ADAPTABILIDADE E ESTABILIDADE FENOTÍPICA DE CULTIVARES DE ALFACE EM REGIÃO DE CLIMA SEMIÁRIDO

Autores

Palavras-chave:

Lactuca sativa L. Modelos mistos. Produtividade. Melhoramento.

Resumo

O estudo de genótipos, em diferentes ambientes ou épocas de cultivo, tem grande importância para a cultura da alface, cuja expressão do potencial produtivo é influenciada pelas condições ambientais. Deste modo, a aplicação da metodologia de modelos mistos (REML/BLUP) tem sido utilizada para avaliar os efeitos da interação genótipo x ambiente. Assim, o objetivo do presente trabalho foi estimar os parâmetros de adaptabilidade e estabilidade fenotípica que estão relacionados a produção de cultivares de alface em região de clima semiárido utilizando modelo misto. Avaliaram-se doze cultivares de alface dos grupos Americana (Angelina, Amélia, Tainá), Crespa (Scarlet, Vera, Isabela, Vanda), Mimosa (Mila, Mimosa, Lavínia) e Lisa (Elisa e Regiane). O delineamento utilizado foi em blocos casualizados completos, com quatro repetições. Os parâmetros genéticos foram estimados pela metodologia REML/BLUP e a seleção simultânea da produtividade, estabilidade e adaptabilidade dos genótipos, baseou-se no método da média harmônica da performance relativa dos valores genotípicos preditos (MHPRVG). As cultivares Amélia, Angelina e Tainá sobressaíram-se para a produtividade. As cultivares Regiane e Elisa foram responsivas para o número de folhas e produtividade, sendo as mais indicadas para o cultivo nas condições de Mossoró. Os grupos Crespa e Mimosa não foram adaptados e estáveis nas condições ambientais em que foram conduzidos os ensaios. Recomenda-se que mais genótipos de todos os grupos de alface sejam testados e que, sobretudo, programas, para obter genótipos com maior resistência ao calor, produtivos e com boa qualidade, sejam desenvolvidos em regiões semiáridas.

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Publicado

22-05-2019

Edição

Seção

Nota Técnica