Hematologia de tilápia vermelha (Oreochromis spp.), variedade Saint Peter, cultivadas sob diferentes níveis de salinidade.

Heverton Luiz de Oliveira Valdevino

Ana Carolina Pontes de Miranda Maranhão

Paulo Victor de Paiva Diaz

Mateus Gonçalves Bezerra

Michelly Fernandes de Macedo

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Resumo

Tilápias vermelhas (Oreochromis spp.) são híbridos dulcícolas criados com o objetivo de melhorar a produtividade de outros peixes. Pesquisas vêm mostrando que mesmo quando criadas em ambiente salino, estas apresentam um maior potencial de crescimento e ganho de peso quando comparado a outras espécies de tilápia. Objetivou-se avaliar os efeitos que diferentes níveis de salinidade da água podem causar à produção e sanidade de tilápias vermelhas (Saint Peter) por meio de análises hematológicas. Os 240 animais deste estudo foram divididos em tréplica em quatro tratamentos (T1 – 0%, T2 – 10%, T3 – 20% e T4 – 30%) de acordo com o nível de salinidade ao qual foram submetidos, no setor de Aquicultura da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) em Mossoró-RN. Amostras de sangue de 10 animais foram coletadas, aleatoriamente, por venopunção caudal, no início e a cada 28 dias, totalizando 70 dias de estudo. Os valores de eritrócito, hematócrito e hemoglobina aumentaram com o passar do estudo, o que é esperado já que com a osmolaridade alterada esses animais precisam de mais oxigênio para sobreviver. Neste trabalho, houve um aumento no número de leucócitos das tilápias vermelhas de todos os grupos de tratamento e depois uma tendência de redução ou estabilização, o que parece inferir que esses animais se adaptam bem quando submetidos a diferentes níveis de salinidade. A contagem de trombócitos dos peixes decresceu em todas as coletas, exceto no grupo controle, inferindo que a salinidade também pode alterar processos relacionados à coagulação, resposta imune e manutenção do equilíbrio hídrico. Conclui-se que de acordo com o modo de criação desses animais, podem sim ocorrer mudanças hematológicas (sejam elas no eritrograma, leucograma ou plaquetograma) que visam a melhor adaptação dos mesmos no ambiente em que estão sendo criados.


Referências