Controle de convencionalidade no judiciário brasileiro

entre efetividade e simbolismo normativo

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.21708/issn2526-9488.v10.n20.p116-143.2026

Résumé

O controle de convencionalidade insere-se no sistema multinível de proteção dos direitos humanos, com fundamento no artigo 5º, §2º, da Constituição Federal, que permite a incorporação de tratados internacionais ao ordenamento jurídico brasileiro. O estudo examina sua aplicação no âmbito do Poder Judiciário, especialmente quanto à internalização dos parâmetros do Sistema Interamericano de Direitos Humanos nas decisões judiciais. Busca-se delimitar o controle de convencionalidade em sentido próprio, distinguindo-o do uso meramente retórico do direito internacional como reforço argumentativo. Sustenta-se que sua configuração exige o efetivo cotejo entre normas internas e tratados de direitos humanos, com potencial afastamento ou redefinição da norma doméstica. A simples menção a fontes internacionais, desacompanhada desse exame estruturado, não caracteriza o instituto. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica e análise documental, destacando a Recomendação nº 123/2022 do Conselho Nacional de Justiça, o Pacto Nacional do Judiciário pelos Direitos Humanos e precedente paradigmático. Propõem-se critérios teórico-jurídicos para identificação do controle, evidenciando que sua caracterização depende do papel dos tratados e da jurisprudência internacional na ratio decidendi. Conclui-se que a distinção conceitual é essencial ao aprimoramento da prática jurisdicional.

Biographies de l'auteur-e

  • Moniky Mayara Costa Fonseca Dantas, UFRN

    Graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Mestranda em Direito Constitucional pela mesma Universidade – UFRN, PPGD/CCSA. Linha de Pesquisa III: Direito Internacional e Concretização de Direitos. Juíza Federal/SJRN.

  • Érica Vericia Canuto de Oliveira Veras, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

     Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Graduação e Mestrado). Pós-doutora em Democracia e Direitos Humanos pelo IGC/CDH da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Doutora em Ciências Sociais pela UFRN. Mestre em Direito pela UFBA. Promotora de Justiça/MPRN

Téléchargements

Publié

2026-10-31

Comment citer

Controle de convencionalidade no judiciário brasileiro: entre efetividade e simbolismo normativo. Revista Jurídica da UFERSA, v. 10, n. 20, p. 116–143, 31 oct.2026.