Análise parasitológica de alface (Lactuca sativa L.), de plantio convencional, comercializados em feira livre e supermercados de Assu, Rio Grande do Norte.
Maria Eduarda Lopes Ferreira
UFERSA
Meilangy Iris Ferreira de Oliveira
Ana Carla Diógenes Suassuna Bezerra
Palavras-chave: Contaminação, Endoparasitoses, Hortaliças, Transmissão
Resumo
Doenças parasitárias são comuns em países tropicais e subdesenvolvidos, ocasionando problemas em saúde única, na qual alimentação é uma formas de infecção. Dentre os alimentos com possibilidade de maior contaminação estão as hortaliças consumidas in natura, com destaque para as folhosas. O alface é exemplo destas em que suas folhas possuem a capacidade de reter estágios parasitários que podem chegar ao organismo humano, causando sintomas como diarreias e vômitos. Diante do exposto, o objetivo da pesquisa foi realizar análise parasitológica de alface (Lactuca sativa L.), de plantio convencional, comercializados em feira livre e supermercados do município de Assu, estado do Rio Grande do Norte. A pesquisa foi realizada em 100% (nove) dos estabelecimentos que comercializavam a hortaliça, sendo sete supermercados e duas bancas da feira livre, com as amostras coletadas por compra direta nos pontos comerciais, tendo como critério de inclusão comercializar o alface. Ao todo foram adquiridos de forma aleatória nove amostras de alfaces. A primeira análise foi a pesquisa de sujidades (leve e pesada) com a hortaliça pesada e analisadas de acordo com a Associação de Químicos Analíticos Oficiais. Posteriormente, foi realizado as análise de ovos leves, pela técnica de flutuação onde 100 g de alface foi pesada com adição de 100 mL de solução hipersaturada, homogeneização, tamização e formação do menisco reverso. A análise de ovos pesados foi realizada utilizando a técnica da sedimentação a partir da pesagem de 100 g da hortaliça, com adição de 200 mL de água destilada, homogeneização, tamização e sedimentação espontânea durante 24h. Foram analisadas nove amostras na sujidade e no diagnóstico parasitológico as análises foram realizadas em triplicata totalizando vinte e sete diagnósticos. Quanto ao resultado das sujidades 100% (9/9) das amostras foram observadas a presença de mais de um tipo de sujidade, com diagnóstico de: 100% (9/9) corpo estranho não identificado, 66,67% (6/9) partes estruturais de insetos, 77,78% (7/9) microplásticos, 55,56% (5/9) larvas e 16,6% (1/9) insetos vivos. Quanto aos diagnósticos parasitológicos para a técnica da flutuação: 25,9% (7/27) positivas e 74,07% (20/27) negativas. Nas positivas diagnosticou-se 57,14% (4/7) ovos de Ascaris spp., 14,28% (1/7) Taenia spp e 28,57% (2/7) para ovos de ácaro não identificados. Enquanto na técnica de sedimentação, 66.66% (18/27) foram negativas e 33,33% (9/27) positiva. Com diagnóstico de ovos de Ascaris spp. em 88,8% (8/9), 11,1% (1/9) oocistos de Eimeria spp., 11,1% (1/9) de Trichuris spp. e 11,1% (1/9) cistos de Entamoeba spp., com diagnóstico de mais de um parasito por lâmina. Concluindo que os alfaces comercializados em supermercados e feiras livres (nos locais pesquisados) apresentaram contaminação que pode impactar a saúde dos consumidores sugerindo que uma higiene mais adequada precisa ser realizada antes de serem consumidas in natura.