CONTROLE EM PÓS-EMERGÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS POR HERBICIDAS UTILIZADOS NA CULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR

Autores

  • Paulo Vinicius da Silva ESALQ - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"/USP
  • Patrícia Andrea Monquero Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, Brasil. Centro de Ciências Agrárias
  • William Sanches Munhoz Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, Brasil. Centro de Ciências Agrárias

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252015v28n403rc

Palavras-chave:

Controle químico. Palha. Colheita mecanizada. Cana-de-açúcar.

Resumo

A implantação do sistema de colheita mecanizada de cana-de-açúcar resultou em alterações no sistema produtivo, dentre elas a modificação da flora infestante, haja vista a promoção do surgimento de espécies de plantas daninhas que antes não eram recorrentes nos canaviais. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo determinar curvas de dose resposta dos herbicidas amicarbazone, saflufenacil, mesotrione e sulfentrazone em pós-emergência no controle das plantas daninhas Merremia aegyptia, Ipomoea purpurea, Luffa aegyptiaca, Mucuna aterrima e Ricinus communis. O experimento foi realizado em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições. Os tratamentos constituíram da aplicação das diferentes doses dos herbicidas sobre as plantas daninhas M. aegyptia, I. purpúrea, L. aegyptiaca, M. aterrima e R. communis quando estas se encontravam no segundo par de folhas verdadeiras. O método utilizado foi o de curva de dose resposta, sendo aplicadas doses equivalentes a 1,5, 1,0, 0,5, 0,25 e 0,00 vezes a dose comercial de cada produto (amicarbazone, saflufenacil, mesotrione e sulfentrazone). Aos 7, 14 e 21 dias após as aplicações dos tratamentos (DAT) foram avaliados visualmente o controle, e aos 21 DAT determinada a massa seca da parte aérea. O amicarbazone e sulfentrazone na dose comercial ocasionou controle superior a 80% para todas as espécies estudadas. Os herbicidas saflufenacil e mesotrione não foram eficazes no controle de L. aegyptiaca e R. communis, respectivamente. Dessa forma, foram observados diferentes níveis de suscetibilidade das espécies de plantas daninhas aos herbicidas aplicados em pós-emergência, sendo os mais eficazes amicarbazone e sulfentrazone.

Biografia do Autor

  • Paulo Vinicius da Silva, ESALQ - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"/USP
    Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade federal de São Carlos (2011). Mestrado em Agricultura e Ambiente pela Universidade Federal de São Carlos (2013). Atualmente e doutorando do programa de fitotecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP), desenvolvendo projeto relacionado a eficácia de controle e comportamento no solo de herbicidas aplicados em condições de seca. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Matologia, atuando principalmente nos seguintes temas: herbicidas e seu comportamento no ambiente, biologia de plantas daninhas e manejo de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar.
  • Patrícia Andrea Monquero, Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, Brasil. Centro de Ciências Agrárias
    Possui graduação em Agronomia pela Universidade de São Paulo (1996), mestrado em Fitotecnia pela Universidade de São Paulo (1999) e doutorado em Fitotecnia pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é professora associada no Departamento De Recursos Naturais e Proteçao Ambiental do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Matologia, atuando principalmente nos seguintes temas: herbicidas, ambiente, germinação, manejo e cana-de-açucar
  • William Sanches Munhoz, Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, Brasil. Centro de Ciências Agrárias
    É estudante de graduação em Engenharia Agronômica no Centro de Ciências Agrárias (CCA), campus de Araras, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Foi coordenador do Grupo de Estudos em Ciências Agrárias (GECA) e bolsista Fapesp da UFSCar. Foi estagiário da Stoller do Brasil Ltda e está realizando seu estágio de conclusão de curso na LogTrac Consultores Associados. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Manejo de plantas infestantes, nutrição, comercial (vendas) e logística, atuando principalmente nos seguintes temas: plantas daninhas, controle, efeito residual, atividade microbiana, nutrição mineral, fisiologia, logística e controle de trafego

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Publicado

18-11-2015

Edição

Seção

Agronomia