Estoques de carbono azul em gradientes de inundação em manguezal da ilha de Itamaracá, Pernambuco, Brasil

Autores

  • Robson Carlos Pereira de Melo Postgraduate Program in Environmental Engineering, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE, Brazil https://orcid.org/0000-0003-4594-5748
  • Victor Casimiro Piscoya Department of Rural Technology, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE, Brazil https://orcid.org/0000-0003-1875-9771
  • Alan Augusto Nobre Feitosa Instituto Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão, PE, Brazil https://orcid.org/0009-0001-4560-5965
  • Gilvan Takeshi Yogui Department of Oceanography, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brazil https://orcid.org/0000-0002-4720-3337
  • Bruno Varella Motta da Costa Department of Oceanography, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brazil https://orcid.org/0000-0003-4481-4236
  • Ludmilla Morais Pereira Department of Forestry Engineering, Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages, SC, Brazil https://orcid.org/0000-0001-9684-3288
  • Milton Marques Fernandes Department of Forest Sciences, Universidade Federal de Sergipe, São Cristovão, SE, Brazil https://orcid.org/0000-0002-9394-0020
  • Renisson Neponuceno Araújo Filho Department of Rural Technology, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE, Brazil https://orcid.org/0000-0002-9747-1276

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3914015rc

Palavras-chave:

Sequestro de carbono. Mudanças climáticas. Matéria orgânica. Serviços ecossistêmicos.

Resumo

As mudanças climáticas, impulsionadas pelo aumento dos gases de efeito estufa, afetam ecossistemas globais, e os manguezais destacam-se por sua capacidade de sequestrar e armazenar carbono, conhecido como "carbono azul", contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas. Este estudo teve como objetivo quantificar e comparar os estoques de carbono azul em diferentes zonas de inundação, definidas como: Área Alagada, Área Periodicamente Alagada e Área Seca , na floresta de mangue da Ilha de Itamaracá, Pernambuco, e propor estratégias de conservação. Foram coletadas amostras de solo em três zonas de inundação, em profundidades de 0 a 100 cm, e analisadas para determinar concentrações e estoques de carbono, utilizando técnicas de análise física e química. Os dados foram submetidos a análises estatísticas para comparar as diferenças entre as zonas. Os resultados mostraram que a Área Permanentemente Alagada apresentou os maiores estoques de carbono 259,42 Mg ha⁻¹, devido às condições anaeróbicas que preservam a matéria orgânica. A Área Periodicamente Alagada registrou valores intermediários                   217,20 Mg ha⁻¹, enquanto a Área Seca apresentou os menores estoques 63,17 Mg ha⁻¹, resultado da oxidação acelerada e menor deposição de matéria orgânica. As diferenças destacam a influência da dinâmica hidrológica e das condições ambientais no armazenamento de carbono. Conclui-se que os manguezais são sumidouros importantes de carbono, com variações entre as zonas de inundação. Estratégias de conservação, como restauração, Pagamento por Serviços Ambientais e monitoramento remoto, são úteis para proteger esses ecossistemas e seus serviços ecossistêmicos, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

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Publicado

26-11-2025

Edição

Seção

Artigo Científico