EFEITO DA IRRIGAÇÃO NO RENDIMENTO E QUALIDADE DE FIBRAS EM CULTIVARES DE ALGODOEIRO HERBÁCEO

Autores

  • João Henrique Zonta Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).
  • José Renato Cortez Bezerra Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).
  • Valdinei Sofiatti Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).
  • Francisco José Correia Farias Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).
  • Luiz Paulo de Carvalho Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252015v28n405rc

Palavras-chave:

Déficit hídrico. Algodão. Semiárido.

Resumo

Objetivou-se avaliar a produtividade, o rendimento e a qualidade de fibras de cultivares de algodoeiro herbáceo submetidas a diferentes lâminas de irrigação. Durante dois anos consecutivos foi conduzido um experimento de campo na região de Apodi (RN) disposto em parcelas subdivididas com quatro lâminas de irrigação (130, 100, 70 e 40% da evapotranspiração da cultura - ETc) e quatro cultivares de algodoeiro (FiberMax 993, BRS 286, BRS 336 e BRS 335), em delineamento de blocos casualizados com quatro repetições. Foram avaliadas a produtividade, a percentagem e a qualidade das fibras do algodoeiro. Houve diferença significativa para as características avaliadas entre as cultivares e as lâminas de irrigação. A rega com déficit (70 e 40% ETc) ocasionou declínio na produtividade de algodão em caroço, na percentagem e qualidade das fibras. As cultivares FiberMax 993 e BRS 286 apresentaram as maiores produtividades e percentagem de fibras entre as cultivares avaliadas. Com a lâmina de 40% da ETc as cultivares de fibra média (FiberMax 993, BRS 286 e BRS 335) apresentaram fibras curtas, e a cultivar de fibra longa (BRS 336) apresentou fibra média. De forma geral, a redução na qualidade da fibra não foi severa, haja vista a fibra produzida está dentro da faixa de qualidade aceitável pela indústria têxtil nacional, mesmo em condições de déficit hídrico. Dessa forma, a decisão em irrigar o algodoeiro com ou sem déficit hídrico dependerá dos custos da irrigação e do valor de mercado do produto.

Biografia do Autor

  • João Henrique Zonta, Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).
    Pesquisador na área de Recursos Hídricos e Ambientais
  • José Renato Cortez Bezerra, Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).
    Pesquisador na área de Recursos Hídricos e Ambientais
  • Valdinei Sofiatti, Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).
    Pesquisador na área de fitotecnia
  • Francisco José Correia Farias, Embrapa Algodão, Caixa Postal 174, 58428-095, Campina Grande (PB).
    Pesquisador na área de genética e melhoramento de plantas

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Publicado

18-11-2015

Edição

Seção

Agronomia