CACTÁCEAS NATIVAS ASSOCIADAS A FENOS DE FLOR DE SEDA E SABIÁ NA ALIMENTAÇÃO DE BORREGOS

  • José Geraldo Medeiros da Silva
  • Guilherme Ferreira da Costa Lima
  • Emerson Moreira de Aguiar
  • Airon Aparecido Silva de Melo
  • Margareth Maria Teles Rêgo
Palavras-chave: Confinamento. Forragem. Ganho de peso. Mandacaru. Semiárido.

Resumo

Objetivou-se avaliar os efeitos da utilização das cactáceas nativas mandacaru (Cereus Jamacaru DC.) e xiquexique [Pilosocereus gounellei (A. Weber ex K. Schum.) Bly ex Rowl.] associadas aos fenos de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.) e flor de seda (Calotropis procera (Ait.) R.Br.) sobre o consumo de nutrientes, ganho de peso e conversão alimentar de ovinos em confinamento. Vinte ovinos machos não castrados da raça Morada Nova, com média de peso inicial de 15,40, foram distribuídos em blocos casualizados, com quatro tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos experimentais corresponderam com base na matéria seca a 30% de cactácea + 30% de feno + 40% de concentrado, sendo: T1- xiquexique + feno de sabiá; T2- xiquexique + feno de flor de seda; T3- mandacaru + feno de sabiá e T4- mandacaru + feno de flor de seda. O concentrado a cada tratamento foi representado por 100% de vagens de algarobeira (Prosopis juliflora (Sw) DC). Não houve diferença (P>0,05) no ganho de peso diário com média de 88,77 g, e nos consumos de matéria seca, matéria orgânica, extrato etéreo, carboidratos totais, carboidratos não fibrosos, nutrientes digestíveis totais e energia digestível, em gramas por dia (g/dia), porcentagem do peso vivo (%PV) e em unidade de tamanho metabólico (g/kg0,75) das dietas experimentais. Houve diferença no consumo de água em gramas por dia (g/dia) entre as dietas experimentais.
Publicado
2010-09-17
Seção
Zootecnia