Triagem de marcadores de DNA microssatélites polimórficos visando estudos de mapeamento genético do meloeiro
Eva Samara Pinto Cunha
Willianny Karem de Sousa
Izadora Cristina Romão Pitombeira
Ruanna Fabbia Ferreira Gomes
Ioná Santos Araújo Holanda
Palavras-chave: Array, Array, Array
Resumo
Nas regiões produtoras de meloeiro (Cucumis melo L.) no Nordeste do Brasil, a podridão radicular e o declínio das ramas têm causado prejuízos e limitado o rendimento devido a ação de fungos habitantes de solo, o que também tem se tornado preocupante em influenciar o cultivo sustentável da cultura do melão na região. Grupos de pesquisa em melhoramento genético da UFERSA selecionaram parentais contrastantes para a característica de resistência ao fungo Macrophomina phaseolina, porém a seleção tradicional sob efeito das amplas interações genótipo-ambiente se torna difícil. Uma forma de facilitar a seleção é a identificação de marcadores moleculares ligados à característica de interesse, por meio do mapeamento genético de marcadores em população F2, originária de parentais contrastantes para a característica. Marcadores microssatélites ou SSR (Simple Sequence Repeats) têm sido amplamente utilizados como uma eficiente ferramenta para a construção de mapas genéticos. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar o polimorfismo de primers SSR entre os parentais selecionados e híbridos. Sendo estes dez híbridos (F1.1, F1.2, F1.3, F1.4, F1.5, F1.6, F1.7, F1.8, F1.9 e F1.10) oriundos do cruzamento de dois parentais, o acesso de meloeiro C14 e o Híbrido Comercial Goldex, genitores com níveis de resistência e susceptibilidade ao fungo supracitado, respectivamente. Os primers SSR foram amplificados por meio de reações de PCR (Polymerase Chain Reaction) e a separação dos fragmentos foi realizada por eletroforese em gel de agarose a 3%. Foram testados 81 primers SSR, desenvolvidos para Cucumis melo, para os genótipos utilizados. Dos 81 primers, 40 apresentaram polimorfismo, 28 não apresentaram diferenças entre os acessos e 13 não amplificaram, representando 49,4%, 34,5% e 16,1% dos primers testados, respectivamente.