PRECIPITAÇÃO EFETIVA E PERDAS DE SOLO EM DIFERENTES SISTEMAS DE COBERTURA VEGETAL NO BIOMA CAATINGA

Autores

  • Helba Araújo de Queiroz Palácio Department of Education, Instituto Federal do Ceará – Campus Iguatu, Iguatu, CE
  • Jacques Carvalho Ribeiro Filho Department of Environmental and Technological Sciences, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, RN
  • Júlio César Neves dos Santos Department of Education, Instituto Federal do Triângulo Mineiro – Campus Uberlândia, Uberlândia, MG
  • Eunice Maia de Andrade Agricultural Engineering Department, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
  • José Bandeira Brasil Agricultural Engineering Department, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252016v29n421rc

Palavras-chave:

Erosão hídrica. Semiárido. Escoamento superficial.

Resumo

O presente estudo objetivou investigar a influência da ação antrópica na precipitação efetiva (Pe) e nas perdas de solo em microbacias submetidas a diferentes usos do solo em região de floresta tropical seca. A área experimental está localizada na parte central do estado do Ceará, Brasil. Os usos do solo investigados foram: Caatinga em Pousio (CP), Caatinga Raleada (CR) e manejo de Desmatamento da Caatinga seguido de Queima e cultivo de Pastagem (DQP). O monitoramento foi realizado na estação chuvosa (janeiro a maio) de 2010, com uma ocorrência de 57 eventos naturais de chuva, totalizando 941 mm precipitados. Na quantificação da Pe e produção de sedimentos foi feito um somatório para todos os eventos ocorridos no período de estudo e nas perdas de solo consideraram-se os sedimentos em suspensão e em arraste. Em condições de pousio, a Pe e a produção de sedimentos foram de 15,13 mm e 167,81 kg ha-1 respectivamente. Os menores valores de Pe (11,28 mm) ocorreram na microbacia cujo uso da terra era o CR, cujas perdas de solo totalizaram 42,04 kg ha-1. No uso da terra DQP foi registrada a maior Pe anual com 112,88 mm ano-1 de lâmina escoada acumulada, bem como as maiores perdas de solo anual (3.114,97 kg ha-1). A maior inferência da cobertura vegetal nos dois processos investigados ocorreu para os primeiros eventos, quando o estrato herbáceo ainda não estava desenvolvido.

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Publicado

13-09-2016

Edição

Seção

Engenharia Agrícola