Estresse salino in vitro em Physalis angulata: aspectos morfofisiológicos e bioquímicos

Autores

  • Isabela Souza Coccorese Conceição Postgraduate Program in Plant Genetic Resources, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, Brazil https://orcid.org/0009-0009-4423-3715
  • Gabriela Torres-Silva Postgraduate Program in Plant Genetic Resources, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, Brazil https://orcid.org/0000-0002-9545-5053
  • Vitor Oliveira dos Santos Postgraduate Program in Plant Genetic Resources, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, Brazil https://orcid.org/0009-0001-3053-0876
  • Marilza Neves do Nascimento Postgraduate Program in Plant Genetic Resources, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, Brazil https://orcid.org/0000-0003-3344-9106
  • Alone Lima-Brito Postgraduate Program in Plant Genetic Resources, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, Brazil https://orcid.org/0000-0003-3481-6481

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3915114rc

Palavras-chave:

Fisális. NaCl. Prolina.

Resumo

O estresse salino, ocorrente em regiões áridas e semiáridas, desencadeia problemas agrícolas que prejudicam o crescimento e o desenvolvimento das plantas. A espécie Physalis angulata pertence à família Solanaceae, que engloba plantas moderadamente sensíveis à salinidade. Para verificar as respostas ao estresse salino, o cultivo in vitro apresenta-se como uma alternativa, uma vez que proporciona o controle das condições ambientais. Diante disso, esse trabalho teve como objetivo avaliar o impacto do estresse salino sobre o crescimento, índices de clorofila e compostos bioquímicos de P. angulata cultivada in vitro. Assim, sementes de P. angulata foram inoculadas em meio de cultura MS ½, e aos dez dias as plantas foram transferidas para meio de mesma composição acrescido de NaCl nas concentrações de 0, 25, 50, 75 e 100 mM. Após três períodos de cultivo, 10, 20 e 30 dias, foram realizadas análises morfofisiológicas e bioquímicas. Os resultados demonstram que o estresse salino compromete o crescimento e a homeostase celular de P. angulata. A sobrevivência de todas as plantas durante o cultivo sugere que a espécie apresenta certa capacidade de sobrevivência sob salinidade, embora com redução significativa das variáveis morfofisiológicas, especialmente nos tratamentos com maior salinidade e maior tempo de exposição ao estresse. As análises bioquímicas revelaram diferenças significativas entre os tratamentos para teor de açúcares redutores e solúveis totais, proteínas e aminoácidos, com destaque para o acúmulo de prolina, que apresentou incremento associado à intensidade do estresse, indicando sua atuação como marcador bioquímico de estresse.

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Publicado

03-11-2026

Edição

Seção

Artigo Científico