COINOCULAÇÃO COM Bradyrhizobium E Trichoderma ALIVIA OS EFEITOS DO ESTRESSE SALINO EM FEIJÃO-CAUPI

Autores

Palavras-chave:

Salinidade. Osmoprotetores. Fungos promotores de crescimento de plantas.

Resumo

Os efeitos deletérios do estresse salino podem ser mitigados pelo uso de microrganismos benéficos. O objetivo foi avaliar se a inoculação com Bradyrhizobium e Trichoderma asperelloides alivia o estresse salino em feijão-caupi. O experimento foi conduzido em casa de vegetação utilizando vasos preenchidos com solo estéril. As sementes foram semeadas e inoculadas com Bradyrhizobium ou coinoculadas com Bradyrhizobium e T. asperelloides. Aos 15 dias após a semeadura (DAS), a solução nutritiva isenta de nitrogênio foi suplementada com 50 ou 100 mmol L-1 de cloreto de sódio (NaCl) para induzir a salinidade. Plantas não inoculadas e irrigadas com solução sem NaCl foram utilizadas como controle absoluto. Aos 35 DAS, as plantas foram coletadas e os nódulos excisados para uso nas determinações. O controle absoluto não apresentou nódulos radiculares. O estresse salino diminuiu a biomassa e o crescimento das plantas, especialmente no feijão-caupi inoculado com Bradyrhizobium. O diâmetro do caule aumentou no feijão-caupi coinoculado com Bradyrhizobium e T. asperelloides, principalmente nas plantas submetidas a estresse salino com 100 mmol L-1 de NaCl. O feijão-caupi coinoculado com Bradyrhizobium e T. asperelloides manteve um conteúdo mais alto de amônia livre e compostos orgânicos em seus nódulos, mesmo sob estresse salino. Nós concluímos que a coinoculação do feijão-caupi com Bradyrhizobium e T. asperelloides induz um aumento na concentração de solutos orgânicos nos nódulos radiculares, especialmente quando o feijão-caupi foi cultivado sob salinidade. Portanto, o uso da coinoculação com T. asperelloides alivia os efeitos negativos do estresse salino em feijão-caupi.

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Publicado

16-05-2019

Edição

Seção

Agronomia