SUPERAÇÃO DE DORMÊNCIA EM SEMENTES E CRESCIMENTO INICIAL DE Ziziphus joazeiro Mart. EM DIFERENTES SOLOS

Autores

  • Josenara Daiane de Souza Costa Department of Agricultural Engineering, Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB.
  • José Aliçandro Bezerra da Silva College Academic of Environmental an Agricultural Engineering , Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro, BA.
  • Daniela Siqueira Coelho Department of Soil, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE.
  • Ítalo Emannuel dos Anjos Santos College Academic of Environmental an Agricultural Engineering , Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro, BA.
  • Tales Xavier Seabra College Academic of Environmental an Agricultural Engineering , Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro, BA.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252016v29n221rc

Palavras-chave:

Juazeiro. Emergência. Trocas gasosas. Índice de clorofila. Solo.

Resumo

Considerando as potencialidades e importância da biodiversidade do bioma Caatinga, estudos sobre espécies endêmicas são relevantes para conservação de seus recursos naturais. Objetivou-se com este trabalho avaliar a viabilidade e a superação de dormência de sementes de juazeiro (Ziziphus joazeiro Mart.) e seu o crescimento inicial em diferentes tipos de solo. Os experimentos foram conduzidos em três etapas. Na primeira, avaliou-se a viabilidade de diferentes lotes de sementes, utilizando o teste de tetrazólio. A segunda etapa foi conduzida em viveiro, avaliando-se as aplicações de processos físicos, escarificação com lixa e com martelo, para superação da dormência das sementes e determinação do crescimento inicial das plantas. Na última etapa foram avaliados os índices de clorofila a e b, as trocas gasosas e o acúmulo de matéria seca em plantas jovens de juazeiro em três tipos de solo (Latossolo, Neossolo e Vertissolo). A partir dos resultados obtidos pode-se afirmar que a viabilidade das sementes de juazeiro é bastante influenciada pelas diferenças existentes entre plantas matrizes e pelas condições de armazenamento, apresentando longevidade de dois anos, quando armazenadas a 22 oC e 16% de umidade relativa. Os métodos de escarificação com lixa e martelo não são eficientes para reduzir o tempo e uniformizar a geminação das sementes. As plantas de juazeiro apresentam elevado potencial para se desenvolver em diferentes ambientes edáficos, adaptando-se bem a solos com diferentes texturas e composições químicas.

Biografia do Autor

  • Josenara Daiane de Souza Costa, Department of Agricultural Engineering, Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB.
    Possui graduação em Engenharia Agrícola e Ambiental (2014) pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), com graduação sanduíche na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa - PT. Atualmente é mestranda em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande, área de concentração em Processamento e Armazenamento de Produtos Agrícolas.
  • José Aliçandro Bezerra da Silva, College Academic of Environmental an Agricultural Engineering , Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro, BA.
    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Alagoas (1992), Especialista em Controle Integrado de Pragas e Agricultura Topical (1992 e 1994) e Agricultura Tropica Cana de Açúcar (1994-1996), ambos pela Universidade Federal de Alagoas, mestrado em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa (1999) e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (2003). Atualmente é ProfessorAjunto da Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco. Tem experiência na área de Biologia Vegetal, com ênfase em Fisiologia Vegetal, atuando principalmente nos seguintes temas: Biologia Celular, Crescimento e Desenvolvimento de Plantas e Ecofisiologia da Produção.
  • Daniela Siqueira Coelho, Department of Soil, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE.
    Doutoranda em Ciências do Solo pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e exerce a função de Especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos no Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia - INEMA. Fez mestrado em Engenharia Agrícola (Engenharia de Água e do Solo) pela Universidade Federal do Vale do São Francisco e possui formação em Engenharia Agrícola e Ambiental pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), atuando nas áreas de manejo de solos salinos e sódicos, fisiologia do estresse hídrico e salino, dinâmica da água e nutrientes no sistema solo-água-planta-atmosfera.
  • Ítalo Emannuel dos Anjos Santos, College Academic of Environmental an Agricultural Engineering , Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro, BA.
    Graduando em Engenharia Agrícola e Ambiental, na Universidade Federal do Vale do São Francisco. Membro do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Vegetal do Laboratório de Citologia e Fisiologia Vegetal - LACIF, do Colegiado de Engenharia Agrícola e Ambiental.
  • Tales Xavier Seabra, College Academic of Environmental an Agricultural Engineering , Universidade Federal do Vale do São Francisco, Juazeiro, BA.
    Graduando em Engenharia Agrícola e Ambiental, na Universidade Federal do Vale do São Francisco. Membro do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Vegetal do Laboratório de Citologia e Fisiologia Vegetal - LACIF, do Colegiado de Engenharia Agrícola e Ambiental.

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Publicado

03-05-2016

Edição

Seção

Engenharia Agrícola