Registro de cateto [Dicotyles tajacu (Linnaeus, 1758)] na Caatinga: ausência de detecção, recolonização ou soltura?

Autores

  • Paulo Henrique Dantas Marinho Postgraduate Program in Development and Environment, Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Mossoró, RN, Brazil https://orcid.org/0000-0001-7205-3089
  • Lucas Vinícios Toretto Independent citizen scientist, Currais Novos, RN, Brazil https://orcid.org/0009-0004-2026-2910
  • Jackson Gomes Postgraduate Program in Ecology and Conservation, Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Mossoró, RN, Brazil https://orcid.org/0000-0002-4898-8033
  • Rani Priscila de Sousa Postgraduate Program in Urban and Regional Studies, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brazil https://orcid.org/0000-0002-6642-3722
  • Cecilia Calabuig Department of Biosciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN, Brazil https://orcid.org/0000-0002-1243-1700

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252026v3915517rc

Palavras-chave:

Mamíferos de grande porte. Semiárido. Floresta tropical sazonalmente seca. Tamanho de grupo. Tayassuidae.

Resumo

Apesar de sua reconhecida importância ecológica, informações básicas sobre a história natural e o comportamento do cateto (Dicotyles tajacu) permanecem escassas em muitas ecorregiões, incluindo a floresta tropical sazonalmente seca brasileira (Caatinga), onde a espécie pode ser considerada localmente extinta em grande parte de sua área de ocorrência histórica. Este estudo relata a presença de D. tajacu em uma área semiárida da região Nordeste do Brasil onde a espécie era considerada localmente extinta. São discutidos aspectos da história natural e da provável origem de um grupo de pelo menos oito indivíduos registrados forrageando no vale de um rio intermitente por meio de uma observação de ciência cidadã. Os registros confirmados mais próximos estão a aproximadamente 130 km de distância, sugerindo três hipóteses para a origem dessa possível nova população: falha na detecção, recolonização natural ou soltura mediada por humanos. O comportamento cauteloso e evasivo de D. tajacu, parcialmente observado neste registro, é bem conhecido e pode contribuir para sua persistência em ambientes perturbados. O tamanho do grupo registrado encontra-se dentro da variação descrita na literatura e supera os tamanhos de grupos observados em outros biomas. Este registro amplia a área de distribuição conhecida de D. tajacu no semiárido brasileiro e fornece informações inéditas sobre sua história natural e seu comportamento na floresta seca da Caatinga. São necessárias novas pesquisas e medidas efetivas de conservação, como a criação de áreas protegidas para garantir a persistência das populações da espécie.

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Publicado

27-10-2026

Edição

Seção

Artigo Científico