(Auto)Emancipação e (Re)Produção Social
Um ensaio sobre as relações entre trabalho e educação das mulheres
DOI:
https://doi.org/10.21708/issn2966-327X.v1.n1.14198.2025Palavras-chave:
Trabalho-Educação, Conscientização, Teoria da Reprodução Social, Marxismo Crítico, FeminismoResumo
Tem-se como objetivo problematizar as categorias de emancipação e de reprodução social a partir das relações entre o trabalho e a educação das mulheres. Para tanto, estabeleceu-se três premissas: 1) a emancipação implica em auto emancipação; 2) a realidade é tanto objetiva quanto subjetiva; e, 3) a experiência é o resultado da interação entre o ser social e a consciência social. A abordagem teórico-epistemológica deste ensaio parte do marxismo crítico e da teoria da reprodução social, sendo que os princípios da contradição e da dialética mediatizam a problematização de condicionantes: as cisões entre trabalho produtivo e reprodutivo; trabalho produtivo e improdutivo; atividade remunerada e não remunerada; e, divisão social e sexual do trabalho. Entendeu-se que a (auto)emancipação é a “feitura” da/na experiência compartilhada das mulheres, assim como a unidade entre a produção e reprodução da vida. Segue, portanto, o desafio histórico da superação do sistema-mundo vigente também pela unidade trabalho-educação.


