A altura de plantas apresentou redução linear com o aumento do espaçamento no cultivo de verão de 53,4 para 51,0 cm, enquanto no inverno a maior altura foi obtida no espaçamento de 8 cm entre plantas com 50,7 cm. Menor produtividade comercial foi obtida no cultivo de verão e nos maiores espaçamentos. O menor espaçamento de 4 cm entre plantas obteve nos cultivos de verão e inverno produtividades de 45,9 e 63,1 t ha-1, respectivamente. Com relação à massa fresca de raiz o plantio de inverno mostrou-se superior com maior massa fresca de raiz (89,9 g raiz-1) comparativamente ao verão que alcançou 81,4 g raiz-1, observando-se maior massa com o aumento do espaçamento entre plantas. Maiores produtividades são alcançadas no espaçamento de 4 cm entre plantas, em condições de inverno, podendo a cenoura ser cultivada durante todo o ano nas condições do Submédio do Vale do São Francisco.
POTENCIAL ANTIFÚNGICO DE EXTRATOS E FRAÇÕES DE Randia nitida SOBRE FITOPATÓGENOS DA SOJA E FITOQUIMICA PDF (English)
Sthefany Caroline Bezerra da Cruz-Silva, Rosemary Matias, José Antonio Maior Bono, Karen Silva Santos, Juliane Ludwig 594-602
Resumo: Objetivou-se neste estudo avaliar a atividade antifúngica do extrato metanólico e frações das folhas de Randia nitida (Kunth) DC. sobre Colletotrichum truncatum (Schw.) Andrus & Moore, Rhizoctonia solani Kühn e Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary e realizar análise química e atividade antioxidante. O extrato metanólico bruto (EBM) e frações (hexânica= FHX, diclorometano= FDM e acetato de etila= FAE) foram submetidas a análise fitoquímica clássica e determinado os fenóis totais, flavonoides e atividade antioxidante. As amostras foram incorporadas, individualmente, ao meio de cultura BDA (batata-dextrose-ágar) nas concentrações de: 10, 20, 40, 80 e 160 µg mL-1 de extrato ou fração. O crescimento micelial foi avaliado quando a testemunha alcançou a borda da placa. Os resultados fitoquímicos indicaram que os flavonoides, esteroides e triterpenos são os constituintes químicos majoritários no EBM e nas frações. O teor de fenóis totais, flavonoides e a atividade antioxidante foi maior para a fração FAE e extrato EBM, seguido da fração FDM e da FHX, contudo a fração hexânica apresentou maior conteúdo de esteroides e triterpenos em relação as demais frações. Para os três fungos, as frações eficientes foram as frações FAE, FDM e FHX, respectivamente, todas na maior concentração estudada (160 µg mL-1). A maior porcentagem de inibição foi observada frente ao patógeno S. sclerotiorum, chegando a 93,75%. Conclui-se que todas as frações apresentam atividade antifúngica sobre os fitopatógenos e a fração FHX foi a mais ativa frente a Sclerotinia sclerotiorum, provavelmente pela presença de esteroides e triterpenos.
RELAÇÃO ENTRE SEVERIDADE DA MANCHA DE RAMULÁRIA E PRODUTIVIDADE DE ALGODOEIRO EM DUAS ÉPOCAS DE SEMEADURA PDF (English)
João Paulo Ascari, Dejânia Vieira de Araújo, Leonardo Diogo Ehle Dias, Giovani Junior Bagatini, Inês Roeder Nogueira Mendes 603-610
Resumo: A mancha de ramulária promove perdas de produtividade do algodoeiro, em que a escolha da cultivar menos suscetível e a época de semeadura menos favorável ao patógeno contribuem para o manejo da doença. O objetivo deste estudo foi avaliar a severidade da mancha de ramulária em cultivares de algodão conduzido em duas épocas de semeadura. O experimento foi conduzido em esquema fatorial triplo (4x3x2), sendo quatro cultivares, três terços da planta e duas épocas de semeadura, com quatro repetições. Cada parcela foi dividida em duas parcelas gêmeas, onde uma parcela recebeu aplicação de fungicidas (com controle) e a outra parcela não recebeu aplicação de fungicidas (sem controle). As avaliações de severidade foram feitas a cada sete dias, considerando cada terço da planta com auxílio de uma escala diagramática. A produtividade foi avaliada na área útil de cada parcela gêmea. Houve interação significativa entre as épocas de semeadura e terços da planta nas parcelas sem controle, onde os maiores valores da área abaixo da curva de progresso da severidade (AACPS) da mancha de ramulária foram observados na primeira época de semeadura (ES1) e no terço inferior da planta. As cultivares FMT 705 e FM 951 LL apresentaram menor e maior valor de AACPS, respectivamente. Na segunda época de semeadura (ES2), as cultivares não diferiram estatisticamente para AACPS, porém apresentaram maior valor no terço inferior. A maior produtividade ocorreu na ES1 nas parcelas gêmeas com controle, não diferindo entre as cultivares, porém foi menor quando não houve tratamento com fungicidas.
EFICIÊNCIA SIMBIÓTICA DE ESTIRPES DE RIZÓBIO EM FEIJÃO-CAUPI NO SUL DO MARANHÃO PDF (English)
Thiago Palhares Farias, Bruno Lima Soares, Ana Régia Alves de Araújo, Fatima Maria de Souza Moreira 611-618
Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência simbiótica de três novas estirpes de bactérias fixadiras de N2 em feijão-caupi cv. BRS Guariba como forrageira. Foram conduzidos dois experimentos em campo, em Balsas e São Raimundo das Mangabeiras, MA, em delineamento em blocos casualizados com sete tratamentos e quatro repetições, sendo: três novas estirpes eficientes em feijão-caupi (UFLA 3-153, UFLA 3-154 e UFLA 3-164), duas estirpes já aprovadas como inoculantes pelo MAPA (UFLA 3-84/SEMIA 6461 e INPA 3-11B/SEMIA 6462) e dois controles sem inoculação, com e sem N mineral. A eficiência simbiótica das estirpes foi determinada pelo número e massa seca de nódulos, produção de matéria seca da parte aérea, eficiência relativa, teor e acúmulo de proteína bruta e nitrogênio na parte aérea. As estirpes UFLA 03-154 e UFLA 3-164 destacaram-se na eficiência simbiótica de N2 em Balsas e a UFLA 3-153 e UFLA 3-164 em São Raimundo das Mangabeiras. As estirpes UFLA 3-153, UFLA 3-154 e UFLA 3-164 são mais eficientes em fixar nitrogênio do que as estirpes aprovadas como inoculantes UFLA 3-84 e INPA 3-11B nas condições edafoclimáticas do sul do Maranhão. A UFLA 3-164 é a estirpe mais eficiente em fixar nitrogênio na região estudada.
FLUXAPIROXADE NO CONTROLE DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA EM CONDIÇÕES DE CERRADO PDF (English)
Rafael Menezes Silva de Freitas, Leonel Espósito de Lima, Roger Santos Silva, Hercules Diniz Campos, Adriano Perin 619-628
Resumo: A ferrugem asiática da soja, cujo agente etiológico é o fungo Phakopsora pachyrhizi, causa redução da área foliar fotossintética e diminui a produtividade da cultura, sendo o controle químico uma das principais medidas no seu manejo. O objetivo do trabalho foi avaliar a eficácia e a seletividade do fungicida fluxapiroxade no controle da ferrugem asiática na cultura da soja, em condições edafoclimáticas do Cerrado. O experimento foi conduzido em área sob sistema de plantio direto, no Centro de Pesquisa Agrícola, Rio Verde, Goiás, durante a safra 2012/2013, utilizando a cultivar NA 7337. O delineamento experimental utilizado foi blocos ao acaso, com doze tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram de aplicação de fluxapiroxade (FX), piraclostrobina (PT), epoxiconazol (EX) e metconazol (MZ). A severidade média da doença nas plantas chegou a 37% na testemunha. Todos os tratamentos contendo fungicidas diferiram da testemunha. Os tratamentos 9, 10, 11 e 12 foram os que proporcionaram maiores níveis de controle da ferrugem asiática, os tratamentos 10, 11 e 12 alcançaram maiores massa de mil grãos e os tratamentos 2, 3 e 11 foram mais produtivos que a testemunha, porém inferiores aos 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 12, sendo estes estatisticamente iguais. O incremento de produtividade em relação à testemunha variou de 10,05% (piraclostrobina, epoxiconazol + piraclostrobina + óleo mineral) a 30,55% (piraclostrobina, piraclostrobina + fluxapiroxade + óleo mineral, piraclostrobina + metconazol + óleo mineral). Os maiores níveis de controle foram evidenciados nos fungicidas contendo fluxapiroxade.
TOLERÂNCIA AO FRIO DE FRUTOS DE DIFERENTES CULTIVARES DE BANANEIRAS PDF (English)
João Alison Alves Oliveira, Luiz Carlos Chamhum Salomão, Dalmo Lopes de Siqueira, Paulo Roberto Cecon 629-641
Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a tolerância dos frutos de diferentes cultivares de bananeira a baixa temperatura de armazenamento. Foram utilizados frutos das bananas Nanicão (AAA), Prata (AAB), Vitória (AAAB), Maçã (AAB) e Caipira (AAA). Utilizaram-se buquês com três frutos, mantidos em câmara fria por 7, 14 e 21 dias, com temperatura média de 10,53±0,37°C e umidade relativa do ar de 85%. Posteriormente, os buquês foram transferidos para a temperatura de 22±0,39°C e avaliados por 16 dias. Os frutos dos cultivares estudados peraneceram verdes após 21 dias de armazenamento a 10,53±0,37°C. Frutos do Nanicão não completaram o amadurecimento após serem transferidos para a temperatura de 22°C, quando armazenados por 7 dias à baixa temperatura, apresentando frutos mais firmes, com casca verde, baixos teores de sólidos solúveis e acidez titulável. Após 21 dias de armazenamento refrigerado, os frutos de todos os cultivares completaram o amadurecimento, depois de transferidos para temperatura ambiente. Os danos por frio aumentaram com o avanço do tempo de armazenamento refrigerado, para todos os cultivares. Nanicão, Caipira e Maçã apresentaram sintomas mais evidentes de dano por frio. As bananas Prata e Vitória mostraram-se mais tolerantes ao armazenamento refrigerado na temperatura de 10,53°C por até 21 dias, exibindo amadurecimento normal após a transferência para a temperatura de 22°C.
ÓLEOS INSETICIDAS DE PLANTAS DA AMAZÔNIA NO CONTROLE DA LAGARTA-DO-CARTUCHO PDF (English)
Ana Cláudia Vieira dos Santos, Carromberth Carioca Fernandes, Lucas Martins Lopes, Adalberto Hipólito Sousa 642-647
Resumo: Investigou-se o potencial inseticida de óleos vegetais de plantas ocorrentes na Amazônia Sul Ocidental sobre Spodoptera frugiperda (J. E. Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae). Inicialmente, foram realizados bioensaios utilizando-se óleos puros (sem diluições), oriundos de 11 espécies vegetais. A eficiência dos óleos foi avaliada para ovos e para lagartas de terceiro ínstar de S. frugiperda. Os óleos de Copaifera sp. (Leguminosae), Orbignya phalerata (Arecaceae) e Carapa guianensis (Meliaceae) apresentaram elevada eficiência para as lagartas de S. frugiperda, sendo, portanto utilizados nos bioensaios subsequentes de concentração-resposta. As concentrações de cada óleo, utilizadas nestes testes de concentração-mortalidade, foram estabelecidas por meio de testes preliminares. Estabeleceram-se as maiores concentrações dos óleos em que não ocorresse morte de insetos e as menores concentrações em que ocorresse a maior mortalidade. Com base nos dados obtidos, foram estabelecidos os intervalos definitivos. O delineamento inteiramente casualizado foi adotado em ambos os bioensaios. As CL50 variaram de 7,50 a 60,84% (v/v) entre os óleos. O óleo de Copaifera sp. apresentou maior toxicidade para as lagartas, sendo 6,84 vezes mais tóxico que o óleo de O. phalerata e 8,11 vezes mais tóxico que o óleo de Carapa guianensis. Em geral, os óleos de Copaifera sp., O. phalerata e Carapa guianensis são eficazes no controle de lagartas de S. frugiperda, sob condições de laboratório, destacando-se como candidatos a uso nos programas de manejo integrado das pragas do milho.

Ciências Florestais

EFEITOS DE PROXIMIDADE MILHO - ESPÉCIES ARBÓREAS EM EXPERIMENTOS AGROFLORESTAIS PDF (English)
Vianney Reinaldo de Oliveira, Paulo Sérgio Lima e Silva, Patrícia Liany de Oliveira Fernandes Siqueira, Iron Macedo Dantas, Maria Zuleide de Negreiros 648-655
Resumo: Nos sistemas agroflorestais as plantas anuais mais próximas às árvores podem apresentar comportamento diferente das plantas das fileiras mais distantes. O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos de proximidade das leguminosas Mimosa caesalpiniifolia (sabiá, S) e Gliricidia sepium (gliricídia, G) sobre os rendimentos do milho nos sistemas taungya e aléias. Em 2010 e 2011, as espécies foram avaliadas em blocos ao acaso com cinco repetições nos sistemas taungya e aleias, respectivamente. Três fileiras de milho (esquerda, central e direita) foram cultivadas entre cada duas fileiras de árvores. A sabiá foi superior à gliricídia quanto à altura de planta (AP). A sabiá foi superior à gliricídia, quanto ao diâmetro da copa (DC) nas últimas cinco avaliações, exceto na avaliação feita aos 240 dias após o plantio, em que as espécies não diferiram. As espécies não diferiram quanto ao DC nas demais avaliações. A resposta das duas espécies à idade da planta, em termos de AP e DC, foi linear. No sistema taungya, a fileira esquerda produziu mais massa de espigas verdes do que as outras fileiras, mas o rendimento de grãos foi maior na fileira central. Em aléias, a fileira esquerda apresentou maior rendimento de espigas verdes do que as outras fileiras, mas o rendimento de grãos não foi influenciado pela posição da fileira. Nos dois sistemas não existiram diferenças entre espécies quanto aos rendimentos de espigas verdes e de grãos do milho.

Engenharia Agrícola

NUTRIÇÃO MINERAL DE ALFACE AMERICANA EM CULTIVO HIDROPÔNICO COM ÁGUAS SALOBRAS PDF (English)
Hammady Ramalho e Soares, Ênio Farias de França e Silva, Gerônimo Ferreira da Silva, Raquele Mendes de Lira, Raphaela Revorêdo Bezerra 656-664
Resumo: No semiárido brasileiro a disponibilidade hídrica é restrita e muitas vezes a única fonte de água disponível possui altas concentrações de sais. A hidroponia permite o uso dessas águas para a produção de diversas culturas, dentre elas as hortaliças, entretanto, a salinidade pode ocasionar distúrbios nutricionais. Diante disso, foram conduzidos dois experimentos em ambiente protegido no Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal Rural de Pernambuco, objetivando-se avaliar os efeitos da salinidade sobre a nutrição mineral da alface americana cv. Tainá em sistema hidropônico Nutrient Film Technique (NFT), utilizando águas salobras no preparo da solução nutritiva, sendo essas águas obtidas pela adição de NaCl a água de abastecimento local (0,2 dS m-1), e a reposição da lâmina evapotranspirada realizada usando a respectiva água salobra utilizada no preparo da solução no Experimento I e, com água de abastecimento local no Experimento II. Para ambos os experimentos o delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com seis tratamentos (0,2; 1,2; 2,2; 3,2; 4,2 e 5,2 dS m-1), e quatro repetições, totalizando 24 parcelas experimentais para cada experimento. O aumento da salinidade da água utilizada no preparo da solução nutritiva, independente da estratégia de reposição da lâmina evapotranspirada, proporcionou redução nos teores foliares de fósforo e potássio e aumento nos teores de cloreto e sódio. Os teores foliares de nitrogênio, cálcio, magnésio e enxofre não foram influenciados pelo aumento da salinidade da água utilizada no preparo da solução nutritiva.
INFLUÊNCIA DE LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO E DENSIDADE DE PLANTAS NO MILHO “SAFRINHA” PDF (English)
Luis Humberto Bahú Ben, Marcia Xavier Peiter, Adroaldo Dias Robaina, Ana Rita Costenaro Parizi, Gideon Ujacov da Silva 665-676
Resumo: O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de diferentes lâminas de irrigação e densidades de plantas sobre o milho safrinha na região Fronteira Oeste do Estado do RS. O trabalho foi conduzido no Instituto Federal Farroupilha – Campus de Alegrete/RS, no período de janeiro a junho de 2014. Os tratamentos foram dispostos em um delineamento Inteiramente casualizado, fatorial 5 x 4 com 3 repetições. As irrigações foram realizadas em turno de rega fixo de cinco dias e a lâmina aplicada, com base na evapotranspiração da cultura (Etc). Os tratamentos foram 0, 50, 75, 100 e 125% da Etc. Foi definido quatro densidades de plantas (4; 7; 10 e 13 plantas m-2). Avaliou-se: número de espigas por planta, número de grãos por espiga, matéria seca da parte aérea, massa de cem grãos, índice de colheita e produtividade de grãos. O número de grãos por espiga, a massa de cem grãos e a produtividade de grãos são influenciados pelas lâminas de irrigação. A densidade de plantas e a lâmina de irrigação influenciaram no número de grãos por espiga, massa seca da parte aérea e produtividade de grãos. A maior produtividade de grãos do milho safrinha foi encontrada na combinação de 13 plantas m-2 com a lâmina de irrigação de 100% da Etc. Existe uma densidade de plantas que maximiza o rendimento de grãos de milho para cada lâmina de irrigação adotada. A escolha da densidade de plantas é uma variável decisiva no cultivo de milho safrinha, influenciando significativamente nos componentes de produção.
TENACIDADE E PERSISTÊNCIA DE FUNGICIDAS CÚPRICOS EM MUDAS CÍTRICAS SOB CHUVA SIMULADA PDF (English)
Antonio Eduardo Fonseca, Bruno de Moraes Nunes, João Batista Ferreira Júnior 677-684
Resumo: A quantidade de produto que adere a folha durante a pulverização e a quantidade de material que permanece na folha após a ação de intempéries são os principais fatores que determinam a quantidade do resíduo ativo na superfície das folhas para um efetivo controle de fitopatógenos. O objetivo deste trabalho, conduzido em Jaboticabal – SP, foi avaliar a tenacidade e persistência de cobre em folhas de mudas cítricas sob ação de chuva simulada. Foram analisadas as variáveis: teor de cobre, retenção de calda, tensão superficial e espectro de gotas. Observou-se relação linear inversamente proporcional e significativa ao volume de gotas <100 μm. A porcentagem de teor de cobre retido em folhas de mudas cítricas após a simulação de chuva foi superior a 80% para os fungicidas cúpricos de formulações SC (suspensão concentrada). Os fungicidas cúpricos de formulações SC apresentaram as menores tensões superficiais, possibilitando maior tenacidade e persistência do cobre nas folhas de mudas cítricas após chuva simulada e permitindo o aumento do contato entre a gota e a superfície foliar.
COLHEITA MECANIZADA DO CAFÉ EM ELEVADAS DECLIVIDADES PDF (English)
Felipe Santinato, Rouverson Pereira da Silva, Vantuir de Albuquerque Silva, Carlos Diego da Silva, Tiago de Oliveira Tavares 685-691
Resumo: A cafeicultura brasileira está presente em áreas planas e declivosas. Nas regiões planas a mecanização nas operações cafeeiras é intensa, do contrário, são as regiões declivosas, que não mecanizam algumas das operações, dentre elas a colheita. Para suplantar esta dificuldade a indústria vem desenvolvendo colhedoras capazes de colher em declividades de até 30%. O desempenho operacional e a eficiência de colheita são influenciadas pela declividade. Diante disto objetivou-se no presente trabalho avaliar o desempenho operacional e a eficiência de colheita de uma colhedora confeccionada para colher em elevadas declividades, testando suas principais regulagens. O experimento foi conduzido no município de Santo Antônio do Amparo, região do Sul de Minas Gerais, em cinco talhões com declividade de 10, 15, 20, 25 e 30%, utilizando uma colhedora Electron automotriz (TDI), testando três vibrações das hastes (600, 800 e 1.000 rpm) e duas velocidades (800 e 1.000 m h-1). Obteve-se que em na declividade de 10%, deve-se utilizar velocidades reduzidas (800 m h-1) para minimizar a quantidade de café caído. Em declividades acima de 20% a colheita mecanizada demanda 21,6% a mais de tempo para ser procedida que em declividades menores. O tempo de parada na operação da colheita mecanizada corresponde a 10,66 a 29,18% do tempo total de colheita, em função do maior número de manobras.
PERMANÊNCIA DA EFETIVIDADE DA ÁGUA NA ZONA DE RAÍZES NO BIOMA CAATINGA PDF (English)
Carlos Alexandre Gomes Costa, José Carlos de Araújo, José Wellington Batista Lopes, Everton Alves Rodrigues Pinheiro 692-699
Resumo: O solo é um dos compartimentos de água de maior importância em uma bacia hidrográfica. A vegetação depende majoritariamente da água retida pelo solo para atender às suas demandas; e o início do escoamento superficial depende fortemente da umidade inicial do solo. Este estudo teve como objetivo avaliar a permanência da efetividade da água no solo sob condições de vegetação preservada no bioma Caatinga, Semiárido do Nordeste brasileiro. Para isso, foram analisados dados horários de umidade do solo através de sensores TDR obtidos entre os anos de 2003 e 2010 para três associações solo-vegetação presentes na Bacia Experimental de Aiuaba. Os resultados indicam que, durante nove meses ao ano, a água no solo encontra-se abaixo do ponto de murcha permanente para duas associações, cujos solos são Argissolo Vermelho-Amarelo e Luvissolo Hipocrômico. Na terceira associação, cujo solo é raso (Neossolo litólico), a água encontra-se não efetiva durante quatro meses ao ano. Avalia-se que a maior permanência de água neste solo dê-se pela limitação de percolação profunda, induzindo o escoamento sub-superficial; o que não se verifica nos solos mais profundos. Verificou-se in situ que o longo período de umidade abaixo do ponto de murcha permanente não comprometeu a vida das espécies da Caatinga. Após o início de cada período chuvoso, observa-se o crescimento de uma densa massa de vegetação, apesar do longo período sob estresse hídrico.

Engenharia de Pesca

CULTIVO DO CAMARÃO MARINHO, SOB DIFERENTES DENSIDADES DE ESTOCAGEM E ALIMENTAÇÃO, EM ÁGUAS OLIGOHALINAS PDF (English)
Maurício Nogueira da Cruz Pessôa, Juliana Maria Alderado Vidal, Ugo Lima Silva, Paulo de Paula Mendes 700-708
Resumo: O cultivo do Litopenaeus vannamei vem sendo ampliado nas áreas interioranas, fazendo uso de águas com baixa salinidade. As técnicas de cultivo em águas costeiras já estão bastante desenvolvidas, porém em condições de baixa salinidade são necessários vários estudos, como a composição iônica ideal da água e seus efeitos sobre os índices zootécnicos. O Brasil tem adotado essa estratégia e o semiárido surge como uma região de grande potencial, já que dispõe de clima e condições hídricas favoráveis. Desta forma, cultivos experimentais foram realizados no município de Serra Talhada – PE, com o objetivo de avaliar a influência de duas estratégias de alimentação (com e sem ração) e três densidades de cultivo (5, 10 e 15 camarões.m-2), nas variáveis de produção dessa espécie. Para tanto foram utilizados três viveiros escavados de 280 m2, onde foram instalados seis cercados de telas medindo 20 m2. A estocagem foi realizada com juvenis de 8,53 g, o cultivo teve duração de 50 dias e os animais foram alimentados duas vezes por dia com ração comercial, contendo 25% de proteína bruta, monitorada a qualidade da água (salinidade±1,0 g.L-1; temperatura ± 28,09 ºC; pH ± 8,48; entre outros) e crescimento dos camarões durante o cultivo, com biometrias semanais. Foi detectada diferença significativa apenas no tratamento sem ração com 15 camarões.m-2, o peso médio final entre todos os tratamentos variou de 13,16±1,33 g a 15,50±1,66 g. As taxas de sobrevivências foram melhores nos tratamentos com ração, a variação entre os tratamentos foi de 60,56±6,76% e 83,00±4,00%.
LINHAGENS DE TILÁPIAS DO NILO SUBMETIDAS À DIFERENTES DENSIDADES DE ESTOCAGEM NA LARVICULTURA PDF (English)
Emília Tatiane Lopes da Silva, Marcelo Mattos Pedreira, Guilherme de Souza Moura, Daiane Kelly Alves Pereira, Carlos José Otoni 709-715
Resumo: Larvas de duas linhagens de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) foram submetidas a diferentes densidades de estocagem. O ensaio foi conduzindo em um fatorial 2 x 4, sendo quatro densidades de estocagem (6,25; 12,50; 18,75 e 25,00 ind. L-1), e duas linhagens (GIFT e Tailandesa). Larvas irmãs das linhagens Tailandesa e GIFT (4.000 ind.), foram distribuídas em 32 aquários com 8 L de água cada, de modo casualizado com quatro repetições cada. Por um período de 36 dias, as larvas foram mantidas em aquários providos de aeração constante e fotoperíodo natural. As variáveis limnológicas estiveram dentro da faixa adequada à espécie. Os dados foram interpretados por meio de ANOVA e para os efeitos densidade, utilizou-se Teste de Tukey. Quanto às variáveis biológicas, não houve interação entre linhagem e densidade. A linhagem GIFT apresentou melhor desempenho em comprimento total e biomassa para o 36o dia. Dentre as densidades para cada linhagem os melhores resultados de comprimentos, peso e ganho de peso, foram para a densidade 6,25 ind. L-1, mas ao se utilizar 25 ind. L-1 ocorre aumento na biomassa e otimização do espaço utilizado. Portanto, indica-se as linhagens GIFT na densidade de 25,00 ind. L-1.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE INGREDIENTES PARA O CAMARÃO BRANCO DO PACÍFICO PDF (English)
Cesar Antunes Rocha Nunes, Maria do Carmo Mohaupt Marques Ludke, Clovis Matheus Pereira, Misleni Ricarte de Lima, José dos Santos 716-724
Resumo: Os estudos sobre alimentação e nutrição de camarões ainda são muito escassos, pouco se sabe sobre o aproveitamento pelos camarões de subprodutos da agroindústria, portanto o objetivo deste trabalho foi à avaliação nutricional e energética de ingredientes proteicos para camarões (Litopenaeus vannamei). O delineamento foi inteiramente casualizado, com seis tratamentos e quatro repetições: uma Reference diete cinco dietas teste compostas de 70% da Reference diete 30% do ingrediente teste (farinha vísceras de aves-FVA, feno folha de mandioca- FFM, farinha cabeça de camarão-FCC, levedura de cana-de-açúcar-LC e farelo de mamona-FM). Utilizou-se 720 camarões com peso médio de 8g. Os parâmetros de qualidade não apresentaram diferença significativa pelo teste de Tukey (P > 0,05). Os coeficientes de digestibilidade aparente dos ingredientes FVA, FFM, FCC, LC e FM foram respectivamente, 27,44; 76,26; 77,78 e 90,10% para matéria seca;76,61; 70,44; 97,67 e 78,29% para proteína e (33,10; 51,19; 90,70 e 78,05%) para energia bruta. A energia digestível dos ingredientes foi 1.749, 2.457, 3.914, 3.030 e 2.130 kcal/kg e proteína digestível foi de 42,4; 16,09; 54,62, 23,71 e 14,31%. A FCC apresentou os maiores coeficientes de digestibilidade aparente da proteina bruta e energia bruta e para energia digestível. A LC apresentou o maior valor do coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca. A FCC e a LC são os ingredientes que apresentaram os melhores aproveitamentos dos nutrientes e da energia para L. vannamei.

Zootecnia

INDICADORES REFERÊNCIA (BENCHMARKS) DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE LEITE DE VACAS NO AGRESTE PERNAMBUCANO PDF (English)
Marla Conceição Oliveira, José Maurício de Souza Campos, André Soares de Oliveira, Marcelo de Andrade Ferreira, Airon Aparecido Silva de Melo 725-734
Resumo: Objetivou-se levantar e avaliar os perfis tecnológicos, zootécnicos e socioeconômicos, identificar e quantificar indicadores referência, para sistemas de produção de bovinos de leite, de caráter não experimental, de forma a contribuir para a sustentabilidade e competitividade da pecuária de leite na mesorregião do Agreste pernambucano. Para identificar e quantificar os indicadores referência foram avaliados durante doze meses, trinta e seis sistemas de produção de leite da agricultura familiar e empresarial. Os sistemas foram caracterizados em relação ao perfil tecnológico e aos indicadores de tamanho, zootécnicos e econômicos. Foram determinados os coeficientes de correlação com a taxa de remuneração do capital investido e geradas equações de regressão, para cada indicador, em função de quatro cenários da taxa de remuneração do capital (4, 6, 8 e 10% ao ano). Os indicadores correlacionados foram: produção de leite/vacas em lactação; produção de leite/área; preço médio do leite; custo operacional efetivo, custo operacional total e custo total / preço do leite e lucratividade. A pecuária leiteira no Agreste pernambucano, paga os custos mensais, mas a tendência é a não remuneração adequada da mão-de-obra familiar e a injeção de capital externo para a reposição dos bens. A produtividade dos fatores de produção terra e animal apresentaram maior correlação com rentabilidade, indicando a necessidade do aumento da produção, por meio do aumento da produtividade da terra e da produção de leite/vacas em lactação. A identificação e quantificação de indicadores referência podem contribuir para a identificação dos pontos frágeis da pecuária leiteira no Agreste tornando-a sustentável e competitiva.
DESEMPENHO E CARACTERÍSTICAS QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS DE CARCAÇA DE SUÍNOS ALIMENTADOS COM FARELO DE CANOLA PDF (English)
Lina María Peñuela Sierra, Ivan Moreira, Paulo Levi de Oliveira Carvalho, Adriana Gomez Gallego, Laura Marcela Diaz Huepa, Clodoaldo de Lima Costa Filho 735-741
Resumo: Foram conduzidos dois experimentos com o objetivo de determinar o valor nutricional e avaliar o desempenho e características da carcaça de suínos alimentados com farelo de canola (Brassica napus). No Experimento I, foi conduzido um ensaio de digestibilidade total com 14 suínos mestiços de linhagem comercial, machos castrados, com 60,69 ± 4,26 kg de PV inicial. O alimento teste farelo de canola (FC), substituiu em 25% a ração referência à base de milho e farelo de soja. Cada suíno constituiu uma unidade experimental, totalizando sete unidades experimentais por ração. Os valores de energia digestível (ED) e energia metabolizável (EM) na matéria natural para o FC foram de 2995 kcal/kg e 2796 kcal/kg, respectivamente. No Experimento II, foram utilizados 50 suínos mestiços, com peso vivo inicial de 29,90 ± 1,16 kg e final de 60,33 ± 3,38 kg, na fase de crescimento, e peso vivo inicial de 60,37 ± 1,6 kg e final de 90,37 ± 3,19 kg na fase de terminação. Foi utilizado o delineamento de blocos inteiramente casualizados, com quatro tratamentos, (6, 12, 18 e 24% de FC), com 10 repetições e um suíno por unidade experimental. Adicionalmente, foi formulada uma ração testemunha, contendo 0% de FC. Os dados foram submetidos à análise de variância e adicionalmente foi aplicado o Teste de Dunnett, e análise de regressão, a 5% de probabilidade. Os resultados sugerem que é possível incluir até 24% de FC nas dietas de suínos, em crescimento e terminação, sem prejudicar o desempenho e as características da carcaça.
MORFOLOGIA E PRODUTIVIDADE DE GENÓTIPOS DE JUREMINHA (Desmanthus spp.) SOB DIFERENTES INTENSIDADES DE CORTE PDF (English)
Thiago Bezerra Calado, Márcio Vieira da Cunha, Vicente Imbroisi Teixeira, Mércia Virginia Ferreira dos Santos, Hactus Souto Cavalcanti, Carolina Câmara Lira 742-752
Resumo: O objetivo do trabalho foi avaliar características morfológicas e produtivas de cinco genótipos de Desmanthus spp., submetidos a duas intensidades de corte (20 e 40 cm) no Semiárido de Pernambuco. Dos genótipos estudados, três foram oriundos de ecótipos coletados em municípios de Pernambuco (7G, 31D e 50J) e dois advindos do estado de Sergipe, oriundos da Austrália (10AU e 13AU). Foram realizados quatro cortes, com frequência de 60 dias. Os tratamentos foram casualisados em blocos, com parcelas subdivididas e três repetições. As variáveis estudadas foram altura da planta, diâmetro do caule, diâmetro da copa, número de folhas/ramo, IAF, produção de folhas, de caule, de vagem e de forragem, relação folha/caule e vagem/caule. Os genótipos 7G e 31D apresentaram maior produção de forragem e maior quantidade de folhas por ramo. A produção de forragem foi maior na intensidade de 20 cm. Os cortes influenciaram a produção de massa seca total, de caule, de vagem e de forragem dos diferentes genótipos estudados. Para a relação folha/caule o genótipo 13AU foi superior aos 7G e 50J na intensidade de corte 40 cm. O genótipo 10AU obteve as maiores relações vagem/caule nos três cortes. As diferenças apresentadas entre os genótipos de Desmanthus spp., com destaque para o 7G e 31D, na intensidade de 20 cm, indicam a possibilidade selecionar materiais promissores para o cultivo no Semiárido de Pernambuco, com características morfológicas e produtivas desejáveis às plantas forrageiras.

Nota Técnica

CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE GABIROBA (Campomanesia lineatifolia) E MURTA (Blepharocalyx salicifolius) NATIVAS DA REGIÃO SERRANA DE IBIAPABA-CE PDF (English)
Jorgiane da Silva Severino Lima, José Maria Carvalho de Castro, Luiz Bruno de Sousa Sabino, Ana Cristina Silva de Lima, Lucicléia Barros de Vasconcelos Torres 753-757
Resumo: No Brasil os frutos nativos tropicais vêm conquistando a preferência dos consumidores, entretanto, muitos deles não é aproveitada comercialmente, a exemplo da gabiroba (Campomanesia lineatifolia) e Murta (Blepharocalyx salicifolius), pertencentes á família das Myrtaceae. Este trabalhou teve como objetivo avaliar as características físicas, físico-químicas e funcionais da gabiroba e murta, colhidas de plantas nativas na região serrana da Ibiapaba – CE, por meio das seguintes análises: pH, sólidos solúveis,acidez total, polifenóis extraíveis totais, ácido ascórbico e atividade antioxidante pelo método ABTS. Depois de despolpadas as amostras foram divididas em dois lotes. A partir dos resultados, verificou-se que entre os frutos analisados destacou-se por apresentar menor valor de acidez titulável (0,12 ± 0,01%) indicando um maior teor de doçura com relação às outras espécies. A Murta apresentou valores de diâmetro longitudinal (0,94 cm) e transversal (1,35 cm), massa fresca (0,85g), rendimento de polpa (68,0%), pH (4,5 ± 0,0) e sólidos solúveis totais (23,6 ± 1,7°Brix), próximos aos valores obtidos por outros autores referente a mesma espécie. Para os compostos bioativos foram obtidos valores de compostos fenólicos (229,37 ± 1,04 mg GAE/100 g ) ,(511,65 ± 1,34 mg GAE/100g), Ácido Ascórbico ( 74,44 ± 0,03 mg/100g) , (369,1 ± 0,28 mg/100g) e Capacidade Antioxidante (14,54 ± 1,0 µMol Trolox/g),(16,05±0,63 µMol Trolox/g), para gabiroba e murta , respectivamente, apresentando potencial para ser utilizado como alimento funcional caracterizando-se por oferecer vários benefícios à saúde.
POTENCIAL ANTIBACTERIANO DE PLANTAS NATIVAS DO BIOMA CAATINGA FRENTE A Staphylococcus spp. ISOLADOS DE MASTITE EM PEQUENOS RUMINANTES PDF (English)
Rodolfo de Moraes Peixoto, Wellington Erasmo Lima e Silva, Jackson Roberto Guedes Silva Almeida, Alexsandro Branco, Mateus Matiuzzi da Costa 758-763
Resumo: Objetivou-se avaliar o potencial antibacteriano de plantas do bioma Caatinga do semi-árido pernambucano contra Staphylococcus spp. isolados de casos de mastite subclínica em pequenos ruminantes. Foram utilizados seis extratos etanólicos de plantas existentes no bioma Caatinga do semiárido Pernambucano, como Encholirium spectabile Mart., Bromelia laciniosa Mart., Neoglaziovia variegata Mez., Amburana cearensis (Fr. Allem.) A.C.Smith, Hymenaea martiana Hayne. e Selaginella convoluta Spring. Observou-se a presença de compostos fenólicos, flavonoides, esteroides e terpenoides em todos os extratos avaliados neste estudo. Observou-se que os extratos da E. spectabile, B. laciniosa e N. variegata apresentaram atividade antimicrobiana, com as seguintes médias para a concentração bactericida mínima: 11.379, 11.405 e 11.995 µg/mL, respectivamente. Observou-se maior atividade inibitória para as espécies A. cearensis e H. martiana, que inibiram 88,1 e 99,4 % dos isolados, respectivamente. O extrato etanólico da S. convoluta apresentou o menor percentual de inibição, sendo igual a 15% (n=24/160). Considerando o potencial antibacteriano destas plantas do bioma Caatinga frente à Staphylococcus isolados de casos de mastite subclínica em caprinos e ovinos, outros estudos sobre a atividade in vivo devem ser realizados.
ANÁLISE QUALITATIVA DE CULTIVARES DE ALHO SEMI-NOBRE VERNALIZADO NA MESORREGIÃO OESTE POTIGUAR PDF (English)
Rafaella Rayane Macedo de Lucena, Maria Zuleide de Negreiros, Patrícia Lígia Dantas de Morais, Welder de Araújo Rangel Lopes, Alinne Menezes Soares 764-773
Resumo: O alho é uma hortaliça de relevância econômica e social no Brasil. Entre os estados consumidores, o Rio Grande do Norte, especialmente, apesar de apresentar regiões com condições favoráveis ao cultivo de alho, depende da importação deste produto para atender a sua demanda. A introdução de cultivares mais produtivas e de qualidade, e ajustes da tecnologia de vernalização, ponto fundamental para adaptação de novas cultivares, são mecanismos que podem contribuir para revitalização do alho em regiões, anteriormente produtoras desta hortaliça. Com o presente trabalho, objetivou-se avaliar as características qualitativas de cultivares de alho semi-nobre, submetidas a diferentes períodos de vernalização pré-plantio dos bulbos-semente em dois municípios da Mesorregião Oeste Potiguar. A pesquisa constou de dois experimentos desenvolvidos, simultaneamente, em Baraúna/RN e Governador Dix-sept Rosado/RN, entre os meses de abril e novembro de 2012. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos foram dispostos em parcelas subdivididas, sendo as parcelas representadas pelas cultivares Gigante do Núcleo e BRS Hozan e as subparcelas constituídas pelos períodos de vernalização à 4 ± 1 ºC: 0, 10, 20 e 30 dias. Foram avaliados: diâmetro de bulbos, pH, acidez titulável, sólidos solúveis, açúcares solúveis totais, açúcares redutores, pungência, sólidos totais e índice industrial. O uso de 10 dias de vernalização pré-plantio dos bulbos-semente possibilitou incrementos na qualidade do alho semi-nobre produzido em Baraúna e Governador Dix-sept Rosado. As cultivares Gigante do Núcleo e BRS Hozan mostraram-se com boas perspectivas para industrialização, apresentando boas características de sabor e aroma.
CARACTERIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE CUCURBITÁCEAS E DA PREVALÊNCIA DE DOENÇAS EM MUNICÍPIOS PERNAMBUCANOS PDF (English)
Gerffeson Thiago Mota de Almeida Silva, Rayanne Maria Paula Ribeiro, Aurélio Paes Barros Júnior, Lindomar Maria da Silveira, Pedro Martins Ribeiro Júnior, Neilza Reis Castro de Albuquerque 774-779
Resumo: As cucurbitáceas possuem grande importância econômica, nutricional e social no Semiárido brasileiro. Nesta região, diversos fatores podem acarretar em redução na produtividade dessas culturas, destacando-se as doenças fúngicas e viróticas, tornando-se necessário o conhecimento das mesmas para um adequado manejo. Assim, o objetivo desse trabalho foi identificar as principais doenças de cucurbitáceas produzidas em alguns municípios localizados no Sertão Pernambucano. Para tanto, foram coletadas amostras de plantas com sintomas em cultivos nos municípios de Salgueiro, Serra Talhada, Floresta, Petrolândia, Ibimirim, Custódia e Inajá. Também foi aplicado um questionário visando obter informações do perfil produtivo dos produtores. Identificou-se sete patógenos fúngicos infectando cucurbitáceas, Pseudoperonospora cubensis, Colletotrichum sp., Podosphaera xanthii, Rhizoctonia solani, Didymella bryoniae, Fusarium sp. e Alternaria sp., e três vírus, Papaya ringspot virus type watermelon (PRSV-W), Watermelon mosaic virus (WMV), Zucchini yellow mosaic virus (ZYMV). Verificou-se que nos pequenos cultivos, a busca por informações para cultura implantada ainda é limitada, sendo esses cultivos, em sua maioria, provenientes de sementes crioulas em contraste com médios e grandes produtores que utilizam cultivares melhoradas. A cultura do melão e da melancia são as mais exploradas comercialmente e as abóboras utilizadas na agricultura de subsistência. Quanto a problemas fitossanitários, a maior parte dos entrevistados relatou conhecer as principais doenças que ocorrem na cultura e realizam controle com base na experiência pessoal e/ou através do auxilio da assistência técnica fornecida por lojas agropecuárias. Em poucos casos, em propriedades de grande porte, havia um engenheiro agrônomo para auxiliar nesse tipo de controle.


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