A (DES) CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DA MULHER NAS MÚSICAS SERTANEJAS “MEDO BOBO” E “EU SEI DE COR”

  • Adna Chirly Mariano de Paiva
  • Ananias Agostinho da Silva
Palavras-chave: (Des)construção. Identidade. Imagem da mulher. Feminismo. Música sertaneja.

Resumo

Este trabalho consiste em uma análise do discurso das letras das músicas “Medo bobo” e “Eu sei de cor”, interpretadas, respectivamente, pelas cantoras sertanejas Maiara e Maraisa (dupla sertaneja feminina) e Marília Mendonça, de maneira a observar como ocorre o processo (des)construção da imagem da mulher no estilo musical sertanejo universitário feminino, que, especialmente nos últimos cinco anos, tem se destacado e consagrado na música brasileira. Os ouvintes deste estilo musical são compostos não só por jovens, mas por pessoas de todas as idades que já aderiram ao novo visual desse estilo de música aqui no Brasil. Essas e outras cantoras adeptas desse estilo tematizam a mulher em suas músicas em um exercício de desconstrução da imagem tradicional da mulher, àquela “recatada e do lar”, responsável por cuidar dos filhos, atender ao marido e realizar as atividades domésticas, para dar lugar à mulher que é independente, que não se preocupa com os padrões sociais impostos, que não é o “sexo frágil”, mas que está disposta a viver relacionamentos moralmente considerados como atípicos, a frequentar lugares (bares, por exemplo) e realizar atividades (beber) antes reservados para o homem. Trata-se de uma visão feminista de mulher, influenciada diretamente pela força dos movimentos feministas. Considerando este panorama, analisa-se, pois, como a imagem da mulher é (des)construída nas músicas citadas, tendo em vista a noção de identidade (HALL, 2003) e a influência do feminismo na construção da imagem da mulher nas músicas (ALVES, 1991).

Referências

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Publicado
16-10-2017