Efeitos de espécies de cobertura na qualidade do solo e produtividade do milho
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3912642rcPalavras-chave:
Plantio direto. Bioanálise do solo. Arilsulfatase. β-glycosidase.Resumo
Os impactos da agriculta no ambiente têm despertado grande interesse nos últimos anos. Práticas de manejo, como o sistema plantio direto (SPD), podem atenuar esses impactos por meio do incremento da atividade biológica do solo, resultando em maior produtividade e resiliência. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho agronômico do milho semeado no verão e os índices de qualidade do solo manejado em SPD, com diferentes espécies em modo de rotação de culturas. O experimento foi conduzido em Latossolo Vermelho Distroférrico típico, em Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, sob SPD ao longo das safras de outono-inverno de 2021 até o verão de 2022/2023, totalizando duas safras de verão e duas de outono-inverno. O delineamento foi em blocos casualizado, com cinco tratamentos durante a segunda safra: consórcio de C. Ochroleuca + Milheto + Trigo Mourisco + Braquiária, Níger, C. spectabilis, Ervilhaca e Nabo Forrageiro, com quatro repetições. Na colheita do milho, foram avaliados a altura de plantas, altura de inserção da espiga, diâmetro do colmo, diâmetro e comprimento da espiga, número de grãos por espiga, massa de mil grãos e rendimento de grãos. Os tratamentos não influenciaram os componentes de produção do milho. Entretanto, a atividade das enzimas arilsulfatase e β-glicosidase foi afetada pelo modelo de rotação de culturas, evidenciando que o manejo adotado contribuiu para a melhoria da qualidade biológica do solo. Conclui-se que o SPD, fundamentado na rotação de culturas, favorece a qualidade biológica do solo e promove a sustentabilidade da produção do milho ao longo do tempo.
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