Fenologia e acúmulo térmico de genótipos de cevada cervejeira irrigada sob doses de nitrogênio no cerrado
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3915297rcPalavras-chave:
Graus-dia. Estádios fenológicos. Hordeum vulgare L. Irrigação. Adubação nitrogenada.Resumo
O cultivo de cevada no Cerrado brasileiro tem contribuído para a produção de malte e para a adaptação da cultura a ambientes irrigados, reduzindo a necessidade de importações. Compreender as interações genótipo × ambiente é essencial para otimizar o desempenho da cultura, especialmente pela caracterização fenológica e da dinâmica do tempo térmico. Este estudo avaliou a resposta fenológica de seis genótipos de cevada cervejeira a diferentes doses de nitrogênio sob irrigação no Cerrado do Planalto Central. O experimento foi conduzido na estação experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina, Distrito Federal, Brasil, em delineamento de blocos casualizados, com parcelas subdivididas e três repetições. Foram avaliadas quatro doses de nitrogênio (0, 20, 40 e 80 kg há−1) e seis genótipos (BRS Savanna, CEV 98074, Lacey, Prestige, BRS 180 e BRS 195). Os estádios fenológicos foram monitorados, e o acúmulo térmico foi expresso em graus-dia. Genótipo, estádio fenológico e sua interação afetaram significativamente as exigências térmicas, enquanto as doses de nitrogênio não afetaram o acúmulo térmico nem a progressão fenológica. BRS 195 apresentou o ciclo mais longo, requerendo 1.562,83 °C dia−1 até o espigamento, enquanto Lacey e CEV 98074 foram os mais precoces, requerendo 1.119,93 e 1.190,28 °C dia−1, respectivamente. A diferença de 388,88 °C dia−1 entre os genótipos mais contrastantes correspondeu a aproximadamente 19 dias na floração, indicando variabilidade fenológica. Assim, o desenvolvimento fenológico e o acúmulo térmico da cevada cervejeira irrigada foram determinados principalmente pelo genótipo, enquanto as doses de nitrogênio não tiveram efeito significativo, nas condições ambientais avaliadas.
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