USO DE CISPLATINA INTRALESIONAL PARA O TRATAMENTO DE CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM OVINO DA RAÇA SANTA INÊS

  • Carolina Anjos Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Universidade de São Paulo
  • João Paulo Elsen Saut Faculdade de Medicina Veterinária Universidade Federal de Uberlândia
  • Diego José Zanzarini Delfiol Faculdade de Medicina Veterinária Universidade Federal de Uberlândia
  • Matias Pablo Juan Szabó Faculdade de Medicina Veterinária Universidade Federal de Uberlândia
  • Geison Morel Nogueira Faculdade de Medicina Veterinária Universidade Federal de Uberlândia

Resumo

O carcinoma de células escamosas (CCE) é um tumor maligno das células epidérmicas, dos queratinócitos. É uma neoplasia de crescimento lento, localmente invasiva e ocasionalmente metastática. Está diretamente associado com a exposição prolongada à luz ultravioleta, em áreas glabras ou onde há falta de pigmento da epiderme. Os tumores podem apresentar aspecto produtivo ou erosivo e são diagnosticados histologicamente. A escolha do tratamento depende da extensão tumoral, localização e função esperada do animal. A cisplatina é o agente anticancerígeno mais eficaz no tratamento de tumores sólidos, no entanto a sua utilização em tratamentos sistêmicos tem sido limitada, devido à toxicidade. A administração intratumoral permite maximizar a concentração do fármaco, minimizando efeitos de exposição aos demais tecidos. Relata-se o caso de um ovino, da raça Santa Inês, que apresentava massa tumoral em região próximo à borda coronária do dígito lateral do membro pélvico esquerdo. O diagnóstico de CCE foi determinado por exame clínico e avaliação histopatológica, sendo o animal submetido à tratamento com o uso de cisplatina (Fauldcispla®, Libbs) intralesional, em veículo aquoso, na dose de 0,97 mg/cm3 de tumor, em planos paralelos, a cada duas semanas, totalizando-se quatro aplicações. A terapia antineoplásica proporcionou resultados satisfatórios, ocorrendo à regressão completa da massa tumoral, sem presença de recidivas ou manifestação de efeitos adversos. Trata-se, portanto, de uma modalidade promissora no tratamento de CCE.

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Publicado
2016-01-01
Seção
Clinical Reports / Casos Clínicos