PROTEÍNA SOLÚVEL COMO INDICATIVO DE MANUTENÇÃO DA QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA

Autores

Palavras-chave:

Glycine max. Vigor. Composição bioquímica.

Resumo

Após a maturidade fisiológica a semente desliga-se fisiologicamente da planta, respondendo a variações climáticas que podem proporcionar decréscimo no seu vigor de forma dependente da cultivar. Desta forma, objetivou-se avaliar o comportamento de cultivares de soja quanto a variações no vigor e identificar quais os componentes bioquímicos que apresentam maior contribuição para a manutenção da qualidade fisiológica das sementes após a maturidade fisiológica. O experimento foi conduzido no município de Fraiburgo, SC, Brasil, na safra 2015/16 utilizando quatro cultivares de soja, NA 5909 RG, BMX Ativa RR, BMX Vanguarda IPRO, NS 5959 IPR. Foram avaliadas a qualidade fisiológica e a composição bioquímica nas épocas de colheita, R7, seguindo de R7 + 5 dias, R7 + 10 dias (R8), R7 + 20 dias. Os dados foram submetidos à análise de variância (teste F) e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p<0,01). Para correlacionar a composição bioquímica e a qualidade fisiológica utilizou-se estatística multivariada. Verificou-se redução de 6% na germinação da maturidade fisiológica até R7 + 20 dias. Para o vigor, essa redução foi dependente da cultivar, enquanto a NA 5909 RG reduziu 3%, as BMX Ativa RR e NS 5959 IPRO tiveram redução de 7%. Os componentes bioquímicos, proteína solúvel, fitato, açúcar solúvel e lipídios reduziram em função das épocas de colheita, indicando o início do processo de perda de qualidade das sementes. A manutenção do vigor das sementes após a maturidade fisiológica foi dependente da cultivar. O teor de proteína solúvel pode ser utilizado como indicativo de manutenção da qualidade fisiológica de sementes de soja após R7.

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Publicado

27-08-2019

Edição

Seção

Agronomia