INTERAÇÕES ENTRE OS COMPONENTES HERBACEO E ARBUSTIVO-ARBÓREO EM UMA REGIÃO SEMIÁRIDA NO NORDESTE DO BRASIL: COMPETIÇÃO OU FACILITAÇÃO?
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-21252015v28n318rcPalavras-chave:
Caatinga. Microhabitat. Microclima. Diversidade. Estrutura.Resumo
Em condições de elevado estresse as interações entre espécies podem ser positivas. Ilhas de vegetação perene podem melhorar as condições do sub-bosque e facilitar o estabelecimento de plantas herbáceas. A hipótese deste estudo é que as ilhas de vegetação perene de uma área de caatinga abrigam uma maior riqueza, diversidade, densidade e indivíduos com maior altura e diâmetro do que os espaços abertos. O estudo foi realizado em uma área de caatinga em Petrolândia, Pernambuco, Brasil. Para o levantamento florístico e estrutural (densidade e altura e diâmetro dos indivíduos) das herbáceas, foram instaladas 27 parcelas no centro das ilhas de vegetação lenhosa, 38 na borda das ilhas (em um total de 38 ilhas) e 35 nos espaços abertos. Foram registradas 51 espécies no centro e 55 na borda das ilhas e 48 nas áreas abertas. A riqueza média das áreas abertas foi menor do que a riqueza média das ilhas. A diversidade foi maior no centro das ilhas e diminuiu na borda da ilha e nas áreas abertas. A densidade média foi menor nas áreas abertas do que nas ilhas. A densidade média na borda das ilhas foi maior do que no centro das ilhas. Não houve diferença no diâmetro médio das plantas herbáceas. A altura média dos indivíduos foi maior no centro das ilhas. Neste estudo, a riqueza de espécies, diversidade, densidade e altura da comunidade herbácea instalada nas ilhas foram maiores do que nas áreas abertas. Então, as ilhas de vegetação perene facilitam o estabelecimento das espécies herbáceas.Downloads
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