PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO COMO ATENUANTE DO ESTRESSE SALINO EM MARACUJAZEIRO-AZEDO

Autores

  • Jailton Garcia Ramos Academic Unit of Agricultural Engineering, Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB https://orcid.org/0000-0003-4402-6555
  • Vera Lúcia Antunes de Lima Academic Unit of Agricultural Engineering, Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB https://orcid.org/0000-0001-7495-6935
  • Geovani Soares de Lima Academic Unit of Agricultural Engineering, Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB https://orcid.org/0000-0001-9960-1858
  • Francisco Jean da Silva Paiva Academic Unit of Agricultural Engineering, Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB https://orcid.org/0000-0001-7603-4782
  • Mariana de Oliveira Pereira Academic Unit of Agricultural Engineering, Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB https://orcid.org/0000-0003-4243-8150
  • Kheila Gomes Nunes Academic Unit of Agricultural Engineering, Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB https://orcid.org/0000-0003-1520-843X

Palavras-chave:

Passiflora edulis Sims. Espécie reativa de oxigênio. Eficiência fotoquímica. Estresse oxidativo.

Resumo

O maracujazeiro-azedo é uma fruteira amplamente cultivada em todo Brasil, devido sua adaptação ao clima tropical. No entanto, em regiões semiáridas seu desenvolvimento é limitado devido água alta concentração de sais solúveis nas águas comumente utilizadas na irrigação. Neste contexto, a aplicação de baixas concentrações de peróxido de hidrogênio de forma exógena pode atenuar os danos provocados pelo estresse salino. Objetivou-se com esta pesquisa avaliar o extravasamento de eletrólitos, os pigmentos fotossintéticos e a eficiência fotoquímica em maracujazeiro-azedo cv. BRS Rubi do Cerrado sob irrigação com águas salinas e aplicação foliar de peróxido de hidrogênio. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizados, com os tratamentos dispostos em parcelas subdivididas, sendo cinco níveis de salinidade da água de irrigação - CEa (0,6; 1,2; 1,8; 2,4 e 3,0 dS m-1) e quatro concentrações de peróxido de hidrogênio - H2O2 (0; 15; 30 e 45 µM de H2O2) nas parcelas e subparcelas, respectivamente. A irrigação com água salina reduziu os teores de clorofila a e total das plantas de maracujazeiro-azedo cv. BRS Rubi do Cerrado, aos 240 dias após o transplantio. O peróxido de hidrogênio na concentração de 15 µM estimulou a biossíntese de clorofila a e total e de 45 µM aliviou o efeito da salinidade da água de 3,0 dS m-1 sobre o extravasamento de eletrólitos no limbo foliar do maracujazeiro-azedo. O estresse salino não afetou a fluorescência inicial, máxima, variável e eficiência quântica do fotossistema II do maracujazeiro-azedo cv. BRS Rubi do Cerrado.

 

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Publicado

04-04-2022

Edição

Seção

Engenharia Agrícola