CARACTERIZAÇÃO FOTOSSINTÉTICA DA ESPÉCIE ISOHÍDRICA PATA-DE-ELEFANTE EM CONDIÇÕES DE DEFICIÊNCIA HÍDRICA

Autores

  • Suzana Chiari Bertolli Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Campus Rio Claro
  • Juliano de Souza
  • Gustavo Maia Souza Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE)

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252015v28n322rc

Palavras-chave:

Beaucarnea recurvata Lem. Desidratação. Regulação hídrica. Trocas gasosas.

Resumo

A manutenção do status hídrico de uma planta é essencial para seu desenvolvimento adequado em ambientes com limitação da disponibilidade de água. Diferentes espécies possuem diversos mecanismos que conferem maior habilidade de sobrevivência em condições de seca. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações de parâmetros fisiológicos da espécie isohídrica Beaucarnea recurvata Lem. O estudo envolveu experimentos com desidratação lenta (DL) realizado por meio da suspensão da irrigação seguida por reidratação, e com desidratação rápida (DR), onde folhas individuais foram destacadas e colocadas para desidratar em bancada de laboratório. Os resultados mostraram que apesar da porcentagem de água no solo atingir valores críticos (12%) logo nos primeiros dias de DL as plantas apresentaram manutenção do conteúdo relativo de água (≅80%) ao longo de 54 dias de DL, quando a fotossíntese líquida (PN) atingiu valores nulos. Ao longo de DL foi observado que a PN, a condutância estomática (gs), a eficiência instantânea de carboxilação, a eficiência fotoquímica e o conteúdo de clorofila foram reduzidos. No experimento de DR foi observada alta correlação entre PN e gs. Os resultados sugerem que a redução da fotossíntese foi inicialmente causada por um ajuste estomático, culminando com um desequilíbrio entre a produção de energia fotoquímica e o seu consumo pelo aparato bioquímico da fotossíntese. Entretanto, após a reidratação, os parâmetros de trocas gasosas foram recuperados, indicando que o comportamento isohídrico dessa espécie contribuiu para que as plantas não sofressem danos extensivos durante um período prolongado de suspensão da irrigação.

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Publicado

31-08-2015

Edição

Seção

Engenharia Agrícola