PRODUÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE ENZIMAS CELULOLÍTICAS POR ASPERGILLUS NIGER E RHIZOPUS SP. DURANTE A FERMENTAÇÃO EM ESTADO SÓLIDO DA PALMA FORRAGERIA

Autores

  • Tamires Carvalho dos Santos Master in Environmental Sciences, Universidade Estadual do sudoeste da Bahia, Itapetinga, BA
  • George Abreu Filho Master in Environmental Sciences, Universidade Estadual do sudoeste da Bahia, Itapetinga, BA
  • Aila Riany de Brito Master in Engineering and Food Science, Universidade Estadual do sudoeste da Bahia, Itapetinga, BA
  • Aureliano José Vieira Pires Department of Rural Technology and Animal, Universidade Estadual do sudoeste da Bahia, Itapetinga, BA
  • Renata Cristina Ferreira Bonomo Department of Rural Technology and Animal, Universidade Estadual do sudoeste da Bahia, Itapetinga, BA
  • Marcelo Franco Department of Exact Sciences and Technology, Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilheus, BA

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252016v29n126rc

Palavras-chave:

Fungos Filamentosos. Metodologia de Superfície de Resposta. Bioprocessos. Região semi-árida. Caracterização Enzimática.

Resumo

Palma forrageira foi usada como fonte de nutrientes para a produção de enzimas celulolíticas durante a fermentação em estado sólido com auxílio dos fungos filamentosos Aspergillus niger e Rhizopus sp. Os efeitos da ativiade de água, do tempo de fermentação e da temperatura sobre a produção enzimática foram determinados segundo o protocolo padrão de Delineamento Box-Behnken. A condição ideal para produção das enzimas endoglucanase pelo fungo Aspergillus niger foi 70,35 h de fermentação, atividade de água de 0,875 e temperatura de 29,56 ° C enquanto que para o fungo Rhizopus sp. foi 68,12 h e 30,41 ° C. Entretanto, a celulase total produzida pelo fungo Rhizopus sp. foi otimizada em 74,27 h de fermentação e temperatura de 31,22 ° C e para o fungo Aspergillus niger foi 72,48 h e 27,86 ° C. A atividade de água só tinha uma influência significativa sobre a endoglucanase para Aspergillus niger. A alta estabilidade dos extratos enzimáticos em diferentes tepenraturas e pH’s foram confirmadas após caracterização enzimática, indicando viabilidade em aplicações industriais. Os ensaios de desativação cinética indicaram que essas enzimas permaneceram ativas após o congelamento do extrato bruto. Com base nos resultados, utilizar a palma forrageira com matéria prima em bioprocessos é uma alternativa excelente para a produção de enzimas termoestaveis.

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Publicado

12-03-2016

Edição

Seção

Engenharia de Alimentos