Toxicidade de espinosinas para a abelha melífera em dois modos de exposição
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3912937rcPalavras-chave:
Apis mellifera. Polinizador. Spinetoram. Spinosad. Toxicologia.Resumo
A eficiência das abelhas as torna o principal polinizador das plantas cultivadas, conferindo-lhes alto valor econômico e ecológico. No entanto, o uso excessivo de agrotóxicos contribui para o desaparecimento das abelhas em áreas agrícolas, pois as intoxicações podem ser letais ou causar efeitos adversos na fisiologia e no comportamento do inseto. Portanto, este trabalho avaliou a toxicidade dos inseticidas Spinetoram e Spinosad, ambos do grupo químico espinosina, sobre a sobrevivência e capacidade de voo da abelha africanizada Apis mellifera. Os bioensaios foram realizados em condições de laboratório (a 25 ± 2 ºC, 60 ± 10% UR e fotofase de 12 h), utilizando abelhas operárias adultas. Os experimentos testaram cinco doses comerciais de Spinetoram (0.02; 0.03; 0.04; 0.05; 0.1 g i.a./L) e Spinosad (0.024; 0.048; 0.096; 0.12; 0.144 g i.a./L) registradas para controle de pragas em diversas culturas. Foram avaliados dois modos de exposição: pulverização direta de inseticidas sobre as abelhas e fornecimento de dieta contaminada. Spinetoram e Spinosad foram extremamente tóxicos para A. mellifera tanto via pulverização direta, causando 100% de mortalidade e TL50 variando de 8.2 a 24.1 horas, quanto via dieta contaminada, com mortalidade de 90.02% para Spinetoram e 90.14% Spinosad, com TL50 variando de 38.2 e 43.5 horas para Spinetoram e 27.3 e 43.5 horas para Spinosad. Ambos os inseticidas afetaram a capacidade de voo de A. mellifera, independentemente dos modos de exposição e doses avaliadas. Spinetoram e Spinosad são tóxicos para A. mellifera por meio de pulverização direta e ingestão de dieta contaminada.
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