IDENTIFICAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE Trichoderma spp. ARMAZENADOS E NATIVOS NO BIOCONTROLE DE Sclerotinia sclerotiorum

Autores

  • Gerarda Beatriz Pinto da Silva Departamento de Fitossanidade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Faculdade de Agronomia, Av. Bento Gonçalves, 7712, 91540-000, Porto Alegre(RS), Brasil.
  • Leise Inês Heckler Departamento de Defesa Fitossanitária, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Av. Roraima, 1000, 97105-900, Santa Maria(RS), Brasil.
  • Ricardo Feliciano dos Santos Departamento de Fitopatologia, Universidade de São Paulo - USP, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ, Av. Pádua Dias, 11, 13418-900, Piracicaba(SP), Brasil.
  • Miria Rosa Durigon UPF - Universidade de Passo Fundo
  • Elena Blume Departamento de Defesa Fitossanitária, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Av. Roraima, 1000, 97105-900, Santa Maria(RS), Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252015v28n404rc

Palavras-chave:

Mofo-branco. Controle biológico. Lactuca sativa L.

Resumo

O fungo Sclerotinia sclerotiorum é responsável por perdas significativas na produção de alface. Por se tratar de um fungo habitante do solo seu manejo é dificultado, sendo uma alternativa o uso do controle biológico utilizando espécies do gênero Trichoderma. Dessa forma, os objetivos deste trabalho foram identificar as espécies Trichoderma spp. nativas presentes em solo com (CP) e sem mofo-branco (SP), avaliar a velocidade de crescimento e o antagonismo in vitro dos isolados de Trichoderma spp. à S. sclerotiorum e verificar o potencial de biocontrole proporcionado por Trichoderma spp. microbiolizado em sementes de alface, cultivadas em substrato infestado com S. sclerotiorum. Foram utilizados isolados de Trichoderma spp. oriundos de áreas com e sem histórico de mofo-branco ou armazenados em água. Nos ensaios in vitro foram avaliados a taxa de crescimento micelial e a esporulação dos isolados de Trichoderma spp. e controle de Trichoderma spp. versus S. sclerotiorum. Para o ensaio in vivo sementes de alface foram microbiolizadas com Trichoderma spp. e o substrato infestado com S. sclerotiorum. Os isolados nativos de Trichoderma identificados pertencem às espécies T. koningiopsis e T. asperellum. Os isolados CP apresentaram maior taxa de crescimento micelial quando comparado aos SP e aos armazenados, enquanto que os isolados armazenados apresentaram melhores respostas na confrontação direta. A aplicação de Trichoderma spp. promoveu o crescimento de plântulas de alface mais vigorosas quando comparadas à testemunha, assim como um bom desenvolvimento das plântulas na presença do patógeno.

Biografia do Autor

  • Gerarda Beatriz Pinto da Silva, Departamento de Fitossanidade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Faculdade de Agronomia, Av. Bento Gonçalves, 7712, 91540-000, Porto Alegre(RS), Brasil.
    Departamento de Fitossanidade, Faculdade de Agronomia - UFRGS
  • Leise Inês Heckler, Departamento de Defesa Fitossanitária, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Av. Roraima, 1000, 97105-900, Santa Maria(RS), Brasil.
    Doutorado em Fitotecnia da UFSM
  • Ricardo Feliciano dos Santos, Departamento de Fitopatologia, Universidade de São Paulo - USP, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ, Av. Pádua Dias, 11, 13418-900, Piracicaba(SP), Brasil.
    Doutorando em Fitopatologia da Esalq
  • Miria Rosa Durigon, UPF - Universidade de Passo Fundo
    Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, FAMV, Universidade de Passo Fundo - UPF, BR 285, São José, 99052-900, Passo Fundo(RS), Brasil.
  • Elena Blume, Departamento de Defesa Fitossanitária, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Av. Roraima, 1000, 97105-900, Santa Maria(RS), Brasil.
    Professor Associado de Fitopatologia Tutora PET-Agronomia UFSM/CCR/Defesa Fitossanitária Santa Maria - RS

Downloads

Publicado

18-11-2015

Edição

Seção

Agronomia