A doença como metáfora racial: a pandemia de coronavírus à luz da Teoria Racial Crítica

Autori

  • Philippe Oliveira de Almeida Universidade Federal do Rio de Janeiro image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.21708/issn2526-9488.v5.n9.p27-47.2021

Abstract

Nosso paper irá se debruçar sobre um problema específico: a maneira como, no imaginário jurídico e político de nossa civilização, grupos raciais subalternizados (negros, indígenas, asiáticos etc.) são associados a determinadas doenças. O rabalho se desenvolverá em três etapas: em um primeiro momento, discutiremos, de forma ampla, as reverberações do racismo estrutural sobre a pandemia de COVID-19; em seguida, faremos uma breve apresentação da Teoria Racial Crítica (exercício que se revela necessário, considerando que se trata de uma corrente jusfilosófica ainda pouco debatida, no Brasil); por fim, recorreremos à CRT para refletir sobre como, em um imaginário social racista, populações não-brancas tendem a ser representadas como vetores de doenças. Considerando as tentativas, de governos como o britânico, o estadunidense e o brasileiro, de imputar à China a difusão do COVID-19, recorreremos à Teoria Racial Crítica Asiática – AsianCrit –, uma das inúmeras vertentes da CRT, como ponto de partida para debater a racialização da doença.

Pubblicato

2021-08-08

Fascicolo

Sezione

FLUXO CONTÍNUO

Come citare

A doença como metáfora racial: a pandemia de coronavírus à luz da Teoria Racial Crítica. Revista Jurídica da UFERSA, v. 5, n. 9, p. 27–47, 8 ago.2021.