Compatibilidade entre isolados bacterianos e suas eficácias no biocontrole de Meloidogyne exigua em tomateiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3914017rc

Palavras-chave:

Bacillus thuringiensis. Brevibacterium epidermidis. Controle biológico. Bionematicidas.

Resumo

O tomateiro é a segunda hortaliça mais cultivada no Brasil. Apesar de sua importância, nematoides do gênero Meloidogyne podem comprometer sua produtividade. Algumas bactérias possuem potencial para o manejo desses patógenos.  Foram conduzidos três experimentos, cada um deles repetido uma vez. No experimento 1 foi avaliada a eficiência de 20 isolados bacterianos obtidos a partir de biofertilizantes na mortalidade de juvenis de segundo estádio (J2) de M. exigua. Os isolados bacterianos B74, B86, B88 e B121 foram tão eficientes quanto o Fluensulfona, com probabilidades de mortalidade de até 82%. O experimento 2 foi conduzido com objetivo de verificar a compatibilidade entre os sete isolados mais promissores avaliados no experimento 1. Não houve efeito antagônico entre os isolados e eles foram assim identificados: B74: Bacillus thuringiensis; B75: Bacillus wiedmannii; B84: Bacillus cereus; B85: Micrococcus luteus.; B86: Bacillus cereus.; B88: Bacillus thuringiensis e B121: Brevibacterium epidermidis. No experimento 3 avaliou-se o efeito dos isolados bacterianos selecionados no experimento 2, aplicados de forma isolada ou combinada, no biocontrole de M. exigua parasitando o tomateiro. Ttodos os tratamentos reduziram a população de M. exigua sendo os melhores resultados obtidos por Fluensulfona e o isolado B121. Não há relatos na literatura sobre o papel de B. epidermidis como agente de biocontrole de M. exigua. Conclui-se que os isolados B74, B86, B88 e B121 são promissores  no biocontrole de M. exigua e podem ser aplicados de forma conjunta, pois não há efeito antagônico entre eles.

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Publicado

11-05-2026

Edição

Seção

Artigo Científico