CULTIVO DO CAMARÃO MARINHO, SOB DIFERENTES DENSIDADES DE ESTOCAGEM E ALIMENTAÇÃO, EM ÁGUAS OLIGOHALINAS

Autores

  • Maurício Nogueira da Cruz Pessôa Academic Unity of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE
  • Juliana Maria Alderado Vidal Academic Unity of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE
  • Ugo Lima Silva Academic Unity of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE
  • Paulo de Paula Mendes Department of Fishing and Aquiculture, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252016v29n321rc

Palavras-chave:

Litopenaeus vannamei. Baixa salinidade. Semiárido.

Resumo

O cultivo do Litopenaeus vannamei vem sendo ampliado nas áreas interioranas, fazendo uso de águas com baixa salinidade. As técnicas de cultivo em águas costeiras já estão bastante desenvolvidas, porém em condições de baixa salinidade são necessários vários estudos, como a composição iônica ideal da água e seus efeitos sobre os índices zootécnicos. O Brasil tem adotado essa estratégia e o semiárido surge como uma região de grande potencial, já que dispõe de clima e condições hídricas favoráveis. Desta forma, cultivos experimentais foram realizados no município de Serra Talhada – PE, com o objetivo de avaliar a influência de duas estratégias de alimentação (com e sem ração) e três densidades de cultivo (5, 10 e 15 camarões.m-2), nas variáveis de produção dessa espécie. Para tanto foram utilizados três viveiros escavados de 280 m2, onde foram instalados seis cercados de telas medindo 20 m2. A estocagem foi realizada com juvenis de 8,53 g, o cultivo teve duração de 50 dias e os animais foram alimentados duas vezes por dia com ração comercial, contendo 25% de proteína bruta, monitorada a qualidade da água (salinidade±1,0 g.L-1; temperatura ± 28,09 ºC; pH ± 8,48; entre outros) e crescimento dos camarões durante o cultivo, com biometrias semanais. Foi detectada diferença significativa apenas no tratamento sem ração com 15 camarões.m-2, o peso médio final entre todos os tratamentos variou de 13,16±1,33 g a 15,50±1,66 g. As taxas de sobrevivências foram melhores nos tratamentos com ração, a variação entre os tratamentos foi de 60,56±6,76% e 83,00±4,00%.

Biografia do Autor

  • Maurício Nogueira da Cruz Pessôa, Academic Unity of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE
    Engenheiro de Pesca, professor da UNIDADE ACADEMICA DE SERRA TALHADA - UFRPE
  • Juliana Maria Alderado Vidal, Academic Unity of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE
    Engenheira de Pesca, professora da UNIDADE ACADEMICA DE SERRA TALHADA - UFRPE
  • Ugo Lima Silva, Academic Unity of Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, PE
    Engenheiro de Pesca, professor da UNIDADE ACADEMICA DE SERRA TALHADA - UFRPE
  • Paulo de Paula Mendes, Department of Fishing and Aquiculture, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE
    Engenheiro de Pesca - Professor Associado IV - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO - Departamento de Pesca e Aquicultura

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Publicado

20-07-2016

Edição

Seção

Engenharia de Pesca