TERMOTERAPIA COMO AGENTE REDUTOR DE CONTAMINANTES MICROBIANOS NA MICROPROPAGAÇÃO DO BAMBU

Autores

Palavras-chave:

Tratamento térmico. Microrganismos. Bambusa vulgaris.

Resumo

O objetivo da pesquisa foi avaliar a eficácia da termoterapia por calor úmido em segmentos nodais para reduzir a incidência de contaminantes microbianos na fase de introdução da propagação in vitro de Bambusa vulgaris. Dois experimentos independentes foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 4 × 2, quatro níveis de temperatura (25, 30, 40 e 50 °C) × dois intervalos de tempo de exposição ao tratamento (5 ou 10 minutos). Cada tratamento foi composto por nove repetições correspondentes a um segmento nodal de uma gema obtido de ramo primário ou secundário, em meio de Murashige e Skoog sem sacarose, com metade da concentração de sais, suplementado com 6,5 mg L-1 de ágar, 50 mg L-1 de ácido cítrico, 50 mg L-1 de ácido ascórbico, 200 mg L-1 de cloranfenicol e 2 mg L-1 de N6-benzilaminopurina. Isolamento de fungos filamentosos prevalentes nas repetições foi realizado, e, a partir de microcultivos, identificados ao nível de gênero. Os tratamentos correspondentes a 50 °C por 5 min e por 10 min reduziram significativamente a contaminação fúngica que ocorreu em 11% e 0%, respectivamente, nos segmentos nodais de ramos primários e em 0% e 11%, respectivamente, nos secundários. Fungos dos gêneros Alternaria, Bipolaris e Curvularia foram isolados de segmentos nodais dos dois tipos de ramos e Cladosporium apenas de ramos secundários. Os baixos percentuais de crescimento micelial em segmentos nodais submetidos a ambos binômios demonstraram a eficácia da técnica em reduzir a contaminação fúngica apesar da interferência negativa sobre a brotação.

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Publicado

26-08-2019

Edição

Seção

Agronomia