CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS E PRODUTIVIDADE DA PALMA FORRAGEIRA IRRIGADA SUBMETIDA A DIFERENTES INTENSIDADES DE CORTE

Autores

  • Guilherme Ferreira da Costa Lima Department of Animal Production, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Parnamirim, RN.
  • Margareth Maria Teles Rego Department of Animal Production, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/ Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Parnamirim, RN.
  • Fernanda Daniele Gonçalves Dantas Department of Animal Production, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE.
  • Raimundo Nonato Braga Lôbo Embrapa Goats and Sheep, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Sobral, CE.
  • José Geraldo Medeiros da Silva Department of Animal Production, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Parnamirim, RN.
  • Emerson Moreira de Aguiar Academic Unit in Agricultural Sciences, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Macaíba - RN.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252016v29n226rc

Palavras-chave:

Cactaceae. Irrigação. Opuntia fícus-indica. Reservas forrageiras. Semiárido.

Resumo

A pesquisa objetivou avaliar o efeito de diferentes intensidades de corte e anos de colheita, sobre características morfológicas e produções de matéria verde (PMV) e seca (PMS) da palma forrageira cv. Gigante (Opuntia ficus-indica Mill) sob condições de irrigação, adensamento e adubação, com 12 meses de rebrota. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em esquema fatorial (3 x 2) com 12 repetições. Os tratamentos constaram de três intensidades de corte (preservando o cladódio mãe (PCM), os cladódios primários (PCP) e os secundários (PCS) e dois anos de colheita. Período experimental 24 meses e duas colheitas com intervalos de 12 meses. O solo foi classificado como Cambissolo Háplico e a água de irrigação C4S1 (CE 5,25 dS.m-1) e densidade de 50.000 plantas ha-1. Foram avaliados: altura e número de cladódios por planta (NCP), comprimento, largura, perímetro, espessura e área dos cladódios (AC), índice de área dos cladódios (IAC), PMV e PMS. Não foi observada interação significativa (P>0,05) dos tratamentos para as variáveis altura, NCP, IAC e PMV. Variáveis relacionadas à morfologia dos cladódios apresentaram interação significativa (P<0,05). O tratamento PCS resultou na maior PMS (P<0,05) com produtividade média de 27,2 Mg ha-1 ano-1, quando comparada à PCP (18,6 Mg ha-1 ano-1) ou PCM (11,8 Mg ha-1 ano-1). O tratamento PCS no momento da colheita promoveu maior NCP e maior produtividade de forragem, sendo uma alternativa de manejo com vistas à sustentabilidade da palma cv. Gigante sob irrigação. As características morfológicas mais importantes também foram influenciadas pelas menores intensidades de corte.

Biografia do Autor

  • Guilherme Ferreira da Costa Lima, Department of Animal Production, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Parnamirim, RN.
    Pesquisador Embrapa/EMPARN. Coordenador de Pesquisa e Produção Animal da EMPARN
  • Margareth Maria Teles Rego, Department of Animal Production, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/ Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Parnamirim, RN.
    Pesquisadora/Doutora. Bolsista PNPD CAPES - Programa de Pós-Graduação em Produção Animal da UFRN.
  • Fernanda Daniele Gonçalves Dantas, Department of Animal Production, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE.
    Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Produção Animal da UFRN. Bolsista da CAPES.
  • José Geraldo Medeiros da Silva, Department of Animal Production, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Parnamirim, RN.
    Pesquisador/Doutor. Diretor Presidente da EMPARN.
  • Emerson Moreira de Aguiar, Academic Unit in Agricultural Sciences, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Macaíba - RN.
    Professor Associado II da UFRN, Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Produção Animal da UFRN.

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Publicado

03-05-2016

Edição

Seção

Zootecnia