QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICA DE UM LATOSSOLO SOB SEMEADURA DIRETA E SUCESSÃO SOJA-MILHO NO ECÓTONO CERRADO/AMAZÔNIA

Autores

  • Onã da Silva Freddi Institute of Agricultural and Environmental Sciences, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT
  • Renan Francisco Rimoldi Tavanti Institute of Agricultural and Environmental Sciences, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT
  • Matheus Bortolanza Soares Institute of Agricultural and Environmental Sciences, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT
  • Frederico Terra de Almeida Institute of Agricultural and Environmental Sciences, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT
  • Fernanda Salles Cunha Peres Biodiversity and Biotechnology Network of the Legal Amazon, Universidade Estadual de Mato Grosso, Sinop, MT

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252017v30n420rc

Palavras-chave:

Glycine max L.. Resistência do solo à penetração. Fertilidade do solo. Macroporosidade.

Resumo

A sucessão soja-milho em semeadura direta (SSD) é a prática de cultivo mais comum no estado de Mato Grosso. Os solos submetidos a este tipo de sistema estão propensos à formação de gradientes de fertilidade e compactação superficial, restringindo a produtividade das culturas. O objetivo do trabalho foi avaliar os atributos físico-químicos de um Latossolo Vermelho-Amarelo após 11 anos de sucessão contínua de soja e milho em semeadura direta, utilizando-se técnicas de análise geoestatística e componentes principais. O experimento foi conduzido na fazenda Chão Nativo localizada no município de Sinop, Mato Grosso, ecótono Cerrado-Amazônia. Para isso instalou-se uma malha retangular com 103 pontos amostrais distribuídos em uma área de 7,02 ha, nos quais se determinou a produtividade de grãos da soja e os atributos físicos e químicos do solo nas camadas de 0-10 e 0,10-0,20 m. A soja apresentou amplitude na produtividade de grãos entre 2,83 e 3,70 Mg ha-1, que foi correlacionada de forma positiva com a distribuição espacial do pH, fósforo e potássio. O solo apresentou baixa qualidade física devido a elevada resistência do solo à penetração e macroporosidade menor que 10 %, contudo, não foi observada correlação espacial dos atributos físicos com a produtividade da soja.

Biografia do Autor

  • Onã da Silva Freddi, Institute of Agricultural and Environmental Sciences, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT
    Possui Graduação em Agronomia e Mestrado em Sistemas de Produção pela FEIS/UNESP, Doutorado em Produção Vegetal e Pós-Doutorado em Produção Vegetal pela FCAV/UNESP. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Física do Solo, atuando principalmente nos seguintes temas: Manejo do Solo, variabilidade espacial das propriedades físicas e químicas e sua relação com a produtividade de culturas, Intervalo Hídrico Ótimo, curva de retenção de água do solo, índice S e sistemas integrados. Atualmente é professor efetivo adjunto VI com dedicação exclusiva na Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT no Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais campus de Sinop. Foi Coordenador do Programa de Mestrado em Agronomia (PPGA) do campus de Sinop/UFMT no período de 02/07/13 a 20/12/2015.
  • Renan Francisco Rimoldi Tavanti, Institute of Agricultural and Environmental Sciences, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT
    Possui graduação em Agronomia pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2014). Atualmente Mestrando em Agronomia pela UFMT no Programa de Pós Graduação em Agronomia (PPGA) campus de Sinop-MT. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Física do Solo, atuando principalmente nos seguintes temas: Manejo e conservação do solo, variabilidade espacial das propriedades químicas e físicas do solo e sua relação com a produtividade de culturas e sistemas integrados.
  • Matheus Bortolanza Soares, Institute of Agricultural and Environmental Sciences, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT
    Mestrando em Solos pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Mato Grosso (2015), possui curso-técnico-profissionalizante pela Secretária de Estado de Ciência e Tecnologia (2010). Membro coordenador do projeto social de implantação da horta e pomar no lar dos Vicentinos. Atuou dois anos como monitor da disciplina de Introdução à Ciências do Solo e foi estagiário no Laboratório de Solos da Universidade Federal de Mato Grosso / Campus Sinop, desenvolvendo trabalhos de Pesquisa (2015).
  • Frederico Terra de Almeida, Institute of Agricultural and Environmental Sciences, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT
    Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (1995), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa - UFV (1997) e doutorado em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF (2000). Atualmente (desde 03/2006) é professor Adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso, ministrando aulas na graduação de Hidrologia e Manejo de Bacias Hidrográficas, e na pós-gradução de Recursos Naturais e Erosão e Sedimentação. Tem experiência na área de Irrigação e Drenagem, Geotecnia Ambiental e Gerenciamento de Recursos Hídricos com diversos trabalhos publicados em eventos e meios científicos afim aos temas. Atualmente vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa na área de Agrometeorologia, Gerenciamento de Recursos Hídricos e Manejo de Água e Solo em Bacias Hidrográficas (erosão), com Projetos financiados pela FAPEMAT e CNPq.
  • Fernanda Salles Cunha Peres, Biodiversity and Biotechnology Network of the Legal Amazon, Universidade Estadual de Mato Grosso, Sinop, MT
    Doutoranda no Programa de Pós-Graduação da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal - Rede Bionorte (2015); Mestre em Entomologia Agrícola pela Universidade Estadual Paulista - Júlio de Mesquita Filho (2007); Graduada em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário de Rio Preto (2005). Atualmente é professora do ensino médio - biologia da Escola Estadual Nilza de Oliveira Pipino. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Entomologia Agrícola, atuando principalmente nos seguintes temas: biodiversidade, insecta, predadores; e na área de conservação do meio ambiente, com utilização de Biochar para minimizar o efeito de inseticida.

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Publicado

14-06-2017

Edição

Seção

Engenharia Agrícola