UNIDADES GOTEJADORAS OPERANDO COM PERCOLADO DE ATERRO DILUÍDO

Autores

  • Francisco de Oliveira Mesquita Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
  • Sandra Maria Campos Alves Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
  • Rafael Oliveira Batista Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
  • Tarcísio Batista Dantas Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
  • Luiz Di Souza Department of Chemistry, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Mossoró, RN

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252016v29n119rc

Palavras-chave:

Água residuária. Bioincrustação. Irrigation.

Resumo

Os sistemas de irrigação por gotejamento se destacam para a aplicação de águas residuárias, devido à minimização das perdas de água, dos riscos ambientais e de saúde pública, porém a obstrução dos emissores representa um problema potencial dessa tecnologia. Objetivou-se com este trabalho avaliar o coeficiente de variação de vazão (FCV) e o coeficiente de uniformidade estatístico (Us) de unidades gotejadoras abastecidas com percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento. O experimento foi conduzido sob delineamento inteiramente casualizado no esquema de parcelas subdivididas, tendo nas parcelas os tipos de gotejadores (G1 não autocompensante; e G2, G3 e G4 autocompensantes) e nas subparcelas os tempos de avaliação (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 horas), com quatro repetições. Os valores de FCV, CSU e das características físico-químicas e biológicas do percolado de aterro sanitário diluído foram determinadas a cada 20 horas, até completar 160 horas de operação das unidades gotejadoras. A bioincrustação proporcionou maiores alterações nos valores de FCV e CSU da unidade gotejadora com gotejador G1 (não autocompensante) em relação às unidades dotadas dos gotejadores G2, G3 e G4 (autocompensantes). O gotejador G3 foi o mais adequado na aplicação do percolado de aterro sanitário diluído.

Biografia do Autor

  • Francisco de Oliveira Mesquita, Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
    Doutorando do Programa de Pós Graduação em Manejo de Solo e Água, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, UFERSA. Possui Mestrado em Manejo de Solo e Água pela Universidade Federal da Paraíba (2011). Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (2009). Tem técnico em Agropecuária pela UEPB - Escola Agrotécnica do Cajueiro (2003). Atua na área de Agronomia, com ênfase em sistema de produção, Relação Água - Solo - Planta, atuando principalmente nos seguintes temas: irrigação, salinidade, insumos naturais, culturas exóticas (Nim e Noni), culturas tropicais como passiflora edullis, Carica papaya e Olerícolas Licopersicon pimpinellifolium, etc. Atua na área de Manejo de Solo e Água - área de concentração: IMPACTOS AMBIENTAIS PELO USO DO SOLO E DA ÁGUA. Atualmente é revisor de períodicos: Brazilian Journal of Irrigation And Drainage; Pesquisa Agropecuária Tropical - Goias e a Revista DYNA - Universidad Nacional de Colombia.
  • Sandra Maria Campos Alves, Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (1996), Mestrado em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1999) e Doutorado em Solos e Nutrição de Plantas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (2005).Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Agroecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Gestão ambiental, poluição do solo e re utilização de resíduos na agricultura.
  • Rafael Oliveira Batista, Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
    Possui graduação em Engenharia Agrícola pela UFV (2002), mestrado em Engenharia Agrícola pela UFV (2004), doutorado em Engenharia Agrícola pela UFV (2007) e Pós-Doutorado em Engenharia Agrícola pela UFV (2010). Atualmente é Professor Adjunto II da Universidade Federal Rural do Semi Árido; Docente do Curso de Graduação em Engenharia Agrícola e Ambiental; Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Manejo de Solo e Água; Líder do Grupo de Pesquisa Tratamento e manejo de resíduos para o desenvolvimento sustentável do semiárido da UFERSA; e autor e co-autor de 95 artigos de periódicos nacionais e internacionais, de 225 artigos de eventos nacionais e internacionais e 4 pedidos de patentes de produtos e processos inovadores. Tem experiência na área de Engenharia Agrícola, com ênfase em Recursos Hídricos e Ambientais, atuando principalmente nos seguintes temas: engenharia e manejo de irrigação; tratamento de água; planejamento e análise econômica de projetos hidroagrícolas; e tratamento, manejo e disposição de resíduos agroindustriais e urbanos.
  • Tarcísio Batista Dantas, Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
    Geógrafo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN e Mestre em Ciência do Solo na Universidade Federal Rural do Semi Árido - UFERSA. Atualmente é funcionário da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte - EMPARN, na qual executa projetos de pesquisa e conduz análises mineralógicas do solo, água e planta no Laboratório. Tem experiência na área Geográfica e Agronômica
  • Luiz Di Souza, Department of Chemistry, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Mossoró, RN
    Possui graduação em Engenharia Industrial Química pela Faculdade de Engenharia Química de Lorena (1987), mestrado (1992) e doutorado (1996) em Ciência e Engenharia dos Materiais pela Universidade Federal de São Carlos Atualmente é professor adjunto 4 do departamento de química e membro efetivo do mestrado em Ciências Naturais (MCN) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Tem experiência na área de Engenharia Química, com ênfase em Polímeros, na área ambiental com pesquisas em monitoramento da qualidade da água e energia na área de síntese de novos catalisadores heterogêneos para produção de combustíveis e na área de síntese e controle de qualidade de combustíveis. Tem 8 trabalhos publicados em periódicos internacionais e dezenas de trabalhos publicados em periódicos e sítios de circulação nacional e cerca de 300 trabalhos publicados em anais de eventos científicos da área de química ou correlata. Participa de projeto de extensão que monitora a qualidade das água do Rio Grande do Norte (programa água azul) e como consultor de assuntos ambientais do Ministério publico local. Também atua na área de educação em química desenvolvendo ações que facilitem a aprendizagem pelo uso de técnicas que utilizam as artes cênicas.

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Publicado

12-03-2016

Edição

Seção

Engenharia Agrícola