Trocas gasosas e estado hídrico em cacau consorciado e monocultivo sob diferentes lâminas de irrigação
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3915239rcPalavras-chave:
Irrigação. Theobroma cacao. Consórcio.Resumo
O cacau possui elevada relevância socioeconômica na região da Transamazônia, onde a irregularidade das chuvas pode afetar o desempenho fisiológico das plantas. Este estudo avaliou as trocas gasosas e o estado hídrico do cacaueiro seminal cultivado em sistema consorciado e em monocultivo, submetido às lâminas de 0, 65, 100 e 130% da evapotranspiração de referência. O experimento foi conduzido em campo, em delineamento de parcelas subdivididas, com cinco blocos. Foram avaliados o potencial hídrico foliar (Ψf), a taxa de assimilação líquida de CO2 (A), condutância estomática (gs), concentração intercelular de CO2 (Ci), transpiração da folha (E), eficiência instantânea do uso da água (WUE) e a eficiência de carboxilação (CE). No período chuvoso, não foram observadas diferenças significativas no Ψf entre os tratamentos, cujos valores do Ψf das plantas variaram de –0,17 a –0,55 MPa, indicando elevada disponibilidade hídrica. Nesse período, o monocultivo apresentou maiores valores de A, gs e E, em função da maior disponibilidade de radiação fotossinteticamente ativa, enquanto a WUE foi aproximadamente 38% menor no monocultivo do que no sistema consorciado. No período menos chuvoso, o aumento das lâminas de irrigação elevou progressivamente o Ψf, indicando mitigação do estresse hídrico. O monocultivo apresentou maior Ψf médio (–0,75 MPa) que o consórcio (–1,07 MPa). Conclui-se que a irrigação é determinante para a manutenção do estado hídrico durante o período menos chuvoso, enquanto, no período chuvoso, os sistemas apresentam respostas distintas, relacionadas à disponibilidade de radiação e à eficiência no uso da água.
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