ATRIBUTOS MORFOGÊNICOS DE PASTOS DE CAPIM-MOMBAÇA ADUBADOS COM RESÍDUO DE LATICÍNIO

Autores

  • Perlon Maia dos Santos Universidade Federal do Tocantins image/svg+xml
  • Antonio Clementino dos Santos UFT
  • José Expedito Cavalcante da Silva Universidade Federal do Tocantins image/svg+xml
  • Sabino Pereira da Silva Neto IFTO
  • Emerson Alexandrino Universidade Federal do Tocantins image/svg+xml

Palavras-chave:

Crescimento. Manejo. Resíduo agroindustrial.

Resumo

A morfogênese determina o crescimento da planta, e está, dentre outros fatores, sob influência do aporte de nutrientes. Neste contexto, objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito do uso de águas residuais da indústria de laticínios (RLL) como fornecedor de nutrientes, sobre características morfogênicas do capim-mombaça. Para isso foram estudadas seis doses de resíduo líquido de laticínio, correspondentes a: 10; 50; 100; 150; 200 e 400 m³ ha-¹ avaliadas em quatro ciclos produtivos e comparadas à adubação química. Os tratamentos foram dispostos em delineamento em blocos casualisados sendo arranjados em quatro repetições. Foram mensuradas as características de expansão e aparecimento foliar, senescência foliar, alongamento do colmo e perfilhamento. A aplicação de águas residuárias da indústria de laticínios influenciou (P<0,05) positivamente a taxa de alongamento foliar (TAlF), taxa de aparecimento foliar (TApF), taxa de alongamento de colmo (TAlH) e a taxa de aparecimento de perfilhos (TApP). Houve diminuição da taxa de senescência foliar (TSF) e do filocrono na gramínea. A aplicação de 400 m³ ha-¹ de RLL elevou as taxas morfogênicas do capim-mombaça, substituindo até 25% da adubação fosfatada e 100% da adubação potássica, possuindo também, efeito residual positivo no crescimento do capim. O resíduo líquido de laticínio é potencial fornecedor de potássio para o pasto de capim-mombaça.

Biografia do Autor

  • Perlon Maia dos Santos, Universidade Federal do Tocantins
    Doutorando UFT (Relação Solo x Planta X Animal)
  • Antonio Clementino dos Santos, UFT
    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (1997), mestrado em Manejo de Solo e Água pela Universidade Federal da Paraíba (2000) e doutorado em Ciências - Tecnologias Energéticas Nucleares pela Universidade Federal de Pernambuco (2004). Atualmente é Professor Adjunto IV da Universidade Federal do Tocantins. Atual Diretor do Núcleo Regional da Amzônia Oriental (TO, PA, AP, MA) da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. Pesquisador CNPq. Atua nos Programas de Pós-Graduação em Ciência Animal Tropical (Mestrado e Doutorado) - Linha: Relação Solo x Planta x Animal e Produção Vegetal (Mestrado e Doutorado) - Linha: Manejo e Conservação do Solo. Lider do Grupo de Pesquisa CNPq (Agricultura Familiar). Tem experiência na área de Tecnologia Energética e Nucleares (Radioagronomia), com ênfase em Fertilidade do Solo e nutrição mineral de plantas, atuando principalmente nos seguintes temas: relação solo x planta x animal, manejo de pastagens, manejo do solo, adubação e áreas degradadas
  • José Expedito Cavalcante da Silva, Universidade Federal do Tocantins
    Possui graduação em Química pela Universidade Federal de Alagoas (1995), mestrado em Química pela Universidade Federal de Pernambuco (1997) e doutorado em Química pela Universidade Federal de Pernambuco (2001). Atou como presidente do Conselho Superior da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins-FAPTO (2005-2008). É professor adjunto e vice Reitor da Universidade Federal do Tocantins, membro efetivo do colegiado de Pós-Graduação em Ciência Animal-UFT/Campus Araguaína e bolsista produtividade do CNPq. Tem experiência na área de Química, com ênfase em ciências de materiais e relação solo-planta-animal.
  • Sabino Pereira da Silva Neto, IFTO
    Possui graduação em Zootecnia pela Fundação Universidade Federal do Tocantins (2004) e mestrado em Ciência Animal Tropical pela Fundação Universidade Federal do Tocantins (2009). Atualmente é doutorando da Fundação Universidade Federal do Tocantins e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Produção Animal
  • Emerson Alexandrino, Universidade Federal do Tocantins
    Possui graduação, mestrado e doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa, respectivamente em 1997, 1999 e 2003. Atualmente é professor adjunto III da Fundação Universidade Federal do Tocantins, atuando também como professor permanente do programa de mestrado e doutorado em Ciencia Animal da UFT. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em manejo de pastagem, atuando principalmente nos seguintes temas: manejo do pastejo, relação planta - animal e produção de bovinos de corte.

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Publicado

26-09-2014

Edição

Seção

Zootecnia