INDICADORES PRODUTIVOS DE CULTIVARES DE MILHO VERDE EM DIFERENTES DENSIDADES POPULACIONAIS

Autores

Palavras-chave:

Zea mays L. Fenologia. Graus-dias.

Resumo

Cultivares específicas para produção de milho verde, mais produtivas e adaptadas às condições de cada região, aliada à adequada densidade populacional podem aumentar a produtividade da cultura. O objetivo deste trabalho foi, portanto, identificar, sob diferentes densidades de plantas, a cultivar com características agronômicas mais adequadas para produção de milho verde no município de Teresina, Piauí. O experimento foi conduzido no período de março a junho de 2018, na área experimental do Colégio Técnico de Teresina, da Universidade Federal do Piauí. Os tratamentos foram distribuídos em delineamento experimental de blocos casualizados, em esquema fatorial, com três densidades de plantas (40.000, 50.000 e 60.000 plantas ha-1) e duas cultivares de milho (AG 1051 e BRS 3046). Foram avaliados o diâmetro e o comprimento da espiga verde comercial, a produtividade, a porcentagem de espigas verdes comerciais e a duração do período entre a emergência (VE) e o pendoamento (VT) das cultivares em relação à quantidade acumulada de graus-dias (GDA). Em termos de ciclo (período entre VE e VT), o híbrido AG 1051 foi mais tardio, com 47 dias após a emergência (DAE) e 823,23 GDA, que o BRS 3046 (44 DAE e 773,32 GDA), havendo, todavia, aceleração do período de desenvolvimento vegetativo nos dois híbridos, que variou de 43 DAE (773,32 GDA) a 47 DAE (828,23 GDA), respectivamente, para que houvesse o pendoamento. Com o incremento das densidades, houve um decréscimo nos valores das variáveis de produção. A maior produtividade de espigas comerciais              (15,45 Mg ha-1) foi obtida na densidade de 50.000 plantas ha-1.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALBUQUERQUE, C. J. B.; VON PINHO, R. G.; SILVA, R. Produtividade de híbridos de milho verde experimentais e comerciais. Bioscience Journal, 24: 69-76, 2008.

ANDRADE JÚNIOR, A. S. et al. Zoneamento de risco climático para a cultura do milho no Estado do Maranhão. Revista Brasileira de Agrometeorologia, 12: 369-377, 2004.

ARAÚJO, K. K. S. et al. Diferentes embalagens na qualidade pós-colheita de milho verde ‘AG 1051’. Revista Agrotecnologia, 5: 129-142, 2014.

ARAÚJO, L. S. et al. Desempenho agronômico de híbridos de milho na região sudeste de Goiás. Revista Agro@mbiente On-line, 10: 334-341, 2016.

CALDARELLI, C. E.; BACCHI, M. R. P. Fatores de influência no preço do milho no Brasil. Revista Nova Economia, 22: 141-164, 2012.

CARVALHO, L. R. X. Densidade de plantas e espaçamento entre fileiras na produção de milho verde. 2017. 25 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Engenharia Agronômica) - Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2017.

CARVALHO, M. W. L. et al. Spatial arrangement of maize plants aiming to maximize grain yield in the hybrid BRS-3046. Australian Journal of Crop Science, 14: 1662-1669, 2020.

CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da Safra Brasileira – Grãos. Monitoramento agrícola - Safra 2020/21, v. 8. n. 10. Brasília, DF: CONAB, 2021. 110 p.

CRUZ, J. C.; MAGALHÃES, P. C. Cultivares superprecoces surpreendem produtores. Campo e Negócios, s/v.: 20-22, 2010. Disponível em: <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/854950/1/Cultivaressuperprecoces.pdf>. Acesso em: 05 dez. 2018.

DANTAS JUNIOR, E. E. et al. Lâminas de irrigação localizada e adubação potássica na produção de milho verde, em condições semiáridas. Revista Espacios, 37: 26-26, 2016.

EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Recomendações técnicas para o cultivo do milho. Brasília, DF: EMBRAPA-SPI, 1993. 204 p.

EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 3. Ed. Brasília, DF: Embrapa, 2013. 353 p.

EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Híbrido BRS 3046 amplia mercado do milho verde. 2018. Disponível em:<https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/31597511/hibrido-brs-3046-amplia-mercado-do-milho-verde>. Acesso em: 5 dez. 2018.

FANCELLI, A. L. Cultivo racional e sustentável requer maior conhecimento sobre a planta do milho. Revista Visão Agrícola, 13: 20-23, 2015.

FERREIRA, L. F.; RESENDE, J. S. A cultura do milho. 2009. Disponível em: <http://www.emater.mg.gov.br/site_emater/Serv_Prod/Livraria/Cultura>. Acesso em: 6 dez. 2018.

FERREIRA, D. F. Sisvar: a computer statistical analysis system. Ciência e Agrotecnologia, 35: 1039-1042, 2011.

HORBE, T. A. N. Semeadura precisa na cultura do milho. Projeto aquarius. 2014. Disponível em: <http://w3.ufsm.br/projetoaquarius/index.php/pt/linhas-de-pesquisa/semeadura-precisa-na-cultura-do-milho>. Acesso em: 7 dez. 2018.

INMET - Instituto Nacional de Meteorologia. Agrometeorologia dos cultivos: o fator meteorológico na produção agrícola. Brasília, DF: INMET, 2009. 530 p. Disponível em: <http://www.inmet.gov.br/portal/css/content/home/publicacoes/agrometeorologia_dos_cultivos.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2018.

MARENGO, J. A. et al. Drought in Northeast Brazil - past, present and future. Theoretical and Applied Climatology, 20: 1-12, 2016.

NASCIMENTO, F. N. et al. Desempenho da produtividade de espigas de milho verde sob diferentes regimes hídricos. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, 16: 94-108, 2017.

OLIVEIRA, G. S. et al. Acúmulo térmico e produtividade do milho em quatro épocas de semeadura. In: CONGRESSO ESTADUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA, 5., 2016, Iporá. Anais... Iporá: Instituto Federal Goiano, 2016. Disponível em: <https://even3.azureedge.net/anais/33791.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2018.

PEREIRA FILHO, I. A. et al. Milho verde. 2011. Disponível em: <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/milho/arvore/CONT000fy779fnk02wx5ok0pvo4k3c1v9rbg.html>. Acesso em 4 nov. 2018.

ROCHA, D. R.; FORNASIER FILHO, D.; BARBOSA, J. C. Efeitos da densidade de plantas no rendimento comercial de espigas verdes de cultivares de milho. Horticultura Brasileira, 29: 392-397, 2011.

ROCHA, L. J. F. N. et al. Produção de espigas, silagem e grãos de milho em função da densidade de semeadura. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer, 13: 1054, 2016.

SANGOI, L. et al. Perfilhamento, área foliar e produtividade do milho sob diferentes arranjos espaciais. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 46: 609-616, 2011.

SEMENTES AGROCERES. Guia de híbridos. [s.l], 2014 Disponível em: <http://www.sementesagroceres.com.br/pages/ManuaisTecnicos.aspx>. Acesso em: 3 mar. 2017.

SOUSA, V. F. A cultura do milho-verde e sua importância socioeconômica. In: SOUSA, V. F.; ZONTA, J. B. (Eds.). Cultivo do milho-verde irrigado na Baixada Maranhense. São Luís: Embrapa Cocais, 2020. cap. 1. p. 15-19. (Documentos / Embrapa Cocais, 6; Documentos / Embrapa Meio-Norte, 264).

VALDERRAMA, M. et al. Fontes e doses de NPK em milho irrigado sob plantio direto. Pesquisa Agropecuária Tropical, 41: 254-263, 2011.

VIEIRA, M. A. et al. Cultivares de milho e população de plantas que afetam a produtividade de espigas verdes. Acta Scientiarum. Agronomy, 32: 81-86, 2010.

ZUCARELI, C. et al. Acúmulo de graus dias, ciclo e produtividade de cultivares de milho de segunda safra para a região de Londrina-PR. In: CONGRESSO NACIONAL DE MILHO E SORGO, 28., 2010, Goiânia. Anais... Goiânia: ABMS, 2010. p. 87-89.

Downloads

Publicado

04-04-2022

Edição

Seção

Agronomia