RESPOSTA DA BETERRABA A DOSES DE POTÁSSIO EM LATOSSOLO COM ALTO TEOR DO NUTRIENTE

Palavras-chave: Beta vulagaris L.. Adubação potássica. Nutrição mineral. Acúmulo de nutrientes.

Resumo

Tabelas de recomendação de adubação para a cultura da beterraba foram elaboradas com base na resposta a doses de potássio (K) em solos com baixo teor do nutriente. Contudo, são escassas as pesquisas que avaliam a adubação potássica para a cultura da beterraba em solo com alto teor de K, condição comumente encontrada, o que permite melhor compreensão da resposta da cultura ao nutriente. Objetivou-se avaliar a resposta da beterraba a doses de K em Latossolo com alto teor do nutriente. O experimento foi realizado em campo, em delineamento de blocos ao acaso, em esquema fatorial 4 x 2, com quatro repetições. As doses de K foram 0, 60, 120 e 180 kg ha-1 de K2O e as cultivares foram 'Early Wonder' e 'Kestrel'.  Aos 50 dias após o transplante avaliaram-se os teores de nitrogênio (N), fósforo (P), K e boro (B) na folha diagnose. A produtividade e o acúmulo destes quatro nutrientes foram analisados na colheita. As doses de K influenciaram positivamente o teor foliar de K; contudo, sem efeito na produtividade da cultura. Portanto, em Latossolo com alto teor de K disponível, não se recomenda a fertilização potássica. Para a manutenção da fertilidade do solo em nível alto de K, recomenda-se a fertilização com 162 e 126 kg ha-1 de K2O para ‘Early Wonder’ e 'Kestrel', respectivamente, doses equivalentes às quantidades exportadas pela raiz de beterraba.

Referências

BARBOSA, J. C.; MALDONADO JÚNIOR, W. Experimentação Agronômica e Agroestat: Sistema para análises estatísticas de ensaios agronômicos. 1. ed. Jaboticabal, SP: Gráfica Multipress Ltda, 2015. 396 p.

CARDOSO, A. I. I. et al. Accumulation of macronutrients in beetroot plant. Horticultura Brasileira, 35: 328-334, 2017.

CASALI, W. D. Beterraba. In: RIBEIRO, A. C.; GUIMARÃES, P. T. G.; ALVAREZ, V. V. H. (Eds.). Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais. 5a aproximação. Viçosa, MG: Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais, 1999. v. 1, cap. 5, p. 25-32.

CECÍLIO FILHO, A. B. et al. Épocas de cultivo e parcelamento da adubação nitrogenada para rúcula. Comunicata Scientiae, 5: 252-258, 2014.

CECÍLIO FILHO, A. B. et al. Potassium fertilization of lettuce in potassium-rich Eutrudox soil. African Journal of Agricultural Research, 10: 194-199, 2015.

CORREA, C. V.; CARDOSO, A. I. I.; CLAUDIO, M. T. R. Produção de repolho em função de doses e fontes de potássio em cobertura. Semina: Ciências Agrárias, 34: 2129-2138, 2013.

FARIA, A. F. et al. Capacidade de suprimento de potássio em solos de Minas Gerais-Brasil. Spanish Journal of Soil Science, 2: 26-37, 2012.

GONDIM, A. R. O. et al. Boron foliar application in nutrition and yield of beet and tomato.Journal of Plant Nutrition, 38: 1573-1579, 2015.

HAWKESFORD, M. et al. Functions of macronutrients. In: MARSCHNER, P. (Ed.). Marschner's mineral nutrition of higher plants. NewYork: Elsevier, 2012. cap. 6, p. 135-189.

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA. Câmara Temática de Insumos Agropecuários. 2018. Disponível em: <http://www.agricultura.gov.br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-tematicas/insumos-agropecuarios/2018/94aro/94a_ctia_19_02_2018.pdf>. Acesso em: 18 out. 2019.

MIYAZAWA, M. et al. Análise química de tecido vegetal. In: Silva, F. C. (Ed.). Manual de análises químicas de solos, plantas e fertilizantes. Brasília, DF: Embrapa, 2009. v. 2, cap. 2, p. 191-233.

OOSTERHUIS, D. M. et al. The physiology of potassium in crop production. Advances in Agronomy, 126: 203-233, 2014.

RAIJ, B. van. et al. Análise química para avaliação da fertilidade de solos tropicais. Campinas, SP: IAC, 2001. 285 p.

SANTOS, H. G. et al. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 5. ed. Brasília, DF: EMBRAPA, 2018. 356 p.

SEDIYAMA, M. A. N. et al. Produtividade e exportação de nutrientes em beterraba cultivada com cobertura morta e adubação orgânica. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, 15: 883-889, 2011.

SILVA, A. O.; SILVA, Ê. F. F.; KLAR, A. E. Acúmulo e exportação de macronutrientes em beterraba sob diferentes manejos de fertirrigação e salinidade. Bragantia, 76: 125-134, 2017.

TIVELLI, S. W. et al. Beterraba, do plantio à comercialização. Campinas, SP: IAC, 2011. 45 p.

TRANI, P. E. et al. Adubação Orgânica de Hortaliças e Frutíferas. Campinas, SP: IAC, 2013. 16 p.

TRANI, P. E. et al. Beterraba, cenoura, nabo, rabanete e salsa. In: RAIJ, B. van et al. (Eds.). Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. Campinas, SP: IAC, 1997. p. 174-175.

TRANI, P. E. et al. Beterraba. In: TRANI, P. E. et al. (Eds.). Hortaliças, recomendação de calagem a adubação para o estado de São Paulo. Campinas, SP: CATI, 2018. p. 41-43.

TRANI, P. E.; RAIJ, B. van. HORTALIÇAS. In: RAIJ, B. van et al. (Eds.). Recomendação de adubação e calagem para o estado de São Paulo. Campinas, SP: IAC, 1997. p. 157-164.

ZANFIROV, C. A. et al. Produção de cenoura em função das doses de potássio em cobertura. Horticultura Brasileira, 30: 747-750, 2012.

ZENGIN, M. et al. Effects of potassium, magnesium, and sulphur containing fertilizers on yield and quality of sugar beets (Beta vulgaris L.). Turkish Journal of Agriculture and Forestry, 33: 495-502, 2009.

ZÖRB, C.; SENBAYRAMB, M.; PEITER, E. Potassium in agriculture - Status and perspectives. Journal of Plant Physiology, 171: 656-669, 2014.

Publicado
2020-07-31
Seção
Agronomia