PRODUÇÃO DE GIRASSOL FERTIRRIGADO COM PERCOLADO DE ATERRO SANITÁRIO

Palavras-chave: Helianthus annuus L.. Resíduo líquido urbano. Biomassa. Biocombustível.

Resumo

O uso do percolado de aterro sanitário (PATS) na produção de biomassa para fins energético e biocombustível é uma alternativa que minimiza a degradação ambiental. Neste contexto, objetivou-se neste trabalho, analisar o efeito da aplicação de distintas proporções de percolado de aterros sanitários no cultivo de girassol (Helianthus annuus L.). O experimento foi conduzido com delineamento em blocos casualizados, com cinco tratamentos T1 – 100 % de água da rede de abastecimento – AA (Testemunha); T2 – 80 % de AA e 20 % de PATS; T3 – 60 % de AA e 40 % de PATS; T4 – 40 % de AA e 60 % de PATS; e, T5 – 20 % de AA e 80 % de PATS, e quatro repetições, totalizando 20 parcelas experimentais. O girassol foi cultivado em ARGISSOLO Vermelho – Amarelo eutrófico, durante 81 dias em Mossoró/RN. Durante o ciclo do girassol foram determinadas as características vegetativas altura de planta (AP), número de folhas (NF), diâmetro do caule (DCaule) e do capítulo (DCapítulo). Comprovou-se que para todas as variáveis estudadas houve diferença estatística entre os tratamentos. Em geral, o tratamento 60 % de AA e 40 % de PATS apresentou melhor desempenho com relação às características vegetativas do girassol.

Referências

ALLEN, R. G. et al. Evapotranspiracíon del cultivo, Guías para la determinación de los requerimientos de agua de los cultivos. Roma: FAO, 2006. 298 p.

ALVARES, C. A. et al. Köppen's climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, Viena, v. 22, n. 6, p. 711-728, 2013.

ANDRADE FILHO, J. Cultivo da mamona utilizando percolado de aterro sanitário como fonte hídrica e nutricional. 2016. 112 f. Tese (Doutorado em Manejo de Solo e Água: linha de pesquisa Manejo de Solo e Água) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2016.

ANDRADE, L. O. et al. Qualidade de flores de girassóis ornamentais irrigados com águas residuária e de abastecimento. Idesia, Arica, v. 30, n. 2, p. 19-27, 2012.

BEDIN, M. F. M. Avaliação da toxicidade do percolado proveniente de dois locais de disposição de resíduos sólidos urbanos, aterro de Passo Fundo e de Carazinho. 2011. 46 p. Monografia (Engenharia Ambiental: Área de Concentração em Engenharia Ambiental) – Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, 2011.

BONACIN, G. A. et al. Características morfofisiológicas de sementes e produção de girassol em função de boro no solo. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v. 13, n. 2, p. 111-116, 2009.

BRENTANO, D. M. Desenvolvimento e aplicação do teste de toxicidade crônica com Daphnia magna: avaliação de efluentes tratados de um aterro sanitário. 2006. 145 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental: linha de pesquisa Toxicologia Ambiental) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006.

CALEGARI, A. et al. Caracterização das principais espécies de adubo verde. In: CALEGARI, A. et al. Adubação verde no sul do Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: AS-PTA, 1993. 344 p.

CÂMARA, G. M. S. Plantas Oleaginosas. 1. ed. Piracicaba, SP: ESALQ, 2003. 180 p.

CARRÃO-PANIZZI, M. C.; MANDARINO, J. M. G. Produtos Protéicos do girassol In: LEITE, R. M. V. B. C.; ALEXANDRE MAGNO BRIGHENTI, A. M.; CASTRO, C. (Eds.). Girassol no Brasil. Londrina: Embrapa Soja, 2005. cap. 4, p. 51-68.

CARVALHO, C. G. P. et al. Cultivar de girassol: BRS 324 – variedade com alto teor de óleo e precocidade. 1. ed. Londrina: Embrapa Soja, 2013. 2 p. (Folder, n. 09).

CASTRO, C.; FARIAS, J. R. B. Ecofisiologia do Girassol. In: LEITE, R. M. V. B. C.; ALEXANDRE MAGNO BRIGHENTI, A. M.; CASTRO, C. (Eds.). Girassol no Brasil. Londrina: Embrapa Soja, 2005. cap. 9, p. 163-218.

CASTRO, C. et al. A cultura do girassol. 1. ed. Londrina: Embrapa-CNPSo, 1997. 36 p. (Circular Técnica, 13).

CAVALCANTE JÚNIOR, E. G. Produção e necessidade hídrica da cultura do girassol irrigado na chapada do Apodi. 2011. 61 f. Dissertação (Mestrado em Irrigação e Drenagem: linha de pesquisa Necessidade Hídrica das Culturas e Manejo da Irrigação) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2011.

CHEVREMONT, A. C. et al. Impact of watering with UV-LED-treated wastewater on microbial and physico-chemical parameters of soil. Water Research, Londres, v. 47, n. 1, p. 1971-1982, 2013.

COSTA, F. G. B. Uso de água resíduária de origem doméstica no cultivo do girassol no assentamento Milagres. 2012. 92 f. Dissertação (Mestrado em Irrigação e Drenagem: linha de pesquisa Impactos da Irrigação e da Fertirrigação no Solo e na Planta) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2012.

DONAGEMA, G. K. et al. Manual de métodos de análise de solos. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Embrapa Solos, 2011. 230 p.

DUTRA, I. C. B. Uso de água residuária de origem doméstica no cultivo da pimenta malagueta na região da Chapada do Apodi-RN. 2013. 69 f. Dissertação (Mestrado em Irrigação e Drenagem: linha de pesquisa Impactos da Irrigação e da Fertirrigação no Solo e na Planta) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2013.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 3. ed. Brasília, DF: Embrapa Solos, 2013. 353 p.

FERREIRA, A. L. L. Cultivo de oleaginosas em solos tratados com chorume de aterros sanitários. 2013. 69 f. Dissertação (Mestrado em Ciência do Solo: linha de pesquisa Impactos Ambientais pelo Uso do Solo e da Água) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2013.

FERREIRA, D. F. Sisvar: a computer statistical analysis system. Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v. 35, n. 6, p. 1039-1042, 2011.

FERREIRA, D. F. Sisvar: a Guide for its Bootstrap procedures in multiple comparisons. Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v. 38, n. 2, p. 109-112, 2014.

FREITAS, C. A. S. et al. Crescimento da cultura do girassol irrigado com diferentes tipos de água e adubação nitrogenada. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v. 16, n. 10, p. 1031-1039, 2012.

GAZZOLA, A. et al. A cultura do girassol. 1. ed. Piracicaba, SP: ESALQ, 2012. 69 p.

HESPANHOL, I. Um novo paradigma para a gestão de recursos hídricos. Estudos Avançados, São Paulo, v. 22, n. 63, p. 131-158. 2008.

LAUERMANN, A. Caracterização química dos efluentes gerados pelo aterro controlado de Santa Maria e retenção de chumbo e zinco por um argissolo da depressão central do Rio Grande do Sul. 2007. 72 f. Dissertação (Mestrado em Ciência do Solo: Área de Concentração em Processos Físicos e Morfogenéticos do Solo) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2007.

LIRA, M. A. et al. Avaliação das potencialidades da cultura do girassol, como alternativa de cultivo no semiárido nordestino. Natal: EMPARN, 2011. 40 p. (Documentos, 40).

LO MONACO, P. A. V. et al. Características químicas do solo após a fertirrrigação do cafeeiro com águas residuárias da lavagem e descascamento de seus frutos. Irriga, Botucatu, v. 14, n. 3, p. 348-364, 2009.

LOPES, P. V. L. et al. Produtividade de genótipos de girassol em diferentes épocas de semeadura no oeste da Bahia. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2009. 4 p. (Comunicado Técnico, 208).

MATOS, A. T. et al. Produtividade e composição química do capim-tifton 85 submetido a diferentes taxas de aplicação do percolado de resíduo sólido urbano. Engenharia Agrícola, Jaboticabal, v. 33, n. 1, p. 188-200, 2013.

MELLO, R. et al. Características fenológicas, produtivas e qualitativas de híbridos de girassol em diferentes épocas de semeadura para produção de silagem. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 35, n. 3, p. 672-682, 2006.

MENDONÇA, J. M. S. Avaliação da ecotoxicidade de percolados em áreas de disposição de resíduos na região metropolitana de Natal/RN. 2010. 72 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia: linha de pesquisa Ecossistemas Terrestres) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010.

MESQUITA, F. O. Desempenho de gotejadores e produção de capim elefante Pennisetum purpureum Schum com percolado de aterro sanitário no semiárido. 2016. 149 f. Tese (Doutorado em Manejo de Solo e Água: linha de pesquisa Manejo de Solo e Água) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2016.

OLIVEIRA, M. F. et al. Melhoramento do Girassol. In: LEITE, R. M. V. B. C.; BRIGHENTI, A. M.; CASTRO, C. (Eds.). Girassol no Brasil. Londrina: EMBRAPA, 2005. v. 1, cap. 11, p. 269-297.

RICE, E. W.; BAIRD, R. B.; CLESCERI, A. D. Standard methods for the examination of water and wastewater. 22. ed. Washington: APHA, AWWA, WPCR, 2012. 1496 p.

SILVA, C. O. Avaliação do potencial de utilização de percolado bruto e tratado fotoeletroquimicamente de aterro sanitário no desenvolvimento da espécie Helianthus annuus L. 2014. 59 f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Ciências Biológicas: Área de Concentração em Biotecnologia). Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, Rio Claro, 2014.

SILVA, F. C. Manual de análises químicas de solos, plantas e fertilizantes. 2. ed. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica, 2009. 627 p.

SILVA, M. L. O. et al. Crescimento e produtividade do girassol cultivado na entressafra com diferentes lâminas de água. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v. 11, n. 5, p. 482-488, 2007.

SILVA, Y. G. F. et al. Qualidade de óleo de girrassol irrigado com esgoto doméstico tratado. Química: ciência, tecnologia e sociedade, Mossoró, v. 2, n. 2, p. 46-56, 2013.

SOUSA, J. R. M. et al. Germinação de sementes de girassol cv. BRS 324 submetidas a estresse salino simulado por NaCl. Agropecuária Científica no Semiárido. Campina Grande, v. 8, n. 3, p. 123-127, 2012.

SOUZA, P. S. et al. Efeito de diferentes dosagens de Fe3+ na germinação do girassol. Revista Internacional de Ciências, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 73-82, 2013.

Publicado
17-10-2018
Seção
Engenharia Agrícola