APLICAÇÃO DE GESSO E VINHAÇA: ATRIBUTOS QUÍMICOS DO SOLO, PRODUTIVIDADE E ESTADO NUTRICIONAL DA ALFAFA

Autores

  • Ronaldo do Nascimento Department of Agronomy, Universidade Estadual de Londrina. Londrina, PR.
  • Juliana Aparecida de Souza Department of Agronomy, Universidade Estadual de Londrina. Londrina, PR.
  • Adônis Moreira Embrapa Soja, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Londrina, PR.
  • Larissa Alexandra Cardoso Moraes Embrapa Soja, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Londrina, PR.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252017v30n123rc

Palavras-chave:

Medicago sativa. Cálcio. Magnésio. Potassio. Enxofre.

Resumo

O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da aplicação de gesso e vinhaça na produção de matéria seca, nutrição e atributos químicos do solo cultivado com alfafa. O experimento foi realizado em delineamento experimental de blocos ao acaso, em esquema fatorial 3 × 5, com três doses de vinhaça, 0, 150 e 300 m3 ha-1 e cinco doses de gesso agrícola (0, 3, 6, 9 e 12 Mg ha-1). Foram avaliados a composição química e matéria seca da parte aérea (MSPA) e os atributos químicos do solo (0-0,2 e 0,21-0,4 m). As doses de vinhaça aumentaram os teores de potássio, enquanto as doses de gesso promoveram acréscimos lineares nos teores de cálcio e enxofre no solo. A saturação de bases foi crescente e o magnésio teve efeito quadrático na camada de 0,21-0,4 m em função das doses de gesso. Os teores de cálcio, magnésio e fósforo na folha da alfafa foram menores com a aplicação de vinhaça. As doses de gesso promoveram acréscimos lineares na MSPA da alfafa. A dose de 150 m3 ha-1 já foi suficiente para aumentar a MSPA. Os teores de cálcio e magnésio na folha tiveram ajuste quadrático, com máximo acúmulo de cálcio em 9,5 Mg ha-1 e o magnésio com ponto de mínimo na dose de 8,7 Mg ha-1 de gesso. Os teores foliares de enxofre sob doses de vinhaça e os de potássio na maior dose obtiveram máximo acumulo na presença de 9 Mg ha-1 de gesso.

Biografia do Autor

  • Ronaldo do Nascimento, Department of Agronomy, Universidade Estadual de Londrina. Londrina, PR.
    Técnico em Agropecuária, formado em Agronomia pela UNICENTRO, Mestre em produção vegetal pela UNICENTRO, doutorando pela UEL, na área de Manejo Sustentável do Solo e Engenharia Agrícola
  • Juliana Aparecida de Souza, Department of Agronomy, Universidade Estadual de Londrina. Londrina, PR.
    Possui graduação em Engenharia Agronômica (2004-2009) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho FEIS/UNESP onde desenvolveu pesquisas relacionadas ao manejo da adubação nitrogenada na cultura do milho em sistema de plantio direto. Mestrado (2010-2012) em Sistemas de Produção na área de Agronomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho FEIS/UNESP onde desenvolveu pesquisas referente a mobilidade de boro. Possui experiência na área de Fertilidade do Solo, Adubação e Nutrição Mineral de Plantas. Atualmente é Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Agronomia na área de Manejo Sustentável do Solo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde desenvolve pesquisas sobre o manejo da adubação com micronutrientes na cultura da soja e do trigo.
  • Adônis Moreira, Embrapa Soja, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Londrina, PR.
    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras (1994), mestrado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Ciências (Energia Nuclear na Agricultura) pela Universidade de São Paulo (2000). Atualmente é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Soja) e orientador/pesquisador da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Fertilidade e Química do Solo e Nutrição Mineral de Plantas, atuando principalmente nos seguintes temas: dinâmica da matéria orgânica, seringueira, nutrição de pastagens (alfafa) e adubação da soja. Editor Associado da Revista Brasileira de Ciência do Solo (RBCS), Journal of Plant Nutrition, Communications in Soil Science and Plant Analysis, Semina, Revista de Ciências Agrárias (Belém), Agrária (Pernambuco) e Boletim de Indústria Animal (BIA). Membro da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e da Sociedade Americana de Agronomia.
  • Larissa Alexandra Cardoso Moraes, Embrapa Soja, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Londrina, PR.
    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal do Amazonas (1987), mestrado em Fisiologia e Bioquímica de Plantas pela Universidade de São Paulo (2000) e doutorado em Energia Nuclear na Agricultura pelo CENA/USP (2010). Atualmente é pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.- Embrapa Soja. Tem experiência na área de Ciências Agrárias, com ênfase em Fisiologia Vegetal e nutrição mineral de plantas, atuando principalmente nos seguintes temas e culturas: girasssol (Helianthus annus), soja, (Glycine max) trigo (Triticum aestivum), seringueira - enxertia de copa (hevea spp), mangostão, guaranazeiro (Paullinia cupana var. sorbilis) e cultura de tecidos. Membro da Sociedade Americana de Agronomia.

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Publicado

02-12-2016

Edição

Seção

Zootecnia