Micropropagação de Vellozia pyrantha A. A. Conc., uma espécie endêmica da Chapada Diamantina
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3913704rcPalavras-chave:
Candombá. Velloziaceae. Cultivo in vitro. Brotos. Vedação.Resumo
A Chapada Diamantina é composta majoritariamente pelos campos rupestres, apresentando plantas endêmicas que contribuem para a ornamentação desta paisagem, como as espécies do gênero Vellozia. Vellozia pyrantha, conhecida popularmente como “candombá”, possui importância cultural e econômica para a comunidade local. Suas plantas apresentam aspectos fenológicos incomuns, pois necessitam do fogo para a floração, podendo regenerar após a queimada. Dada a peculiaridade fenológica do candombá, associada à devastação gerada pela exploração extrativista e à ausência de pesquisas sobre sua propagação, este estudo foi realizado visando estabelecer um protocolo de micropropagação para a espécie. O estabelecimento in vitro utilizou sementes desinfestadas, inoculadas em meio MS ⅓, 15 g L-1 de sacarose e 7 g L-1 de ágar; as plântulas foram transferidas para multiplicação in vitro em meio contendo BAP (0,00; 4,44; 8,88 e 17,76 µM). Os brotos obtidos foram submetidos ao enraizamento in vitro, sendo testadas a adição de carvão ativado ao meio e dois tipos de vedação dos recipientes (PVC ou algodão). As microplantas foram aclimatizadas em casas de vegetação. Obteve-se uma média de 9,35 brotos ao induzir a multiplicação usando 8,88 µM de BAP. Na etapa de enraizamento, o carvão favoreceu os comprimentos da parte aérea (CPA) e radicular (CPR), enquanto o número de raízes e CPR foram favorecidos pelo uso da rolha de algodão. Houve sobrevivência de 80 a 95% das plantas após 30 dias da aclimatização, permitindo inferir que a micropropagação é uma técnica eficiente para produção de mudas de V. pyrantha.
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