VARIAÇÃO SAZONAL DA QUALIDADE SEMINAL DE CURIMATÃ COMUM (TELEOSTEI, CHARACIFORMES)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1983-21252018v31n326rc

Palavras-chave:

Prochilodus brevis. Bioquímica. Reprodução. Plasma seminal. Peixe.

Resumo

O curimatã comum Prochilodus brevis caracteriza-se como um peixe reofílico. Na natureza, esses animais apresentam sazonalidade reprodutiva, porém em cativeiro, técnicas de indução hormonal, permitem a coleta de sêmen em diferentes períodos do ano. Objetivou-se comparar a cinética, a morfologia e a composição física e bioquímica do sêmen de curimatã comum induzidos à reprodução em cativeiro com uso de hormônio, na estação reprodutiva e não reprodutiva. As concentrações de proteínas totais, glicose, frutose, triglicerídeo, cálcio e cloreto foram avaliadas através de kits bioquímicos e analisadas em espectrofotômetro. Os dados de pH do sêmen, sugerem condição alcalina do sêmen dentro do esperado para peixes de água doce (6,5 a 8,5). A quantidade de proteínas totais (1,51 ± 0,06 g dL-1), glicose (79,44 ± 1,88 mg dL-1) e triglicerídeos (61,59 ± 8,10 mg dL-1) no plasma seminal apresentaram uma maior concentração na estação não reprodutiva. Enquanto que o oposto foi verificado para os íons cálcio (15,98 ± 1,02 mg dL-1). Houve diferença significativa, na morfologia do espermatozoide na estação reprodutiva, com uma porcentagem de espermatozoides normais superior em relação à estação não reprodutiva. Assim, pode-se concluir que características físicas, bioquímicas, cinéticas e morfológicas do sêmen de curimatã comum, mantidos em cativeiro, sofrem influência da estação reprodutiva.

Biografia do Autor

  • Jordana Sampaio Leite, Department of Veterinary Medicine, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE
    Graduada em Ciências Biológicas com especialização do tipo MBA em Gestão ambiental e Desenvolvimento Sustentável. Mestre em Ciências Veterinárias, com ênfase em Reprodução Animal, atuando principalmente nos seguintes temas: hipofisação; reprodução de peixes, diluidores; morfopatologias; bioquímica e ensino de biologia. Atuou na área de analise da qualidade da água e efluentes como estagiária da Superintendência Estadual do Meio Ambiente- SEMACE e já foi professora do Cursinho Pré-vestibular UECEVest.
  • Mayara Setúbal Oliveira-Araújo, Department of Veterinary Medicine, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE
    Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (2013) com especialização em Gestão ambiental e Desenvolvimento Sustentável (2015). Possui mestrado em Ciências Veterinárias pela Universidade Estadual do Ceará (2015).Atualmente é Doutoranda no Curso de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias pela Universidade Estadual do Ceará, atuando principalmente nos seguintes temas: hipofisação; reprodução de peixes, diluidores; morfopatologias; e ensino de biologia. Atuou na área de analise de processos ambientais como estagiária da Superintendência Estadual do Meio Ambiente - SEMACE e já foi professora do curso Pró-técnico da Prefeitura Municipal de Fortaleza.
  • Priscila Silva de Almeida Monteiro, Department of Veterinary Medicine, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE
    Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará - UECE (2015), durante a qual participou de monitoria acadêmica da disciplina de Histologia e Embriologia Animal Comparada (2011) e de projetos de iniciação científica CNPQ (2012 - 2014). Mestranda em Ciências Veterinárias na Universidade Estadual do Ceará. Tem experiência na área de Biotecnologia da Reprodução, com ênfase na reprodução de peixes.
  • Cláudio Cabral Campello, Department of Veterinary Medicine, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE
    Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Ceará (1989), mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal do Ceará (1996) e doutorado em Bioquímica pela Universidade Federal do Ceará (2003). Atualmente é professor da Universidade Estadual do Ceará, trabalhando na área de Morfologia, com ênfase em Histologia.
  • Ana Cláudia Nascimento Campos, Department of Zootecnia, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
    Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Ceará (1994), mestrado em Programa de Pós Graduação Em Ciências Veterinárias pela Universidade Estadual do Ceará (1999) e doutorado em Programa de Pós Graduação Em Ciências Veterinárias pela Universidade Estadual do Ceará (2003). Atualmente é professor Associado 2 na Universidade Federal do Ceará. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Inseminação Artificial Animal.
  • Carminda Sandra Brito Salmito-Vanderley, Department of Veterinary Medicine, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE
    PROFESSORA ADJUNTA DO CURSO DE BIOLOGIA E VETERINÁRIA DA UECE, PROFESSORA ORIENTADORA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS DA UECE- FAVET

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Publicado

28-05-2018

Edição

Seção

Medicina Veterinária