PERMANÊNCIA DA EFETIVIDADE DA ÁGUA NA ZONA DE RAÍZES NO BIOMA CAATINGA

Autores

  • Carlos Alexandre Gomes Costa Department of Agricultural Engineering, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
  • José Carlos de Araújo Department of Agricultural Engineering, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
  • José Wellington Batista Lopes Department of Agricultural Engineering, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
  • Everton Alves Rodrigues Pinheiro Doctorate student, Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, SP

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252016v29n320rc

Palavras-chave:

Ponto de murcha permanente. Solo. Semiárido.

Resumo

O solo é um dos compartimentos de água de maior importância em uma bacia hidrográfica. A vegetação depende majoritariamente da água retida pelo solo para atender às suas demandas; e o início do escoamento superficial depende fortemente da umidade inicial do solo. Este estudo teve como objetivo avaliar a permanência da efetividade da água no solo sob condições de vegetação preservada no bioma Caatinga, Semiárido do Nordeste brasileiro. Para isso, foram analisados dados horários de umidade do solo através de sensores TDR obtidos entre os anos de 2003 e 2010 para três associações solo-vegetação presentes na Bacia Experimental de Aiuaba. Os resultados indicam que, durante nove meses ao ano, a água no solo encontra-se abaixo do ponto de murcha permanente para duas associações, cujos solos são Argissolo Vermelho-Amarelo e Luvissolo Hipocrômico. Na terceira associação, cujo solo é raso (Neossolo litólico), a água encontra-se não efetiva durante quatro meses ao ano. Avalia-se que a maior permanência de água neste solo dê-se pela limitação de percolação profunda, induzindo o escoamento sub-superficial; o que não se verifica nos solos mais profundos. Verificou-se in situ que o longo período de umidade abaixo do ponto de murcha permanente não comprometeu a vida das espécies da Caatinga. Após o início de cada período chuvoso, observa-se o crescimento de uma densa massa de vegetação, apesar do longo período sob estresse hídrico.

Biografia do Autor

  • Carlos Alexandre Gomes Costa, Department of Agricultural Engineering, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
    Professor Doutor do Departamento de Engenharia Agrícola e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará. Atualmente ministro aulas das disciplinas de Hidráulica e de Manejo de Bacias Hidrográficas
  • José Carlos de Araújo, Department of Agricultural Engineering, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
    Professor Doutor do Departamento de Engenharia Agrícola e Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará. Atualmente ministra aulas das disciplinas de Hidráulica, de Hidrologia, de Modelagem Hidrológica, de Erosão e Transporte de Sedimentos
  • José Wellington Batista Lopes, Department of Agricultural Engineering, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
    Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará. Desenvolve pesquisas na área de Manejo e Conservação dos Recursos Naturais do Semiárido
  • Everton Alves Rodrigues Pinheiro, Doctorate student, Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, SP
    Atualmente é doutorando em Ciências (Engenharia de Sistemas Agrícolas) pela ESALQ/USP.

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Publicado

20-07-2016

Edição

Seção

Engenharia Agrícola