Fatores ambientais e antrópicos condicionam a recuperação da biomassa lenhosa após exploração florestal na Caatinga?
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3912988rcPalavras-chave:
Produção de biomassa. Regeneração florestal. Distúrbios antrópicos crônicos. Manejo florestal sustentável. Floresta tropical seca.Resumo
A sustentabilidade do manejo de florestas nativas requer o conhecimento das condições que propiciam a manutenção da capacidade produtiva dos povoamentos explorados. Inicialmente, o planejamento do manejo exige compreender como a variação dos fatores ambientais e de uso antrópico das áreas manejadas influenciam a produtividade. Baseados em um estudo de caso, avaliamos como a recuperação da biomassa lenhosa é influenciada pela variação local de fatores ambientais e antrópicos. Coletamos dados em 7 unidades de produção anual e aplicamos modelos lineares para explicar os padrões de recuperação da área basal em função da variação da precipitação, da profundidade e densidade básica dos solos, da altitude e declividade das parcelas, do indicativo de pastejo e da distância das parcelas até a sede fazenda. Constatamos uma tendência significativa de que as parcelas com maiores valores de precipitação média anual e mais distantes da sede da fazenda tinham maiores áreas basais. Entretanto, em alguns casos, tais relações não foram totalmente claras, indicando que outros fatores ambientais e de uso antrópico podem ajudar a explicar a recuperação da biomassa após a exploração florestal. A partir dos resultados, sugerimos a plausibilidade da hipótese de que a regeneração e a produtividade das florestas manejadas dependem não somente de atributos individuais como a precipitação média ou de distúrbios antrópicos, mas também da interação complexa de múltiplos fatores edafoclimáticos, ecológicos, da intensidade das intervenções antrópicas e de como estes fatores variam em escala de área de manejo.
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