Viabilidade agronômica da hortelã em sucessão ao feijão-caupi em adição com flor-de-seda mais esterco bovino em um latossolo
Andréia Aparecida Batista Sampaio
UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Paulo César Ferreira Linhares
UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Francisca Dávila de Lima
Antônio Ademar Farias Lima
Jezimiel Oliveira da Silva
Palavras-chave: Produção agroecológica, agricultura, planta medicinal, espécie espontânea.
Resumo
O cultivo em sucessão a uma leguminosa apresenta grande relevância agronômica, uma vez que essas espécies possuem a capacidade de fixar biologicamente o nitrogênio atmosférico no solo, disponibilizando esse nutriente essencial para as culturas subsequentes. Esse processo contribui para a melhoria da fertilidade do solo, redução do uso de fertilizantes químicos e sustentabilidade do sistema produtivo. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade agronômica da cultura da hortelã (Mentha piperita L.) cultivada em sucessão ao feijão-caupi (Vigna unguiculata), sob diferentes doses de flor-de-seda (Calotropis procera) associadas ao esterco bovino, em um Latossolo na região semiárida. O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), localizada no município de Mossoró-RN. O delineamento experimental utilizado foi em blocos completos casualizados, com cinco tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram na aplicação de cinco doses combinadas de flor-de-seda mais esterco bovino (0,0; 1,0; 2,0; 3,0 e 4,0 kg m⁻²). As mudas de hortelã foram transplantadas em espaçamento de 0,2 x 0,2 m, distribuídas em quatro linhas de plantio por parcela experimental. Foram avaliadas as seguintes características agronômicas: altura da planta, produção total de biomassa, número de molhos e massa seca da parte aérea. Os resultados demonstraram que as maiores médias de produção de hortelã (considerando caule e folhas) e de produção exclusiva de folhas foram obtidas nas doses de 4,0 e 3,5 kg m⁻² de flor-de-seda associada ao esterco bovino, respectivamente evidenciando o potencial dessa combinação como fonte de adubação orgânica eficiente para o cultivo sucessivo de hortelã no semiárido.