EFEITO DA RESSATURAÇÃO DA AMOSTRA SOBRE A CURVA CARACTERÍSTICA DE ÁGUA NO SOLO

Autores

  • Ícaro Vasconcelos do Nascimento Department of Soil Science, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
  • Thiago Leite de Alencar Department of Soil Science, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
  • Carlos Levi Anastácio dos Santos Department of Soil Science, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
  • Raimundo Nonato de Assis Júnior Department of Soil Science, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
  • Jaedson Cláudio Anunciato Mota Department of Soil Science, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252018v31n221rc

Palavras-chave:

Manejo de irrigação. Porosidade do solo. Água no solo.

Resumo

A curva característica de água no solo (CCAS) constitui importante ferramenta no manejo da água na agricultura irrigada. Entretanto, vale ressaltar que fatores como textura e estrutura do solo influenciam seu comportamento. Há informações na literatura que ciclos de umedecimento e secagem alteram a CCAS. Saliente-se que processo similar, de ressaturação e secagem, ocorre durante a obtenção da CCAS em laboratório. Tendo como hipótese que o processo de ressaturação, por provocar perda de argila na amostra, altera a CCAS, objetivou-se obter a CCAS, o índice S e a distribuição dos poros por tamanho a partir de amostras submetidas a ciclos de ressaturação em oposição àquelas não sujeitas a este processo em maiores potenciais mátricos (−2, −4, −6, −8 e −10 kPa). Para tanto, utilizaram-se amostras com estrutura deformada e indeformada, coletadas do horizonte A (textura arenosa) e Btg (textura franco argilo-arenosa) de um Argissolo Acinzentado. Após a obtenção da CCAS, cada amostra foi levada à condição de terra fina seca ao ar e submetida à análise granulométrica e de argila dispersa em água para verificar se houve perda de argila. O delineamento estatístico foi o inteiramente casualizado, com dois métodos de construção da CCAS – com e sem ressaturação – e oito repetições. Concluiu-se que o processo de ressaturação gera perda de argila na amostra, mas não provoca alterações significativas na CCAS nas classes texturais avaliadas; e que as amostras de solo de textura arenosa são mais sensíveis a alterações na distribuição de poros por tamanho quando submetidas à ressaturação.

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Publicado

06-04-2018

Edição

Seção

Engenharia Agrícola