Comportamento ecofisiológico da aceroleira (Malpighia emarginata D.C.) irrigada com águas salinas sob atuação de atenuantes aplicados via foliar

Lídia Sabrina Tertulino Bezerra

Luilson Pinheiro Costa

David Emanoel Gomes da Silva

Ramon Silva Melo

Vander Mendonça

Palavras-chave: Array


Resumo

A acerola (Malpighia emarginata D.C.), é uma frutífera nativa da América Tropical. O Nordeste brasileiro é responsável por 78% da produção nacional que têm uma produtividade média de 29,65 t/ha. No Brasil, a acerola é comercializada tanto in natura quanto processada em produtos. No entanto, os produtores enfrentam desafios abióticos, como estiagem e salinidade, que ameaçam a agricultura e o meio ambiente. A pesquisa, avaliou o crescimento durante a fase de produção de porta enxerto de aceroleiras submetida a estresse salino e a aplicação foliar de ascórbico (AsA). O estudo foi conduzido no município de Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, em casa de vegetação, pertencente ao Grupo de Pesquisa em Fruticultura da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, e utilizou mudas produzidas a partir de sementes do pomar didático da instituição. O experimento foi realizado com diferentes níveis de salinidade (0,55; 2; 4; e 6 dS m-1) e a aplicação de AsA (1 mM) via foliar a cada 15 dias. Os resultados mostraram que o AsA melhorou o desempenho das plantas em geral especialmente ao considerar a variável número de folhas, exceto para o comprimento da raiz, massa fresca da folha, massa seca da folha e massa seca da raiz, onde as plantas testemunhas, sem AsA, tiveram melhores médias. O aumento da salinidade reduziu o peso fresco e seco das folhas, caule e raiz. O AsA mostrou-se menos eficaz em altos níveis de salinidade, especialmente a 6 dS m-1, onde não houve efeito positivo para as variáveis estudadas. Dessa forma, a salinidade alta causou acúmulo de sais no solo, dificultando a absorção de água e inibindo o crescimento das plantas.


Referências