Avaliação da eficácia de uma matriz de enzimas exógenas em dietas para Tilápia (Oreochromis niloticus)
Mário Augusto Monteiro Silva
Matheus Ramalho Lima
Joice Teixeira Souza
Maria Érica da Silva Oliveira
Thiago Pereira Ribeiro
Palavras-chave: Array, Array, Array, Array, Array
Resumo
A pesca e aquicultura representam relevante importância socioeconômica no Brasil e no mundo. Em dados recentes divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), a produção global de pescado em 2018 foi de 179 milhões de toneladas, representando um crescimento de 1,5% ao ano em termos de consumo per capita, maior que qualquer outra proteína de origem animal (FAO, 2020). No entanto, a alimentação dos peixes é um fator crítico para o sucesso da produção. Nesse contexto, o uso de enzimas exógenas, como proteases, pode ser uma alternativa promissora. Sendo assim, um estudo conduzido por Feitosa et al. (Aquaculture Research, 52:316-327, 2021) avaliou o efeito da suplementação de uma protease exógena na dieta de juvenis de tilápia do Nilo sobre o desempenho produtivo e a qualidade do filé, e foi verificado aumento significativo no ganho de peso e no rendimento de filé em relação ao grupo controle, sugerindo que a suplementação de protease pode melhorar não apenas o desempenho produtivo, mas também a qualidade do filé. Dessa maneira, o estudo em tela foi executado no Setor de Aquicultura da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró/RN. Os procedimentos experimentais do experimento com as tilápias foram avaliados e aprovados pela CEUA/UFERSA, conforme Legislação em vigor, sob protocolo 02/2023. Para validar a matriz de protease em dietas de tilápia, um experimento fatorial 2 x 2 foi conduzido com duas dietas e dose de protease. Cada combinação de dieta e dose foi replicada 8 vezes com 25 tilápias por repetição. A dieta de Controle Positivo (CP) seguiu as recomendações estabelecidas, enquanto a dieta de Controle Negativo (CN) teve uma redução nutricional completa da matriz enzimática. Os tratamentos foram CP, CP + 250g/t de protease, CN e CN + 250g/t de protease. A normalidade dos dados foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk, e as diferenças significativas foram analisadas com o teste de comparação múltipla de Tukey. A análise estatística foi realizada com o software R, com significância estabelecida em P<0,05. Os resultados indicaram que peixes alimentados com dietas com 250 g/t de protease exibiram peso e ganho superiores ao longo do período experimental. Os ganhos médios de peso foram registrados em 2,44 g/d sem e 2,83 g/d com suplementação de protease. Essa adição resultou em um aumento de 0,39 g/d no ganho de peso, atribuído a 0,15 g/d em CP e 0,63 g/d em NC. O rendimento, a largura corporal e a altura do filé foram significativamente aumentadas com a suplementação de 250 g/t de protease. Em conclusão, a suplementação de 250 g/t de protease melhora o desempenho e a qualidade da carne de tilápia.