CULTIVO DO CAMARÃO MARINHO COM BIOFLOCOS SOB DIFERENTES NÍVEIS DE PROTEÍNA COM E SEM PROBIÓTICO

Autores

  • Fabiana Penalva de Melo UFRPE, Programa de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e Aquicultura
  • Maria Gabriela Padilha Ferreira UFRPE, Programa de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e Aquicultura
  • João Paulo Viana de Lima Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA)
  • Eudes de Souza Correia Universidade Federal Rural de Pernambuco image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252015v28n422rc

Palavras-chave:

Litopenaeus vannamei. Flocos microbianos. Melaço. Proteína. Sem renovação de água.

Resumo

O presente trabalho avaliou o desempenho do camarão marinho Litopenaeus vannamei alimentado com dietas de diferentes níveis protéicos em sistema de bioflocos com e sem a adição de probiótico. Foi adotado um delineamento experimental inteiramente casualizado com arranjo fatorial 4×2, com quatro níveis de proteína na dieta (20, 25, 30 e 35% PB), como primeiro fator (P20, P25, P30 e P35), e a adição de probiótico na água de cultivo, como segundo fator (P20Pro, P25Pro, P30Pro e P35Pro). Foram utilizados 24 tanques em fibra de vidro (800 L volume útil) estocados com 300 camarões m-3 (peso inicial 1,55±0,01 g). As variáveis de qualidade da água foram mensuradas periodicamente e não apresentaram diferença estatística, exceto o teor de nitrito, influenciado significativamente (P<0,05) pelos níveis de proteína. Após 50 dias de cultivo o peso médio final dos camarões foi de 7,2±0,4 g (P≥0,05) entre os tratamentos. A interação entre os níveis protéicos e a adição de probiótico influenciaram significativamente (P<0,05) na sobrevivência (70,5-90,0%) e na biomassa final (1,3-2,0 Kg m-3). Dessa forma, em cultivo intensivo de L. vannamei, com utilização de bioflocos como fonte de alimento suplementar, é possível reduzir os níveis de proteína da ração de 35 para 25% sem comprometer o desempenho zootécnico dos camarões e a qualidade da água.

Biografia do Autor

  • Fabiana Penalva de Melo, UFRPE, Programa de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e Aquicultura
    Engenheira de Pesca pela UFRPE, Mestre e Doutoranda em Recursos Pesqueiros e Aquicultura
  • Maria Gabriela Padilha Ferreira, UFRPE, Programa de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e Aquicultura
    Bióloga pela Universidade de Pernambuco, Mestre e Doutoranda em Recursos Pesqueiros e Aquicultura
  • João Paulo Viana de Lima, Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA)
    Engenheiro de Pesca pela UFRPE e Doutor em em Recursos Pesqueiros e Aquicultura pela UFRPE
  • Eudes de Souza Correia, Universidade Federal Rural de Pernambuco
    Professor Associado IV da UFRPE lotado no Departamento de Pesca e Aquicultura. Aquicultura.

Downloads

Publicado

18-11-2015

Edição

Seção

Engenharia de Pesca