EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA NA PRODUÇÃO DE MAMONA E DE SEUS SUBPRODUTOS

Autores

  • Felipe José Cury Fracetto Departamento de Agronomia, UFRPE, Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos, 52171-900, Recife (PE).
  • Giselle Gomes Monteiro Fracetto Departamento de Agronomia, UFRPE, Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos, 52171-900, Recife (PE).
  • Brigitte Josefine Feigl Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, CENA/USP, Av. Centenário, 303, 13400-970, Piracicaba (SP).
  • Carlos Clemente Cerri Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, CENA/USP, Av. Centenário, 303, 13400-970, Piracicaba (SP).
  • Marcos Siqueira Neto Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, CENA/USP, Av. Centenário, 303, 13400-970, Piracicaba (SP).

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252015v28n410rc

Palavras-chave:

Semiárido. Mudança de uso da terra. Fitomassa de mamona. Biodiesel.

Resumo

A maior produção brasileira de mamona (Ricinus communis L.) se concentra na caatinga do estado da Bahia, onde a mudança do uso da terra para o seu cultivo tem sido considerada uma estratégia de recuperação de áreas degradadas. No entanto, alterações no solo nativo proporcionam impactos ambientais, como emissões de gases de efeito estufa (GEE). Presume-se que elevadas emissões de GEE sejam provenientes da mudança do uso da terra para o cultivo de mamona e que os subprodutos dessa oleaginosa também participam dessas emissões. O objetivo deste trabalho foi realizar o inventário das emissões de GEE decorrentes do cultivo da mamona e seus subprodutos. Foi realizado um estudo na Fazenda Floresta, no município de Irecê (BA), onde foram avaliadas: a mudança no estoque de carbono (C) no solo cultivado com mamona e na floresta nativa local; a quantidade de folhas senescentes e fitomassa epígea; e as emissões de GEE provenientes dos subprodutos da produção agrícola de mamona. Os resultados mostraram que a soma das folhas senescentes e fitomassa epígea obtida pela poda da mamona é superior a 1,6 Mg ha-1ano-1 e o uso da torta de mamona no solo apresentou emissões de N2O próximas a 600 µg m-2. As emissões provenientes do uso do biodiesel de óleo de rícino representaram menos de 10% das emissões. A mudança de uso da terra foi responsável pelas elevadas emissões de GEE, representando 87% do total em CO2eq. Em comparação às emissões estimadas para o etanol de cana-de-açúcar, o biodiesel de mamona apresentou emissões 32% inferiores.

Biografia do Autor

  • Felipe José Cury Fracetto, Departamento de Agronomia, UFRPE, Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos, 52171-900, Recife (PE).
    Conclui o doutorado na Universidade de Sao Paulo-ESALQ. Atualmente sou pós doc na UFRPE.

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Publicado

18-11-2015

Edição

Seção

Agronomia