Estresse salino in vitro em Physalis angulata: aspectos morfofisiológicos e bioquímicos
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3915114rcPalavras-chave:
Fisális. NaCl. Prolina.Resumo
O estresse salino, ocorrente em regiões áridas e semiáridas, desencadeia problemas agrícolas que prejudicam o crescimento e o desenvolvimento das plantas. A espécie Physalis angulata pertence à família Solanaceae, que engloba plantas moderadamente sensíveis à salinidade. Para verificar as respostas ao estresse salino, o cultivo in vitro apresenta-se como uma alternativa, uma vez que proporciona o controle das condições ambientais. Diante disso, esse trabalho teve como objetivo avaliar o impacto do estresse salino sobre o crescimento, índices de clorofila e compostos bioquímicos de P. angulata cultivada in vitro. Assim, sementes de P. angulata foram inoculadas em meio de cultura MS ½, e aos dez dias as plantas foram transferidas para meio de mesma composição acrescido de NaCl nas concentrações de 0, 25, 50, 75 e 100 mM. Após três períodos de cultivo, 10, 20 e 30 dias, foram realizadas análises morfofisiológicas e bioquímicas. Os resultados demonstram que o estresse salino compromete o crescimento e a homeostase celular de P. angulata. A sobrevivência de todas as plantas durante o cultivo sugere que a espécie apresenta certa capacidade de sobrevivência sob salinidade, embora com redução significativa das variáveis morfofisiológicas, especialmente nos tratamentos com maior salinidade e maior tempo de exposição ao estresse. As análises bioquímicas revelaram diferenças significativas entre os tratamentos para teor de açúcares redutores e solúveis totais, proteínas e aminoácidos, com destaque para o acúmulo de prolina, que apresentou incremento associado à intensidade do estresse, indicando sua atuação como marcador bioquímico de estresse.
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